New Romantics - Capítulo um.

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Capítulo Um - Alemão Abusado

"Pois querido, eu poderia construir um castelo, com todas
as pedras que já jogaram em mim." - New Romantics, Taylor Swift


Eu nunca fui do tipo de garota que chega na hora marcada. Nunca fui do tipo que come corretamente. Nunca fui do tipo que é toda educada. Resumindo, não sou fresca. Como pizza com a mão, passo metade do pote de manteiga no pão (que sempre acaba caindo com o lado que esta com manteiga pra baixo.), pego farinha e jogo na cara dos outros, fazer o que não é? Mamãe e papai fizeram assim e assim nasceu linda diva e rainha, essa sou eu.

No momento estou com um calção do Mickey e uma blusa maior que eu e os meus pés estão descalços.

- Oh Niall! – Ouvi uma voz do satanás vindo de trás da minha porta – Oh meu deus!

Aaaaah mas era só o que me faltava, o alemão ali da frente tá comendo alguém no corredor. Mas já não basta na casa dele, agora no corredor.

Vou dar um jeito nesse albino e nessa Bruna Surfistinha de Los Angeles.

Me levantei e calcei meus chinelos. Andei até a porta e girei a maçaneta, assim que isso foi feito só foi ouvido um estalo e a desgraça da maçaneta cair no meu pé.

- Ai caralho! – Pulei que nem o saci Pererê – Desgraça de porta, por isso que não pago o aluguel.

Fui correndo até a cozinha não antes de tropeçar no meu próprio pé e cair de cara no chão like a saco de batata. Abri a gaveta e peguei uma faca, claro que pra abrir a porta e não pra arrancar o membro de um loiro de farmácia que é meu vizinho. Mas isso não é uma má ideia, arrancar a minhoquinha dele faria os gemidos de cadela no cio parar.

Sai do chiqueiro – vulgo meu apartamento – e dei cinco passos pra chegar até a casa do Horan, abri a porta que sempre esta destrancada, já que aquele idiota é desleixado e nao liga nem pro apartamento dele um dia eu ainda roubo a TV de 58" polegadas dele.
O apartamento dele estava completamente limpo, tirando o fato de ter varias roupas espalhadas pela sala. Os gemidos só aumentaram e aposto que os desgraçados estavam quase tendo um orgasmo. Subi as escadas e fui à primeira porta que encontrei. Abri a mesma encontrando uma garota cavalgando no alemão. No momento que o loiro me viu ele a empurrou fazendo a mesma dar de cara no chão.

- Que diabos você tá fazendo aqui? – Falou normalmente, sem se tampar. Agora que eu fui reparar na barraca que ele tem no meio das penas. Retire do script diretor, minhoquinha não condiz com a realidade. Olhei pra arma que ele tinha, boquiaberta – É grande não é?

Que alemão convencido.

Mas é grande mesmo.

Calada SeuNome!

- Cale a boca! – Resmunguei – Só vim pedir pra essa putaria ser mais baixa pro que tem gente que não tá conseguindo assistir Silvio Santos. – Botei as mãos na cintura. – Maôe! – Comecei a rir igual uma retardada enquanto o alemão me olhava com cara de louco.

- Querida, será que pode se retirar? Temos coisas para terminar! – A Bruna Surfistinha de LA brotou das profundezas, já vestida com aquilo que ela chama de roupa e eu chamo de pedaço de cortina da minha avó Dita.

Como isso aconteceu?

Sei lá, coisa de fanfic.

- Olha aqui cria de rata, só vim aqui pra pedir que pare de gritar alto por que tem gente que quer ver TV e não tem como por que tem um cosplay da Surfistinha berrando. – A menina me olhou com cara de deboche. – E pode desfazer essa cara por que recalque aqui vira pó amor.

- Ai Nini, deixa essa daí pra lá. – Disse com uma voz de criança babona. – Vamos terminar o que começamos. – Falou se agarrando ao alemão que já estava vestido.

Mas senhor, como assim todo mundo resolveu se vestir do nada? Isso aqui tá pior que comédia romântica, PRODUÇÃO ME TIRA DAQUI.

- ‘’Nini’’? – Comecei a rir like a hiena. – Desse jeito ele vai broxar. – A gazela fez cara de ofendida. – Sou sincera, querido, aposto que tu é broxa.

- Não interessa. Agora vaza daqui. – A garota falou.

- Não se intrometa, Scarlett. - Niall falou apertando a ponta do nariz, visivelmente irritado.

- Scarlett? – Cai no chão e gargalhei. – Caralho, não tinha um nome melhor não?

- E por acaso o seu é melhor? – Disse debochada.

- Amor, sou SeuNome Marie Reed. Meu nome é maravilhoso, sou rainha e você nadinha.

- Reed? Que diabo de sobrenome é esse?

- Um melhor que o seu amor! Agora se me deem licença, o Silvio não espera. – Joguei meu cabelo e saí rebolando. Desci as escadas e quando coloquei a mão na maçaneta, ela caiu.

Mentira.

Pegadinha do Mallandro! Rá ié ié.

Quando virei o rosto, percebi que o alemão estava correndo e quando vi ele me segurou pelo braço.

- O que é alemão?

- Alemão? – Fez uma cara de mongo. – Sou irlandês!

- Foda-se! – Gritei. – Me deixa sair!

- Só quero eu saiba que espero que não conte pra ninguém o que viu! Por favor! – Fez uma cara de bebê que quase me comoveu. Quase.

- E por que eu faria isso?

- Por que você me ama.

- Eu? Amar? Você? – Dei um tapa na cara de cínico - e linda, aliás - dele. – Não mesmo.

- Ai! Sua assassina! – Resmungou. – Não quero que você conte pra ninguém okay?

- Pena que quer não é poder querido! Beijão! – Me soltei dele e fui pro meu apartamento.

Fechei a porta e sentei no sofá.

- Quem quer dinheiro? – Sisi perguntou.

- Eeeeu! – Gritei.

Mas que alemão abusado!





Olá! Bom, depois de muito tempo eu voltei com o primeiro capítulo de NR! Espero que gostem tanto quanto eu ^^
Eu não vou comentar que o capitulo está pequeno pois eu sei que está e todas sabemos disso, mas eu gostaria de saber se gostaram no capitulo, mesmo que você não tenha se interessado na historia, me diga no que eu possa melhorar, e seja sincera, afinal cada um tem a sua opinião.
Era pra ser "engraçado" mas eu na o tenho um dom muito bom pra humor, mas gostaria de fazer algo diferente de tudo.
Espero que gostem do imagine, e qualquer dúvida, crítica ou só se estiver no tédio e quiser alguem pra conversar, me chame no twitter @newtmaswift
O próximo capítulo sairá Sábado! (28/03)

Xoxo, Liv.



From Doncaster - Capítulo três.

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Capítulo três – Homens não entram.
SeuNome P.O.V’s

“Algumas pessoas vão se aproximar e reparar nas suas roupas, no seu porte físico e no tipo de tênis que você usa; outras vão dar ré e parar, só para admirar melhor o seu sorriso.”

          Mas quem era esse garoto? Que merda ele estava fazendo no meu quarto a essa hora da noite? Não, não me pergunte, nem ao menos eu sei o que esse menino está fazendo aqui, escuta, quase quinze minutos depois dele pedindo pra eu fazer silêncio, eu já havia parado de me mexer e tentar qualquer coisa, ele me arrastou até a janela e perguntou se tinha alguém tentando subir ou algo do tipo, ele me trancou em meu próprio quarto também, e agora nós estávamos sentados um de frente pro outro enquanto nenhum dos dois falava se quer uma palavra, eu não o conhecia, tinha os cabelos negros como a escuridão que estava em meu quarto, a pele morena e usava umas roupas modernas, como uma jaqueta, camiseta com estampas cool e um tênis de marca que combinava com a sua calça skinny. Certo, mas eu não estava muito a fim de olhar os seus detalhes, eu estava mais preocupada em saber quem era ele e o que ele estava fazendo ali, respirei fundo e tentei tomar coragem, o garoto não me olhava, ele estava quieto sentado na cama da minha colega de quarto e olhando pros seus dedos incontroláveis, já eu, estava respirando fraco desde a hora que ele me soltou na cama e eu sentei assustada, perguntei quem ele era e ele disse que queria silêncio, eu cooperei mas ainda tinha questões não respondidas em minha mente, eu estava cansada de esperar ele me responder, joguei meu corpo pra frente apoiando em meus braços que estavam apoiados em minhas pernas, o olhei detalhadamente podendo ver a linha grossa dos seus lábios se mexerem e a pálpebra dos seus olhos se moveram fazendo enfim ele me olhar, ergueu uma sobrancelha como se pedisse uma explicação, mas qual é, eu deveria ter feito aquilo, ele invadiu o meu quarto e eu mal sabia o porquê. 

