Our Destiny - Capítulo dois. / 3ª Temporada.

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Capítulo dois – Príncipe Caleb.
Não se meta aonde não é convidado. 
Zayn Malik P.O.V’s 
   
  As vezes nós somos obrigados a fazer tudo diferente, a mudar um habito e um costume, fazer tudo diferente, pensar diferente e agir diferente, percebi que você pode ser quem você quiser pra sempre, mas há prioridades que faça com que você mude de alguma forma, será sempre o mesmo que sempre foi, mas de uma forma diferente. Depois que comecei a cuidar de Caleb percebi como mudei radicalmente, sou um ótimo pai, cuido dele e cuido de mim, consigo ter sentimentos por ele mesmo que toda vez que eu o vejo, consigo ver sua mãe em seus olhos e em seus lábios, suas sardinhas alaranjadas no nariz e a forma que me olha irônico, sinto vontade de chorar toda vez que lembro dela, mas me recordo que Caleb é a melhor forma de ter a Camila perto de mim. Além disso eu percebi que agora sou adulto, venci meus medos e não choro mais como antes, não a vejo em todos os lugares e aparentemente não me sinto um louco ou coisa do tipo.
  Bati a porta do carro após descer do mesmo, dei a volta nele e parei perto do capô, chequei meu celular e havia recebido uma mensagem de Niall avisando que estava indo para a França novamente com Sidney e Anice, eles estavam indo bem até agora o trio não havia se separado o que era bom, pelo menos Niall estava se divertindo. Escutei o sinal do colégio a minha frente bater e então uma multidão de crianças saírem do prédio rapidamente se metendo entre os arbustos e procurando por seus pais, vi Caleb descer as escadas bem tranquilo e com as mãos no bolso a camiseta do batman que não tira a uma semana, os cabelos negros como os meus caídos na testa, uns garotos se aproximou dele tocando em sua mão e despedindo, ele nem ao menos sorrira, era algo que Caleb não fazia, era raro ver aquele garoto sorrir, ele tinha esse jeito durão e sério de levar a vida e eu não reclamava, eramos iguaizinhos, não sorria para qualquer um e não era costumeiro me ver fazer.
  Ele me viu e eu balancei a cabeça como um cumprimento, rapidamente ele se aproximou me abaixei para abraçá-lo e recebi um beijo no pescoço.

Eu: Como foi a escola?
Caleb: Normal. – respondeu calmo – Papai, você me quer comprar um sorvete não quer? – me fez rir, sim, somente ele tinha esse dom sobre mim, era tão meigo, fofo e esperto, me deixava completamente sem chão.
Eu: Você não acha que está frio o suficiente para pegar uma gripe se tomar um sorvete?
Caleb: Sei que você cuidará de mim se eu ficar doente. – desviou de mim e abriu a porta do carro.
Eu: Não pense que isso será pra sempre, um dia você cuidará de mim quando eu estiver doente. – bati a porta do carro e conversei com ele através da janela aberta.
Caleb: Eu cuidarei papai, cuidarei de você por toda a minha vida.

  Tenho o melhor filho do mundo, com apenas quatro anos de idade já conversava muito bem, não tinha muito raciocínio das coisas, mas conseguia responder e fazer perguntas, ele sabe muita coisa, como colocar o cinto de segurança, abrir a porta do banheiro e tomar banho sozinho, mas tem dificuldades em muitas coisas, como ficar quieto no sofá, ou o lado certo da cama que tem que deitar, além de ter um lado muito esquisito para uma criança de quatro anos, todos os brinquedos de Caleb permanecem na caixa desde que ele assistiu uma série comigo que os caras não tiravam seus brinquedos da caixa em forma de conservação, e ele faz o mesmo, todos os brinquedos que ganhou de mim, da minha mãe, de Liam, Niall e etc, ele deixa guardados em uma caixa, empilhados e nunca cai na tentação de abri-los. Mas uma coisa que Caleb precisa aprender é não pintar tudo que vê, semana passada ele pintou a sala toda com tintas que se diluem na água que minha mãe o havia presenteado, essa semana ele pintou todas as minhas roupas, desde as minhas camisetas mais caras as minhas cuecas, deixei ele com Safaa e quando cheguei ele havia feito a maior bagunça no guarda-roupa.
  Escutei meu celular tocar e tirei-o rapidamente do meu bolso mas antes que pudesse atender Caleb o retirou da minha mão e assegurou de ter colocado em um bolso de sua calça que eu não alcançasse no momento, ergui uma sobrancelha e o olhei rapidamente o mesmo fez um sinal com o dedo e um biquinho fofo.