– Sério, você pode parar de me olhar desse jeito? – falou alto e não se moveu.
– O quê? Depois de um século você vem me falar isso? – apontei pra ele derrotada.
– Não, você pode achar que é loucura mas-
– Eu posso achar? Eu entrei no meu quarto e você me agarrou como um sequestrador agarra sua vítima, eu fiquei desesperada.
– Me desculpa, eu estava fugindo de uma louca e sua janela estava aberta, era a única forma de eu fugir.
– O quê? – levantei e andei até a janela. – E você escalou tudo isso? – ele deu ombros e concordou com a cabeça.
– Não sou o homem-aranha, se você está pensando nisso. Saiba, as pessoas fazem loucuras quando querem fugir de alguém que encheu o saco a manhã inteira. – ele levantou também e andou até a mim e colocou um óculos no rosto, um óculos espelhado, coisa mais doida, dentro de casa usando óculos. Ficamos em silêncio por um tempo até escutarmos um grito, ia até a porta, mas o garoto me segurou. – É ela, pelo amor de Deus, não abre a porta. – sussurrou e eu fiquei em silêncio, uma garota gritava um nome esquisito, eu quis rir mas era difícil com aquele garoto me segurando com força pelo braço.
– Zayn? Seu nome é Zayn? – questionei sussurrando e ele balançou a cabeça fazendo sinal da coisa mais natural do mundo. – Que tipo de nome é esse?
– Pergunta ao meu pai, garota. Agora senta ai e fica quieta. – ele me empurrou com força e eu cai na cama de um modo desajustado, sussurrei um ‘ouch’ e ele me olhou repreendedor, os gritos da menina foram se tornando mais próximos e então ela mexeu na maçaneta, arregalei os olhos e olhei pra maçaneta se movendo antes de olhar pro “Zayn” ele estava petrificado no chão, sem expressão nenhuma olhando para a porta, suspirava ofegante e parecia com muito medo da garota que forçava a porta, era engraçado porque era a primeira vez que eu via um garoto fugindo de uma garota, normalmente eles eram bem rudes com elas e as dispensavam de qualquer jeito a qualquer hora, e esse não, ele tinha medo das garotas e como havia dito, fazia loucuras para fugir delas.,

***

– Ela ainda está lá fora. – me assustei com o garoto entrando no meu quarto, ele havia saído cerca de dez minutos disse que ia checar se ela havia ido embora, usei esses dez minutos para tomar um banho rápido e tinha acabado de me deitar quando ele entrou me assustando, rolei os olhos, eu deveria ter trancado a porta. – Não sei como vou ir embora.
– Do mesmo jeito que veio pra cá, ué, pula a janela.
– Você é burra, ou se faz? – perguntou sendo rude e eu dei ombros sem me importar. – Ela tá na saída/entrada, de qualquer forma vai me ver, nem se eu voasse não daria pra fugir dessa garota por esse caminho, ela vai ficar parada que nem uma estátua lá, que nem ela fez em todas as vezes que eu tentei fugir o dia todo. – suspirou irritado e se jogou na cama ao meu lado. – Deixa eu dormir aqui hoje?
– O que disse? – me levantei e coloquei meu celular de lado em cima da escrivaninha e dei uma boa olhada para o garoto. – Não, você não disse isso.
– Ninguém sabe que eu estou aqui, você não será punida, amanhã pela manhã eu saio pela janela, aquela garota não vai ficar parada lá pra sempre.
– Me diz, porque você não enfrenta ela? – questionei tirando a coberta de cima de mim e encarei o garoto sentado a minha frente, ele deu ombros e tirou os óculos colocando ao lado do meu celular.
– Ela é a melhor amiga da minha irmã, se eu der um pé na bunda dela, vai deixar de falar com a minha irmã, e ela só tem essa menina de amiga, não quero que ela fique sozinha.
– E por isso vai preferir ser perseguido por uma louca?
– Melhor do que ser o culpado pelo resto da minha vida pela minha irmã e a perda da melhor amiga dela. – ele deu ombros e se jogou pra trás, apoiando a cabeça na parede.
– Mas isso não é justo, ela tá sendo falsa com a sua irmã se deixar de falar com ela porque você não a quer, isso é falsidade.
– Querida, escuta, qual amizade que não é falsa? Se você girar esse lugar e me mostrar uma amizade verdade eu juro que desço lá agora e beijo aquela menina.

          Ele tinha razão, nem aqui e nem em lugar nenhum, hoje em dia as amizades são repletas de falsidades e mentiras, não poderia descordar dele, eu sabia disso, todas as pessoas são falsas querendo acreditar ou não, tudo é repleto de boas mentiras e segredos. Não dá mesmo pra se quer confiar em alguém, conheci meninas que falavam de outras amigas delas para mim e imaginei que elas falavam mal de mim para essas outras meninas, é um ciclo de falsidade sem fim, por mais que você negue, sempre vai ter aquela pessoa que vai falar mal de você pelas costas, e acredite espere isso daquela pessoa que você mais confia, espere isso da última pessoa que você acha que faria isso com você, porque aquelas que nós não desconfiamos são as que mais pensam e falam mau da gente, que tentam nos colocar pra baixo sem que a gente perceba, que faz da nossa vida um inferno mesmo que a gente nem se dê conta de que é aquela pessoa que está fazendo, por isso eu não tenho amigos, confiar em uma pessoa, precisa de tempo, de conhecimento e o principal de companheirismo, comigo não é fácil confiar em alguém, torná-la minha amiga, formar uma amizade. E talvez seja um dos motivos de eu não ter amigos, eu não confio em ninguém e não permito que ganham a minha amizade assim, eu sou uma boa amiga, talvez uma peça rara entre os demais e me orgulho disso, nunca deixaria um amigo meu pra baixo e faria o melhor para ver esse meu amigo feliz, mas nunca seria capaz de falar mal dele pelas costas ou mentir para ele. Amizade é uma palavra forte e pra mim dever ser usada com precisão. 

– Hoje você dorme aqui, mas amanhã de manhã, bem cedo, antes das meninas voltarem, você precisa ir.

          Ele assentiu com a cabeça e retirou a jaqueta de couro preta que usava e colocou sobre a cama, tirou a camiseta cinza e os tênis e deitou na cama da minha colega de quarto se cobrindo com um cobertor que eu emprestei a ele, depois de quase cinco minutos se mexendo na cama ele ficou em silêncio, me ajeitei na minha cama também e abri a gaveta ao meu lado tomando um grande comprimido que me ajudava no sono já que desde criança eu tinha problemas com ele, fiquei em silêncio por um grande período e me virei para a esquerda encarando a parede branca, suspirei fundo e fechei os olhos, era a minha segunda noite aqui, mas era a minha primeira noite de sono, já que a noite passada fiquei acordada lendo livros e estudando reações humanas, como disse eu sou uma pessoa meio que antissocial, a menos que a pessoa fale comigo – eu sou bem faladeira quando falam comigo – mas sou um pouco envergonhada em ter que chegar em alguém, ou ficar encarando alguém por muito tempo, além de meus assuntos nunca fazem parte dos assuntos dos demais, sou um pouco mais velha ou mais nova para a minha idade, sei que não me encaixo, mas tento o máximo possível e algumas pessoas cooperam com isso, como Harry e uma amiga minha que ficou no Brasil. Eu precisava estudar sobre coisas que eu tinha vergonha de fazer, que é reagir bem quando alguém fala comigo, não ter vergonha de contar sobre a minha vida, ou de falar um “Oi” para alguém que eu não conheça. Sorrir quando sorriem pra mim e tentar ao máximo me socializar sem gaguejar, tremer e fugir, eu estava me dando bem desde que tive umas consultas com uma psiquiatra uns tempos atrás, mas ainda caía no desleixo de reagir diante algumas pessoas sendo ignorante, como fiz com Louis hoje, ele me pegou desprevenida e eu não esperava, acabei tratando-o com ignorância, porém não pediria desculpas, daria as mãos para o meu orgulho e não faria algo que eu sei que vou me arrepender. 

          Abri os olhos e meti a mão no meu celular quase derrubando ele com força no chão, dei um urro nervosa e desliguei o despertador do celular retirando o fone de ouvido da gaveta e conectando no celular, levantei com cuidado e encarei as horas, 5:30 da manhã, minhas aulas começavam as 6:30 eu teria exatamente uma hora para me arrumar e ir tomar café, o que era o bastante não costumava fazer muitas coisas como lavar o cabelo de manhã, secá-lo, pranchá-lo, passar quilos e quilos de maquiagem, ficar meia hora trocando de roupa como as outras garotas, eu não costumava ser assim em lugar nenhum, fala sério, o sol nem nasceu, aonde que eu vou ficar meia hora passando chapinha no meu cabelo para alisá-lo? Deixa do jeito que está um liso chapado mas de dois dias atrás, um pouco ondulado por começar a ficar sujo, mas quando realmente precisar eu lavarei. 
          Coloquei os fones no ouvido e liguei uma música aleatória no meu celular, enfiei o no bolso do meu pijama e caminhei até a porta do quarto e destranquei a porta, olhei para o corredor e estava uma bagunça um tanto engraçada, as meninas andavam de um lado para o outro mexendo em seus cabelos como em um desfile, pediam pentes, rímel, sombras, secadores emprestados enquanto corriam de um lado pro outro, entrei de volta no quarto, desistindo de fazer algum movimento lá fora e quando fechei a porta do quarto e olhei para o corredor que levava pro banheiro e pro próximo quarto e tomei um susto, dei um grito e tirei os fones de ouvido jogando meu celular na cama, olhei rapidamente pra cama da minha colega de quarto e estava toda bagunçada, olhei pra minha frente de novo e aquela cena me fez congelar, aquele garoto de ontem ainda estava aqui, enrolado somente em uma toalha branca e com os cabelos completamente molhados. Tinha o rosto avermelhado e um sorriso sapeca no rosto, rolei os olhos e dei um passo para atrás observando as tatuagens em seu corpo, era, bonitos, incógnitas, mas bonitas. 

– O que faz aqui? Disse para ir embora pela manhã? – falei baixo e chequei a porta, girei a chave trancando-a.
– É manhã. Você acha que eu sairia daqui três horas da manhã?
– Cinco, quatro, não sei, antes que as meninas acordassem, vai ter que pular a janela. – dei ombros.
– Não dá, ela ainda está lá fora, desde ontem, eu não sei se ela dormiu lá ou o que ela fez.
– Você só pode estar brincando! – falei dando as costas e andando até meu guarda-roupa.
– Eu não estou, acordei cinco horas e fui lá fora, mas ela estava lá, sentada com duas garotas fumando um cigarro, eu estou tão irritado quanto você. Temos que fazer alguma coisa.
– Temos? – virei-me bruscamente encarando aquele par de olhos castanhos brilhantes a minha frente. – Não temos, você tem, seu problema. Eu nem te conheço, se quer saber, nem fomos apresentados.
– Ah, mas eu sei seu nome. – deu ombros e passou por mim rapidamente, pegando um papel em cima da minha escrivaninha. – Esse é o meu número SeuNome, caso queira me pedir desculpas, Louis, beijos, beijos. – leu o papel e eu corri em sua direção pegando de sua mão e lendo realmente era o que estava escrito.
– Quem colocou isso ai?
– Não sei, talvez…. Louis? – perguntou sendo sarcástico e eu quis jogá-lo pela janela. – Enfim, SeuNome, sou Zayn, Zayn Malik. – ergueu a mão na minha direção e eu o olhei de cima abaixo fazendo o mesmo soltar um riso abafado – Não é a melhor forma de apresentação, mas fala sério, tô me apresentando formalmente, nunca faço isso. – suspirei e relaxei os ombros pegando em sua mão com firmeza, balançamos por dois segundos e eu soltei.
– SeuNome.
– E o sobrenome? – pediu e eu neguei.
– Segredo. – sorri fraco e ele balançou a cabeça.
– Misteriosa?
– Privada.
– Matou alguém?
– Vou matar.
– Arma de fogo?
– A primeira coisa que aparecer na minha frente.
– Eu?
– Você!

          O vi arregalar os olhos e me olhar sem dizer nada por quase um minuto, até que começamos a rir do nada, Zayn se aproximou de mim e mexeu os cabelos, da forma que um cachorro se balança quando acaba de tomar banho, preciso dizer que fiquei toda molhada? – sem pensamentos sujos, por favor. O olhei com os olhos semicerrados e ele fez questão de dar um sorriso enorme, aquele sorriso de criança arteira que sabe que aprontou e mesmo assim não se arrepende. Peguei uma toalha no armário e quando ia me virar para falar com Zayn sobre o que ele faria com a menina, a porta foi destrancada e passou três meninas por ela, a minha colega de quarto e as amigas dela, gelei, olhei na direção de Zayn e ele ainda estava de toalha e secava o cabelo a essa hora, perto da minha cama, okay a situação pareceu um pouco complicada. As meninas paralisaram na porta enquanto a mesma ia se abrindo cada vez mais e a certo ponto, não sei como, algumas meninas no corredor já estavam se jogando sobre Sophia, Felicity e Natacha para ver o garoto que estava no quarto, já que uma boca aberta havia dito. “Tem um garoto ali”. Foi como se tivesse dito “Tem dinheiro ali.” ou “sexo oral de graça” okay, desculpe por isso, mas eu estava um pouco irritada. Virei na direção de Zayn sem dizer absolutamente nada, ele permaneceu parado olhando pras meninas de uma forma bem assustadora, ele não sabia reagir e pelo que percebi em seu olhar ele procurava alguém, talvez a menina que o perseguia, rolei os olhos e passei por ele, abrindo meu guarda-roupa e pegando umas peças. 

– Wow, você é rápida garota. – uma garota falou, não soube quem era, não havia assemelhado as vozes ainda.
– Quem é ele? – uma outra menina perguntou e eu sussurrei umas palavras em português fazendo Zayn rir, não sei se ele sabia português mas se soubesse ele havia entendido que eu tinha mandado aquela menina ir pro inferno.
– Zayn. – ele respondeu antes que eu falasse qualquer coisa, virei-me novamente para a porta e já havia amontoado um mutirão de garotas ali, escalando os ombros uma das outras para ver quem era.
– Você sabe que não é permitido garotos aqui durante a noite? Garotas podem ficar grávidas. – uma menina alta e loira tomou conta do recinto sendo respeitada por outras garotas no local, todas ficaram em silêncio e Zayn riu debochado, não entendi o porquê.
– Ele não passou a noite aqui. Acabou de chegar. – a garota morena que era amiga da minha colega de quarto disse entrando no quarto e sentando na cama que Zayn havia dormido. – Eu o vi chegar, aliás eu o trouxe até aqui, não trouxe?
– Sim. – respondi e Zayn mexeu no cabelo que estava secando aos poucos, caindo sobre sua testa, eram bem compridos quando estavam sem nenhum produto.
– E como posso ter certeza? – a garota loira perguntou – Porque está todo molhado? Porque veio tomar banho aqui.
– Escuta, ele não te deve explicações. – foi a vez de Sophia o defender, estreitei os olhos e encarei Zayn que me encarava da mesma forma, não entendi o porquê delas estarem nos defendendo, me defendendo porque se algo desse errado, daria para mim. – Ninguém aqui deve, e se me der licença nós precisamos nos arrumar para nos trocar, e não se preocupa ele vai se trocar no banheiro para que ninguém veja o que todo mundo já viu, aliás você adora ver um desses né. – arqueou a sobrancelha encarando a loira, wow, eu estava chocada. – Por favor, deem me licença, não há nada para ver aqui.
– Preciso saber uma coisa? – uma menina no fundo perguntou, rechonchuda dos olhos verdes e sardas no nariz. Ela me olhava, a pergunta era pra mim, arqueei o corpo e olhei pra ela esperando que falasse, todas as meninas se calaram e ela começou. – Vocês estão juntos?


• • •
Minha notícia sobre Louis Tomlinson atualizou: 
          Bom galera, parece que as preocupações acabam hoje, você ai minha querida, que assim como eu, sonha em um dia ver o Louis fazendo declarações de amor a todo custo, com flores vermelhas, velas brancas e canções acapela, ainda há esperança. Todos os rumores de que Louis estivesse interessado na Brasileira, aquela brasileira que já houve duas notícias sobre ela, aquela que ele fez questão de levar ao seu quarto, acertou a bola, apareceu preocupado, pediu milhares de desculpas, a garota foi rude com ele, ameaçou lhe dar um soco, Louis sumiu no resto do dia dando a entender que estava magoado, por causa dela, vocês se lembra? Eu me lembro o/ Enfim, acreditem ou não o tipo dela é completamente diferente do nosso jogador, ela gosta de homens misteriosos, rude e agressivo.           Quem se lembra daquele garoto do ano passado que ameaçou o professor de educação física quando foi pego fumando uma ervinha no fundo da quadra? Alguém se lembra dele? O muçulmano, na verdade, o que veio da família muçulmana, aquele dos olhos castanhos, lindo de morrer, gatinho, coisa maravilhosa? Vocês se recordam de quem eu estou falando? O bonitinho agressivo? Parece que a Anja que está andando ao lado do magricela do Harry Styles, que não fala palavrão e não vai a festa porque prefere ficar estudando, ela está com Zayn Malik, acreditem ou não, os dois estavam juntinhos no quarto dela essa manhã, ele apenas de toalha e ela de pijama, ambos atrasados para irem para a escola, coisa engraçada, e eu que achei que a brasileira procuraria alguém mais rico, mais interessante, talvez como Liam Payne, ou até mesmo Louis Tomlinson, escolheu logo Zayn Malik, tudo bem que não devemos julgar o caráter da pessoa, mas minha querida SeuNome, tudo bem que           Louis não faz o seu porte, mas Zayn? O agressor? Tome cuidado com os tapas minha amiga. 
Galerinha, em breve venho com mais notícias para vocês, podem ficar tranquilas, Louis permanece solteiro e na festa de ontem, três meninas foram sortudas por conseguirem sumir com Louis, o que será que ele estava fazendo com elas hein? Beijos, beijos. 
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CONTINUA...

<<< Capítulo anterior 

From Doncaster - Capítulo dois.

4 comentários:
Capítulo dois – Tem um intruso aqui.
SeuNome P.O.V’s

“Um dia alguém vai te abraçar tão forte que vai juntar todos os seus pedaços.”

          Estava sentada ao lado de Harry enquanto ele falava sobre a faculdade e sobre o que ele realmente queria ser e sobre os alunos do colégio, nós estávamos no gramado do campo e Harry do meu lado mostrando algumas fotos da família dele, incrível a semelhança que ele tinha a irmã, eram realmente parecidos, cheguei a brincar com Harry sobre o tamanho de seu cabelo e se ele deixasse crescer mais ele poderia parecer ainda mais com ela e seriam “irmãs” gêmeas, ele ficou irritado de princípio mas depois começou a rir aos poucos caindo na brincadeira e no humor. Começou a falar sobre a comida e sobre poder sair para comer em restaurantes, sobre compras e as melhores lojas que ele gostava de visitar, ele falou sobre as férias e sobre a maioria dos alunos irem para a casa do Liam Payne, ele tinha uma casa na Califórnia que seus pais nunca iam para lá e por isso todo o verão Liam fazia uma festa de duas ou três semanas dependendo do tamanho das férias e quase todos os alunos vão, só não vai quem não tem dinheiro e quem não é popular, que não conhece o Liam e seus amigos e pra ser sincera se depender de mim e da minha socialização eu nunca iria em uma festa desse garoto, Harry disse que ano passado tentou ir mas eles o enganaram dando o endereço errado, confesso que fiquei com uma enorme vontade de ir encher o rosto desse garoto de murro mas eu não sabia quem era Liam, para mim todos os babacas que eu via, era ele.
          Harry perguntou se eu queria um sorvete e eu levantei pronto para segui-lo para então comprarmos um em uma barraca bem no fundo do nosso campo de visão, alguns alunos ganhavam dinheiro trabalhando na escola, como na biblioteca, no refeitório, vendendo lanches do lado de fora da escola e etc. Levantei e segui Harry que mexia na sua hipercâmera, aquilo não era uma câmera, era uma máquina modificadora de fotos com photoshop, porque fazia tudo, como, por exemplo, nesse momento ele dava dando efeito as fotos, realmente isso era incrível.

• • •
Minha notícia sobre Louis Tomlinson atualizou:
          Houve um imprevisto a alguns minutos no campo da universidade, estavam quase todos os alunos reunidos no local apenas admirando a paisagem e numa tentativa falha de bronzear suas peles claras, não pense que as garotas também não estavam observando o mais novo motivo de algumas garotas continuarem na faculdade, Louis Tomlinson, ele jogava bola – o que não é nenhuma novidade – no campo com alguns amigos, quando em uma distração (ou como eu acho que foi, por brincadeira) acertou a bola na cabeça de uma das meninas que passeava no meio do campo, há quem diga que ele fez de propósito porque agora é amiguinha do Styles, o garoto magricela que tira foto e irrita a todos com aquele flash barato daquela câmera que todos temos vontade de quebrar em pedaços. Enfim, a garota foi ao chão em uma cena bem dramática, chamando a atenção de todos, inclusive de Tomlinson que não perdeu se quer um segundo para vê-la se estava bem, não é mesmo um fofo?
          Mas parece que a garota soou um pouco rude com Tomlinson, pedindo que ele ficasse longe dela antes que ela fosse obrigada a dar um soco em seu rosto, “Saía daqui Tomlinson, antes que eu precise acertar seu rosto com um soco” WOW, a brasileira não perdeu tempo de começar com as implicâncias, e não preciso se quer dizer que ganhou uma grande legião de haters por conta disso. Harry o magricela, pediu desculpas a Tomlinson, mas ué, não deveria ser ao contrário, já que Louis que chutou a bola? Por mais que eu goste de Tomlinson e não quero vê-lo encrencado, e nesse ponto eu costumo ficar ao lado do que é certo, e ele foi errado. A garota ficou bem, e até ganhou uns admiradores por sua “atenção” recebida, ela tem chamado muito atenção desde que chegou no colégio e o primeiro a recebê-la foi Tomlinson, quem dera eu ser recebida por um Deus que nem esse garoto. Ah, antes de terminar o post de hoje, quero pedir que enviem comentários confortantes a Louis, porque dizem por ai que ele se sentiu um pouco magoado após a briga de hoje, a garota que ele ajudou queria socar o seu rosto. O.O
Incrível como as pessoas não dão valor para a sorte que tem.
Bom, até o momento só temos essa notícia do nosso garoto de Doncaster.
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          Batia meus pés incontrolavelmente no chão, impaciente, Harry estava do meu lado e não dizia se quer uma palavra desde que chegamos aqui, uma mulher alta dos cabelos loiros queimados se aproximou de mim com um curativo na mão e colocou sobre um ralado na minha testa, algo desnecessário, já que eu só havia chocado o corpo contra o chão, a única coisa que me irritou foi a agressividade que a bola bateu com força na minha cabeça, senti por alguns segundos a minha cabeça descolar do meu pescoço, tudo bem, isso foi altamente exagerado, porém tudo ficou congelado por um tempo até eu voltar ao normal e sentir a minha cabeça latejando e o meu pescoço doendo muito, como se eu tivesse sido pisoteada por um ogro, grande e gordo.
          A mulher perguntou se eu sentia tontura e eu neguei, mesmo que eu sentia a minha visão dar uma breve falhada quando virava a cabeça com muita brutalidade, que merda Louis tinha nos pés, eram revestidos de ferro? Já havia passado-se quase quinze minutos e eu ainda sentia a minha cabeça latejar como se um relógio muito bom estivesse dentro da minha cabeça me irritando. Fechei os olhos quando começaram a falar no alto-falante da escola sobre a notícia escolar. “fulana de tal foi acertada com uma bolada na cabeça por Louis Tomlinson, além de acertar gols ele acerta bem as brasileiras” rolei os olhos e olhei pra Harry que tinha um sorriso no rosto, pronto pra começar a gargalhar e quando viu que eu o olhava, ele fez, largou a câmera no banco ao lado e levantou rindo, quase se jogou no chão de tanto rir, era engraçado mas eu me mantive séria… não por muito tempo, já que a risada daquele magrelo era contagiante, comecei a rir junto dele e levantei o empurrando e começamos uma competição de quem ria por mais tempo, até eu me cansar e me jogar de joelhos diante ao banco e afundar a minha cabeça nele com os olhos fechados.

– Droga. – gemi frustrada e vi Harry se jogar ao meu lado, quem nos visse pensariam que nós somos completamente pirados. – Porque eles estão falando de mim? Foi só uma bolada!
– É porque aparentemente o Louis nunca acerta as outras pessoas.
– Vocês nem conhece esse garoto e já o elogiam de forma como se ele fosse o maior ídolo dos tempos, tipo um Michael Jackson.
– Você não entendeu, SeuNome. Nós temos um ótimo jogador, pela primeira vez temos um bom jogador, ele pode ganhar campeonatos que o Manchester United nunca ganhou antes, você não entendeu, nós damos importância ao futebol, por mais que não pareça.
– Você da importância ao futebol, ninguém mais se importa.
– Cala a sua boca, nos importamos sim. – Harry falou levantando e tentando me levantar junto. – Agora levanta que eu fiquei com fome.

          Revirei os olhos e levantei após um longo esforço, aquela parte do colégio desde que cheguei na universidade era totalmente vazia, nunca via ninguém nesse lugar e por isso mesmo que Harry estivesse falando baixo ao meu lado era possível escutar sua voz em uma grande intensidade, uma grande intensidade, além dele ser bem lerdo falando a sua voz alternava entre rouca e aguda. Harry era com certeza, muito bonito, as vezes mal conseguia prestar atenção em sua voz e no que ele dizia, eu só queria observá-lo e ver todos esses pontinhos mágicos que ele tinha que se tornavam maravilhosos, o seu sorriso, era muito lindo, tinha covinhas não muito fundas nas bochechas, e algumas manchinhas, pintas de nascença pelo rosto, sim, tinha espinhas, talvez pelo fato do seu cabelo cumprido e seboso, mas mesmo com espinhas, ele conseguia ser o cara mais atraente que eu já havia conhecido, sério. Nem mesmo meu ex namorado conseguia ficar ao lado de Harry e competir sua beleza com ele, nunca fui muito de me importar com beleza, mas se no caso, era beleza o quesito, Harry ganharia sem precisar fazer muito esforço.

– Você nem está prestando atenção no que eu estou falando, não é? – perguntou um pouco sem jeito e eu sorri ainda mais o olhando ficar envergonhado.
– É claro que eu estou te ouvindo, Styles. – falei rindo e ele deu ombros, sabendo que eu estava brincando eu não estava ouvindo, não tinha como. Continuamos andando em silêncio, até sair do prédio e percebemos que já havia escurecido, Harry contou que amanhã começaria as aulas e que ele era de horário diferente do meu, o que era bom, já que ele poderia me esperar terminar a minha aula para levar ele para a dele, e então nós poderíamos passar um tempo, juntos, eu não sabia dizer se ele estava a fim de ficar perto de minha presença porque ele gostava de mim, como companhia é claro, ou se era porque ele não tinha ninguém e vivia sozinho e então para não ter que ficar sozinho e me ver sozinha se sentia na obrigação de ficarmos juntos, mas se fosse isso eu não ligava, ele me seguia para todos os lados e eu não o seguiria, se quisesse vir atrás de mim, viria por pura espontânea vontade.
– Eu quero ser popular esse ano. – ele falou assim que andávamos todo o gramado do colégio em direção a casa aonde eu estava morando, Harry morava do outro lado tipo quase três quilômetros de distância mas fez questão de me levar até lá.
– E como pretende fazer isso? – questionei após pegar um tipo de coco açucarado no pacote recém-aberto de nuts 4 nuts de Harry.
– Vou vender meu corpo para todos os garotos gays da universidade. – parei de andar e dei uma longa olhada para Harry, ele que estava sério começou bem devagar mudar sua expressão para uma divertida. – Eu estava brincando, não vou vender meu corpo só para gays, para homens e mulheres também. – gargalhou alto me fazendo rir também, como conseguia ser tão idiota.
– Há, há, há, que engraçado. – comentei antes de parar na porta da casa. – Não posso te chamar para entrar, a noite eles proíbem.
– Não é como se as outras garotas dessa casa não tivesse com um garoto no quarto delas.
– Mas algumas são veteranas e aposto que os garotos sabem pular a janela, eu durmo quase no último andar, se você for pular a janela vai se quebrar todo e nem estou falando porque você é uma magreza. – Harry estreitou os olhos e fez um biquinho fofo.
– Vou dormir muito melhor depois desse elogio. – disse calmo e bem lentamente, cheguei a achar que ele falava assim por conta de alguma droga, mas depois de passar o dia inteiro ao seu lado descobri que Harry tinha asma então maconhas e cigarros estavam riscados de sua lista, além de que ele fala mal de qualquer outra pessoa que ele vê usando drogas, algo como “A pessoa acaba com a vida dela fazendo essas coisas” então dá pra perceber, ele odeia drogas, e o modo de falar lentamente é dele mesmo, e isso é bastante desgastante, dá um sono e uma vontade enorme de mandar ele fechar a boca e me mandar por escrito tudo o que ele for falar. Sem falar mais nada, Harry deu um breve aceno com a cabeça e se aproximou lentamente dando um beijo na minha bochecha, sorri com vergonha e o vi se afastar andando de uma forma engraçada, até sumir da minha vista quando entrou no meio de umas casas.

          Era engraçado, lembrar de tudo que me aconteceu em somente um dia, o que eu poderia esperar então em dois, três, quatro anos? Era totalmente estranho, talvez fosse momentâneo e isso acabasse daqui um tempo, porém ainda era engraçado imaginar toda essa movimentação todos os dias, menos a parte que me acertam na cabeça com uma bola, ou que falam do meu nome por ai, isso não é legal, não quero que ninguém saiba meu nome e saiba quem sou, eu gosto da parte de ter a minha privacidade e ficar quieta, talvez esse seja o maior desejo de todo o escritor, pra mim, o silêncio é o meu melhor amigo, e eu não o troco por nada, penso que todos os outros escritores sejam iguais a mim, não há momento melhor do que sentar em uma cadeira confortável, com um computador, um caderno, somente o vento te acompanhando e escrever todas as suas imaginações ali, não há coisa melhor. Por isso eu nunca gostei de chamar a atenção, nunca me preocupei em ser a popular ou aquela que vai em todas as festas e tem um monte de “amigos” eu preferi sempre ficar no meu canto, ser sempre a mais esquecida, e trocar uma noite de baladinha com os amigos por um filme interessante no netflix, ou um livro do meu autor favorito.
          Empurrei a porta com cuidado e olhei em volta, as luzes já estavam apagadas, algumas garotas haviam saído, eu soube de uma festa que estava rolando para os calouros na casa aonde um tal de Niall Horan mora, ele mandou um recado via rádio do colégio, dizendo que estava convidando todas as calouras para sua festinha, eu sabia que todas as garotas da universidade queriam se divertir e talvez se tornarem populares, ficar com garotos como esse Niall, como o tal de Liam Payne, baladeiro e amigo de todo mundo e o gentil, do Louis Tomlinson. E então a casa estava vazia, não totalmente vazia, porque tem algumas garotas que são como eu, não como eu, porque nesse exato momento elas devem estar estudando, penteando os cabelos ou coisa do tipo, e eu não estudo, e penteio o meu cabelo quando acho que há necessidade, ele não embaraça fácil o que facilita muito a minha utilização dele pela manhã, eu só o prendo, ou coloco uma touca por cima e saio de qualquer forma, não é como se eu não cuidasse dele e não tivesse vaidade, eu só acho que as vezes eu não preciso disso. Enfim, subi as escadas com cuidado pra não fazer barulho, passei pelas portas com a fita “amarela” fazendo todo o silêncio do mundo, eu ainda lembrava do que aquele garoto tinha dito, que eles são chatos e gostam de passar boa parte do tempo em silêncio, talvez no futuro um desses quartos, serão meus.
          Fiz todo o trajeto até o meu quarto, usando o meu celular, eu tinha escrito tudo nele quando estava descendo da casa, eu precisava saber aonde exatamente ficava o meu quarto para não passar horas procurando-o por ai, havia cerca de cinco andares, e quase sessenta quartos, a mesa da cozinha parecia a mesa de um imperador, de tão grande que era. Avistei meu quarto no fundo do corredor, a luz se ascendia conforme eu passava por ele, por incrível que pareça a casa tinha lá suas partes luxuosas. Fiz todo o meu caminho, destranquei a porta e girei a maçaneta entrando no meu quarto, e foi quando eu tomei um susto, um grande um susto, alguém havia prendido as mãos em minha boca e me girado no ar, fechei os olhos assustada, tentei me debater contra esse ser mas era completamente impossível, pensei então que poderia ser algum trote contra calouros, tentei ficar quieta para ele logo me soltar e eu socar a sua cara, eu disse lá fora para todo mundo que não queria participar dessas brincadeiras, todos estavam cientes e deveriam me respeitar pelo menos uma vez. Me debati contra o garoto e ele mal se importou me pressionou contra a parede e sussurrou um “shh” no meu ouvido, tentei chutá-lo, mas era tudo em vão, bem mais forte, mais alto, não poderia fazer nada contra, então desisti.

CONTINUA...

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From Doncaster - Capítulo um.

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Capítulo um – Piloto.
SeuNome P.O.V’s

“Sou como um livro grande, uma música de letras confusas, como uma poesia cheio de metáforas escondidas, sou a parte entediante e melosa de um filme, sou tudo o que ninguém leva até o fim.”

          Estava perdida no meio de um corredor sem fim, recordo-me de ter passado por um quadro com uns pássaros umas três vezes e nada de encontrar o meu quarto, segurava o papel na mão que tinha todos os meus dados, o olhei atentamente pela milésima vez conferindo a numeração do meu quarto, olhei novamente para a porta a minha frente, número 16B e o seguinte era uma parede vazia, mas aonde diabos estava o número 17B? Cujo aquele que eu procurava havia sumido, sorte minha. Voltei a arrastar minhas duzentas malas e a procurar aquela porta, uma hora eu teria que encontrá-la, não é possível que ela sumiria de mim assim, daqui a pouco eu teria que desenhar uma porta com um giz na parede e entrar nela apara encontrar o meu quarto.
          Andei por alguns minutos e parei novamente diante aquele maldito quadro cujo eu estava com uma enorme vontade de quebrá-lo em pedacinhos só para não ter que me frustrar por girar por quase vinte minutos e nada. Encostei meu corpo contra a parede que estava descascando e suspirei fundo, maldito lugar que não passa ninguém, nem se quer um idiota de um aluno que poderia me ajudar a encontrar meu quarto, bufei já exaustiva pronta pra ir procurar alguém lá fora quando uma porta abriu ao meu lado e saiu um garoto vestindo uma camiseta vermelha com listras brancas, ele se despediu da loira que estava com ele, com um selinho demorado a fazendo rir e empurrá-lo, ela fechou a porta logo em seguida e ele terminou de vestir a camiseta e foi quando percebi que eu o olhava mais ou menos quando se olha pra um quadro incompreensível e você tenta o desvendar.
          O garoto tinha os olhos azulados e um rosto oval, os cabelos castanhos caíam sobre a sua testa dando um ar de desleixado, também tinha os braços finos além de serem cobertos por umas tatuagens bastante interessantes, desci o olhar até suas pernas e o vendo usar um short bege e deixar a mostrar duas tatuagens uma em cada perna. Voltei ao meu estado normal quando o garoto se moveu, ele parecia da mesma forma que eu ambos nos analisando de cima abaixo. Eu pigarreei distraída e antes que pudesse falar alguma coisa ele se pronunciou:

– Está perdida? Precisa de ajuda? – falou em inglês e seu sotaque era bem forte, senti-me envergonhada e não entendi o porquê.
– Não…  na verdade, sim. – ele moveu uma sobrancelha pra que eu continuasse – Não consigo encontrar o meu quarto.
– Deixa eu ver. – retirou o papel da minha mão com força e analisou o papel, lendo-o por inteiro não apenas checando a numeração do meu quarto. – Sei aonde fica, posso te levar lá…  SeuNome?! – ergueu a cabeça sorrindo e tentando pronunciar meu nome do jeito certo, conseguindo.
– Não precisa, é muito trabalho não é-
– Tudo bem. – se aproximou de mim e me olhou como se pedisse permissão para se aproximar, não me movi o que fez ele continuar – Está vendo, desse lado da parede – apontou pro meu lado esquerdo – os números são ímpares, desse lado – apontou pro lado direito – são os números pares. Só que cada uma dela tem letras aleatórias, por exemplo desse lado temos 15B e 16B mas o próximo é 17C, ou seja, não há uma regra específica. Além de que há uma cor debaixo de todas os números e letras, a cor do seu é rosa, porque rosa é a cor dos novatos, e se você observar bem todas as portas têm uma faixa colorida em baixo do letreiro numérico. Por exemplo essa daqui – apontou pra porta 14A aonde nós estávamos perto – a faixa é amarela, porque significa que essa pessoa que mora aqui trabalha, e então nós não podemos fazer barulho porque ele tem todo o direito de reclamar, e nós devemos respeitar quem trabalha. Enfim, temos a cor azul – apontou pra porta 16B e começou a andar e eu o segui puxando a minha mala como se estivéssemos em uma tuor. – a cor azul significa que aqui tem estudantes mais sérios, eu quero dizer aqueles nerds chatos que não gostam de festas e bagunça, normalmente a faixa azul fica sempre junto da faixa amarela. – continuamos andando passamos por mais umas portas e paramos em um corredor divisório. – nesse corredor não tem aquele troço de ímpares e pares, aqui o número é um seguido do outro, como tem que ser, e todas as cores nas portas são verdes, que é a cor dos veteranos, então nesse corredor sempre vai ter uma festinha rolando, uma bagunça e se você quer uma dica, nunca reclame por mais que você precise estudar até tarde e eles estão irritando, não reclame, caso aconteça você não vai querer ser a mais zoada da universidade e acredite quando acontece é um inferno você fica “famosa” por quase todos os anos da sua faculdade. – comentou ainda andando pelo corredor que só tinha portas no lado esquerdo e agora as letras eram seguidas de “D” e “E” por debaixo de números de “1” a “12” viramos um corredor aonde só havia janelas e o garoto ia mexendo em seu celular enquanto íamos andando, virou mais um corredor e subimos dois lances de escada sem entrar no segundo andar, fomos direto pro terceiro com o garoto na minha frente, passaram umas duas pessoas por ele e o cumprimentaram e ele só balançou a cabeça pouco ligando pra cumprimentar com um pouco mais de educação. Entramos em um último corredor e as três primeiras portas eram com faixas verdes e as quatro restantes eram rosas, dei uma boa olhada, a primeira rosa era 11B a próxima era 13B seguida pela 15B e então, a tão procurada 17B, o garoto dos cabelos castanhos parou em frente a minha porta e virou pra mim guardando o celular no bolso e me olhou sorridente. – Aqui está o seu quarto, difícil não? – assenti com um meneio de cabeça e ele esticou o papel para mim. – Toma cuidado para não se perder por ai, e tranca bem a porta quando for sair por você ser brasileira os garotos vão querer roubar suas calcinhas e-
– Como sabe que eu sou-
– Brasileira? Ah, eu vi na sua inscrição. – apontou pro papel a minha mão – Nacionalidade, brasileira. – ri pelo nariz, obvio né, obvio. – Escuta, eu sei que brasileiras usam tanguinhas bem pequenas, pelo menos pelos vídeos pornôs que eu assisti elas usavam. – fiz uma careta – Então tranca bem a sua porta, bota cadeado no seu guarda-roupa, faz alguma coisa antes que suas calcinhas apareçam penduradas pelas paredes e portas por ai. – riu fraco pelo nariz como se tivesse lembrado de algo que fora engraçado, passei por ele envergonhada e empurrei a porta do quarto e vendo o garoto se esticar e encostar o corpo na soleira, puxei minha mala e coloquei no meio do quarto que era dividido por duas camas, de um lado estava uma bagunça, malas em cima da cama e algumas fotos coladas na parede, indicando que já havia alguém ali e do outro lado, o direito, a cama estava vazia, assim como as prateleiras, e a parede. – Se precisar de alguma coisa, só pedir.
– Obrigada, ahn … – fiquei sem fala, eu não sabia o nome do garoto, ele logo se retesou na soleira e ergueu a mão.
– L-louis Tomlinson. – gaguejou e me olhou um pouco inseguro, me perguntei se havia deixado passar alguma coisa, pensei em talvez ter visto o rosto desse garoto em algum quadro por ai, talvez como o melhor aluno do colégio, não sei, mas parecia que eu havia deixado passar alguma coisa. – Sou Louis.
– Certo, Louis! – sorri sem jeito, ele já poderia ir, eu queria que fosse.
– Olha, eu vou jogar futebol essa noite na quadra, tem uma placa bem grande lá embaixo no campo que explica aonde fica a quadra, você poderia ir ver, vai ter uma apresentação de boas vindas para os alunos calouros assim como você. O jogo começa as oito. – colocou as mãos no bolso da calça e deu uma piscadela antes de virar de costas e andar em direção ao corredor, quebrando-o segundos depois e sumindo da minha vista, larguei o papel em cima da cama e fui até a porta fechá-la.

***

– Oi, sou a Sophia, sua colega de quarto. – uma menina baixa e dos cabelos cumpridos, entrou pelo quarto seguida por uma loira e uma morena, ela parecia bem bonita, estou falando de Sophia, as outras duas também, porém Sophia parecia bem mais gentil, tinha um sorriso amigável no rosto e logo se aproximou esticando sua mão em minha direção o que eu fiz questão de tocar. – Essas duas dormem no quarto ao lado. Eu durmo desse lado junto com a nossa outra colega de quarto – apontou pra um corredor seguinte, eu olhei para aquele lugar, não tinha entrado lá desde que cheguei, também, estava arrumando minhas coisas no guarda-roupa e colando algumas fotos dos meus pais em um mural de metal que tinha sobre a cama, além de ajeitar o meu notebook e os meus livros.
– Sou SeuNome. – sorri gentilmente e tirei o notebook do meu colo e levantei para cumprimentar a loira e a morena.
– Natacha e Felicity. – a morena falou apontando pra ela indicando que seu nome era Natacha e apontou pra loira que seria Felicity, de fato um nome engraçado.
– Oito e doze meninas, o jogo já deve ter começado. – Sophia comentou e correu pra pegar alguma coisa no cômodo ao lado, aquele que eu não havia entrado ainda. – Você não vai, SeuNome? Dizem que terá uma surpresa para nós calouros.
– Não, obrigado. Eu preciso terminar umas coisas em meu computador. – disse voltando a me sentar na cama e puxando meu notebook para o meu colo e encostando minhas costas na cabeceira. Sophia deu ombros e disse um baixo “tudo bem” antes de sair e bater a porta com força me irritando infinitivamente.

          “… O céu já estava escuro e London continuava na rua a espera daquele que havia marcado com ela, será que ele não viria? Pensou London enquanto voltava a se sentar em um banco de concreto após pegar um pacote de pipoca que havia comprado, alternava entre o alimento a boca e ao chão aonde tinha alguns pombos a espera de alimentos, escutou passos perto de si e ergueu a cabeça lentamente e esboçou um sorriso logo que se desfez ao ver a imagem completamente diferente do que esperava, mas tinha uma figura linda perto dela, a primeira coisa que London foi reparar era como seus olhos eram azuis, um tom azul com frestas esverdeadas, seu cabelo era um tom mais escuro daquele que ela esperava, ou seja, castanho escuro, bastante escuro, tinhas as bochechas avermelhadas e usava uma roupa clássica, algo mais formal, como um filhinho de papai modificado por seu cabelo rebelde e o seu tênis adolescente. O garoto se aproximou mais e olhou de relance pra London que encarou o pacote de pipoca nas mãos e voltou a alimentar os pombos, o cigarro que o garoto segurava foi de encontro com os seus lábios e ele deu uma longa tragada antes de se sentar ao lado de London. A praça é livre, todos podem fazer o que bem entenderem, até sentarem ao meu lado quando se tem um milhão de bancos vazios por ai, pensou Londos antes de amassar a embalagem da pipoca e colocá-la ao seu lado. O garoto balançou as pernas e pôs uma em cima da outra em um ritmo rápido a expondo elegantemente, tragou novamente o seu cigarro e soltou a fumaça no ar, tudo isso diante segundos, segundos que London o olhava sorrateira e observadora.

– Isso queima todo o meu pulmão. – comentou o garoto pegando London olhando pro cigarro com uma expressão curiosa. – Meu pulmão deve estar preto como o esmalte da sua unha.
– Se sabe, porque não para? – perguntou London segundos depois do garoto terminar a frase.
– O cigarro é como o amor, você não consegue parar de amar alguém de um dia pro outro, não consegue parar de amar alguém se outro alguém não aparecer na sua vida.
– Está dizendo que só parará de fumar se viciar em outra droga? – perguntou London retesando seu corpo e olhando pro garoto.
– Está dizendo que o amor é um vício? – ela riu baixo e o garoto encaixou o cigarro entre os lábios. – Estou dizendo que não há nada e ninguém que me faça parar de fumar. – comentou e tragou o cigarro lentamente London reparou todos os movimentos.
– Será que posso tentar? – ele arqueou uma sobrancelha e encarou London de soslaio, sem dizer se quer uma palavra tirou o cigarro dos lábios e entregou em sua direção a garota sem pestanejar tomou o cigarro de sua mão e enfiou no meio dos lábios com precisão e o sugou logo tossindo de imediato por nunca ter fumaça dentro de si antes, não sabia nem ao menos o que fazia a fumaça vir e ir do tabaco. O garoto preocupado tomou o cigarro de sua mão e a olhou assustada.
– Por céus, não faça isso novamente. – esbravejou preocupado e London ergueu a cabeça após recuperar o ar perdido.
– Não entendi, qual o prazer que isso dá?
– Querida, eu não fumo porque quero, eu fumo porque quero esquecer.
– Esquecer? Mas esquecer o quê? – perguntou agora retomando a postura de sempre, curvada pra frente com as mãos sobre o queixo e curiosa.
– A ausência de algo, eu preciso da presença de alguém. – ergueu o cigarro apontando com a cabeça sobre quem se referia, London pensou em perguntar se ele havia perdido alguém, mas o garoto se pôs a frente se levantando rápido e tragando o resto do que sobrara de seu cigarro o arremessou em uma lata de lixo e virou para a garota que permanecia do jeito que estava apenas o olhando questionada, queria dizer para não ir embora, mas o que poderia fazer? Ela não o conhecia para mandá-lo ficar.
– Voltará aqui, amanhã? – ela perguntou um pouco em dúvida, saiu menos do que planejava, saiu em voz alta um pensamento que ela queria guardar pra si, o garoto se virou bem devagar e esboçou um sorriso fraco pra London que tinha uma careta de arrependimento por ter feito aquela pergunta em voz alta.
– Eu gosto da cor do seu esmalte.

          Ele poderia ter dito não, ou poderia ter dito sim, mas ele queria que ela duvidasse de si mesma, ele queria saber se ela era capaz de ir muito longe por alguém que não conhecia, se fosse capaz de comparecer no dia seguinte e esperar por ele, o que ele não sabia é que ela gostava daquele parque e ela gostara daquele garoto e não perderia os próximos dias seguintes para poder vê-lo novamente e bombardeá-lo de perguntas. Porque ela sabia que ele tinha algo que a fizera sentir totalmente encantada e pensativa, pensava se o mundo fosse realmente comandado pela tristeza em busca de sorrisos animadores, se o mundo ainda era recheado de enganações e que não houvesse mais amor e que ninguém mais fosse amado e porque as pessoas sofriam muito.
          London pensou por um segundo e quis correr até o garoto e perguntar seu nome, mas fora tarde demais ele já havia sumido diante de todas as pessoas no parque e ela ficou ali, novamente, a espera daquele que não chegara, pensando se no dia seguinte o outro voltaria, ela estaria lá, mas e ele? Será que ele se daria ao luxo de voltar para ver uma garota que não conhecia?”

∴ ∴ ∴

          Passei pelo corredor mexendo no meu celular, estava andando sem rumo algum, só queria encontrar alguém que pudesse me informar quando começava as aulas, hoje mais cedo chequei os meus horários em um cronograma que colocaram no site da escola, facilitou bastante porém depois de quase quebrar o meu computador tentando achar algo que me informasse a data que se iniciaria, desisti. E resolvi sair da toca atrás de alguém que pudesse me ajudar com isso, eu poderia perguntar para as minhas colegas de quarto, mas eu mal vi a hora que elas chegaram do jogo de ontem, imagino que se eu as acordasse eu seria odiada pro resto do ano e já que vou ficar o ano inteiro dividindo quarto com elas, pelo menos quero que tenhamos uma boa harmonia. Só isso.
          Olhei em volta por alguns segundos depois de tirar os olhos do celular e me recusei a ir falar com as pessoas que estavam em volta, deixa eu explicar a situação, há um corredor extenso, aberto por colunas na lateral, tipo engenharia grega, ou algo do tipo, no lado esquerdo era aonde estava aberto e tinha um extenso gramado, um campo na verdade, e havia várias pessoas sentadas no gramado tomando sol e conversando, fumando seus cigarros e bebendo sucos, fazendo a maior baguncinha, e do meu lado direito, tinha uma linha reta de armários totalmente iguais, um ou outro eram diferentes, mas era minoria, e junto com esses armários tinha algumas pessoas, encostadas, conversando, combinando uma festinha aqui, uma festinha ali, e conforme eu ia passando essas pessoas me intimidavam somente com o olhar, e as que estavam do lado de fora me faziam ficar totalmente envergonhada pelo fato de eu ser insegura e imaginar que talvez eu possa ser tratada com ignorância por não conhecê-los, então preferi ficar na minha, encontrar algum inspetor e voltar para o meu quarto para escrever mais um pouco da minha história, London é o oposto de mim e deve ser por isso que estou me dedicando o máximo em minha história, porque acho bom mostrar tudo o que eu não sou em uma personagem, me traz um pouco de liberdade, mesmo que não vá mudar nada, pelo menos posso sonhar alguma vez, não posso?

– Hei, você não estava no jogo ontem a noite. – virei-me rapidamente quando senti uma presença perto de mim, pensei que o dono daquela voz era o garoto de ontem, aquele que tinha me ajudado a encontrar o quarto, mas me iludi nesse ponto, já que era outro garoto um diferente, totalmente diferente, bem alto, bem alto mesmo, os cabelos eram até o ombro, um pouco mais curto, eram ondulados, um ondulado perfeito, cabelos de garotos, melhores do que de muitas garotas. Seus olhos eram verdes, verdes como uma kryptonita, brilhantes como uma estrela e cheios de vida como um filhote de buldogue. Ele segurava uma câmera Canon na mão e eu tive medo dele mirar aquela coisa em mim.
– … Eu te conheço? – questionei após a minha breve análise.
– Oh, não, na verdade não. Você é caloura e eu sou veterano, sou o fotografo do colégio e bem observador, percebi que você não está em nenhuma das minhas fotos de ontem, ou seja, você não estava ontem no estádio. – tirei o fone de ouvido, já havia pausado a música desde que ouvi seu “hei”, enfiei-os dentro do bolso e encarei o garoto.
– Wow, belo cérebro o seu.
– Não, é! – falou sorridente e eu vi covinhas em sua bochecha, aquelas covinhas, Deus do céu, que lindas. – Mas esse não é o propósito, eu sou invisível, o que faz com que se eu parar aqui e observar qualquer outra pessoa ela nunca perceberá que eu estou aqui.
– Como assim?
– Ninguém se importa com um garoto magrelo, alto, cheio de espinhas.
– Não diz isso. – tentei falar alguma coisa antes que ele continuasse com toda essa negatividade e me passasse uma dose de depressão, era tudo o que eu precisava, eu era imune a isso.
– Você me acha bonito? – perguntou e se aproximou de mim com rapidez, respirei fraco e balancei a cabeça, ele não era feio, não era mesmo, e se alguém dissesse que era, essa pessoa, com certeza, nunca foi tão cega em toda a sua vida.
– Você é bonito.
– Oh, obrigado. – agradeceu e vi suas bochechas de leve dar uma avermelhada. – Você também é bonita, ouvi dizer por ai que você é Brasileira. – falou dando ombros e eu arregalei meus olhos.
– Espera, como sabem?
– Você não lê o “minha notícia sobre Louis Tomlinson” – neguei com a cabeça e o garoto se aproximou mais dessa vez. – Há uma garota no colégio que abriu um site pra contar tudo que ela e uma legião de outras pessoas veem o Louis fazendo. Ninguém sabe quem é, mas eles postam várias notícias sobre ele e quem está a volta dele na internet, e colocaram sobre você hoje de manhã.
– Espera, o que colocaram? – perguntei agora alterando o tom de voz.
– Que ele te ajudou a chegar em seu quarto, que vocês conversaram por muito tempo. – não era verdade, mas nesse exato momento eu não estava me importando com o que era verdade ou não.
– Porque falam dele, é alguma espécie de trote?
– Oh céus, você não sabe? – juntei as sobrancelhas e encarei o garoto. – Oh, ela não sabe. – riu baixo – Louis é o Neymar da Inglaterra.
– Explica, não entendi. – pedi e o garoto começou a andar e me chamou para ir junto com ele.
– Louis se destacou ano passado como o melhor jogador de Doncaster, ele até assinou um contrato com a Manchester United, e jogou no time semana passada, mas teve que vir pra faculdade, acompanhar a namorada e porque sua mãe mandou, caso ela não deixaria ele entrar no maior time da Inglaterra, enfim, ele jogará no Manchester apenas quando os jogos foram superprecisos, para algum tipo de campeonato e etc, ele terá que treinar muito aqui na universidade, além de ter que estudar bastante pra passar em todas as matérias.
– Você tá me dizendo, que ele é famoso?
– Sim, exatamente isso. Ele é famoso por ser jogador de futebol, e por isso tem um site que conta sobre a vida dele.
– Babacas. – comentei e olhei pro garoto que manteve a postura e sorriu.
– Você é daquelas que não perde tempo se importando. – ergueu o dedo e esticou-lhe a mim, dei ombros e continuei andando. – Sou Harry! – sorriu gentil. – Ah… Quer ir na biblioteca comigo?
– O que você vai fazer lá? – ele virou um corredor e eu o segui.
– Vou fazer pipoca. – ri pelo nariz e subi as escadas atrás dele, enquanto ele dava uns pulinhos ridículos para tentar subir mais rápido. – A propósito, não sei seu nome. – virou-se no exato momento que falou comigo e acabou esbarrando em um garoto que descia as escadas, fiz uma careta quando vi o garoto olhar feio pro menino dos cabelos cumpridos, o garoto tinha os cabelos loiros e usava uma camiseta do barcelona.
– Olha por onde anda. – uma garota que acompanhava o loiro falou.
– Desculpa, eu não te vi.
– Teria visto, Styles, se tivesse olhando pra frente. – foi a vez do loiro falar, eu parei no meio do degrau e comecei a subir bem lentamente vendo eles mexendo com “Styles”.
– Magricela, ridículo. – comentou a menina e puxou o loiro pelos braços que passou por mim me olhando, estreitei os olhos e ele abaixou os dele no mesmo momento descendo o resto dos degraus, subi todos os degraus e vi o garoto na minha frente dar ombros e subir irritado.
– Quem eram? – perguntei curiosa.
– Niall Horan e sua namorada estúpida.

          Fiquei em silêncio enquanto terminávamos de subir o resto dos degrais do segundo lance de três da escada. E eu que sempre achei que aquele casalzinho Barbie e Ken só existissem em filmes e livros românticos, mas pelo visto certamente errei, já que esse garoto ele parece um boneco de tão bonito que era, e a menina como uma modelo da Victoria Secrets, magra, alta e dos olhos azuis, bochechas bem ressaltadas, boca carnudas, sobrancelha perfeita, cabelo bonito, eles eram tipo o casal plastificado, ela era bonita demais e ele bonito demais, duas perfeições não nascem pra ficar juntas se não for por algum tipo de promoção, mentira ou algo relacionado a isso, poderia até ser julgado que eu estava com inveja deles, mas eu não acho que ambos se amem, da forma que ele ficou desconfortável com os xingamentos a “Styles” e a forma como ela o arrastou escada abaixo, eu posso estar enganada, mas talvez ele goste dela mas ela não goste dele o suficiente para não ligar para o resto do mundo, somente para o que tem do seu lado.
          Tudo bem que você pode falar para mim que esse negócio de amor não existe mais e eu vou dizer que acredito em você e respeito sua opinião, mas qual é, será que existem pessoas ao ponto de ficar com outra sem amor? Droga, olha a minha pergunta, é claro que existem, nós vemos exemplos assim naqueles velhos ricos que namoram aquelas mulheres lindas, e elas só estão com ele pelo dinheiro e ele só está com ela pela beleza, ou seja, o mundo está fodido se for depender do amor.

CONTINUA...
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Notas: 
LEIAMMMMM!!!!!
GENTEEE
Estou eu de volta com mais uma fanfic, e agora essa é com o Louisinho, duh Camila! 
E pra quem perguntou se eu assisto tvd, sim eu assisto, assisto the originals também, teen wolf também, minha grande paixão, amor incondicional que tenho por essa série, SOU TEAM STYDIA <3333333  era Scallison mas a vagabunda da Crystal Reed teve que ferir meus sentimentos, agora só shippo Stydia e não gosto da Kira, ai menina muito Elena ewww #vomitando. 
Bom, voltando pra from doncaster, vocês viram que tem uma história dentro da outra? essa história da London eu estou escrevendo separado, mas vou juntar ela aqui em From Doncaster, ela se apaixona por um garoto aleatório e tem todo um drama, e pensei em colocar a história deles aqui então vocês podem torcer pela SeuNome e o Louis, ou SeuNome e Zayn, assim como podem torcer por London e o gatinho misterioso dela. 
Também tem o blog, não conta como aquele de gossip girl, é tipo um site aonde botam fofocas sobre o Louis e tem um aplicativo pra celular que toda vez um post novo é publicado avisa por notificação, o que faz todo mundo ficar ligado nas fofocas, mas pra spoiler, esse não é o único blog que vai existir na fic, ou seja MAIS FOFOCAS, PQ EU SEI QUE TODO MUNDO GOSTA, EU TAMBÉM o/// 
Bom, eu só queria explicar como é o quarto da SeuNome, pra quem teve dificuldade, são dois quartos dentro de um quarto. kkkk  São tipos dois cômodos, sem contar com o banheiro, os dois tem o mesmo tamanho, ou seja do lado direito tem um quarto e do lado esquerdo tem outro quarto, mas como tem muitos novatos na universidade esse ano, foi preciso separar os cômodos com duas camas, e tem o banheiro que fica ao lado da porta de entrada, Acho que não é difícil de entender, vou fazer um desenho pra deixar mais claro em breve, pq vai acontecer mta coisa nesses dois cômodos. Também queria explicar que isso aonde ela vive é uma casa, uma casa bem grande e larga, tem vários quartos e três andares se não me engano, e em cada quarto tem um banheiro, e no térreo, no hall, no primeiro andar, fica a cozinha e a sala. Acho que não é confuso de entender, eu não expliquei mto bem isso na fic, então espero que usem a imaginação para isso. 
Bom, ultimo aviso da noite, eu vou escrever uma fic no Wattpad, ela não é da One Direction, na verdade não tem um "famoso" especifico, são dois personagens diferentes, eu tive essa ideia a pouco tempo e não consegui encaixar nenhum dos meninos então resolvi fazer sem mesmo e postar no wattpad, se vocês quiserem acompanhar vou estar postando mais pra frente, mas vou deixar o link aqui (www) Quem quiser conversar comigo, fala comigo no ask também (www) E se você leu até aqui, só quero dizer que você é a pessoa mais paciente desse mundo e que merece até um beijo, Obrigado por isso, beijo  <3333333333333