Caleb: Não pode atender o telefone quando se está dirigindo.
Eu: Quem te ensinou isso?
Caleb: A professora, ela disse que quando nossos pais tiverem dirigindo não devem atender o telefone. – falou dando ombros.
Eu: Ela está certa, desculpa. – ficamos em silêncio, ainda estava longe de onde Caleb costumava tomar sorvete. – Teve problemas com o Júnior? – esse garoto era uma peste, soube que Caleb não tinha mãe e tinha uma mania insistente em querer provocá-lo.
Caleb: Não mais, uma tia que trabalha na escola pediu para ele parar de me provocar porque se não ela ia deixar ele pelado na frente da escola toda. – e logo veio uma gargalhada alta. – Ele ficou enfurecido.
Eu: Enfurecido, Caleb?
Caleb: Ah, foi essa tia que me ensinou essa palavra.
Eu: Você ao menos sabe o significado?
Caleb: Faz diferença?
Eu: Claro que faz.
Caleb: Então não sei. – parei o carro e ri pelo nariz, desci do mesmo e dei a volta vendo Caleb tirar o cinto, abri a porta e ele desceu desajeitado, fechei a trancando o carro e entramos na sorveteria que estava vazia, era quase duas horas da tarde e não havia muitas pessoas ali, entramos devagar e Caleb prendeu sua mão na minha a apertando. – Eu quero sorvete de chocolate.
Eu: Tudo bem, vamos pegar dois sorvetes de chocolate.
Caleb: Quero cobertura, pedaços de chocolate e aquele negócio colorido.
Eu: Por favor me vê um sorvete bem infantil de chocolate e um bem adulto de chocolate também. – rapidamente a menina sorriu engraçado e começou a preparar os sorvetes, até que senti as mãos de Caleb soltarem as minhas e ele correr a alguém, virei-me pronto pra mandar ele voltar até vê-lo abraçado com uma garota dos cabelos castanhos e bem baixinha, que reconheci assim que a vi, me aproximei deles e Caleb a soltou rapidamente, me aproximei mais da menina e a abracei forte a vendo suspirar muito irritada. – Eae Bruna.
Bruna: Como vai, vocês dois? – Bruna foi babá do Caleb por muito tempo no seu primeiro ano de vida, eu estava um pouco confuso com tudo que estava acontecendo, falando sozinho, vendo coisas, tinha sido internado por um tempo para algumas consultas, algo que durou em torno de seis a nove meses.
Eu: Quer um sorvete?
Bruna: Acho melhor não, só passei pra falar um oi já que vi vocês descendo do carro, estou indo pra faculdade.
Caleb: Fica pra tomar um sorvete, por favor?! – e então eu a vi assentindo e ambos passaram por mim rapidamente, senti a minha cabeça doer de leve me apoiei na mesa a minha frente e então escutei meu nome, mas não era a voz de Caleb e nem de Bruna, era uma voz masculina, ergui a cabeça e vi Styles na minha frente, seus cabelos estavam bem grandes assim como os meus e ele me olhava preocupado.
Harry: Está bem?
Eu: Sim, mas que diabos você está fazendo aqui? – me pus rapidamente reto sentindo uma pontada nas costas mas ignorei.
Harry: Vim tomar um sorvete.
Eu: E quem é? – apontei pra menina ao seu lado.
Harry: Essa é a Rebecca, minha namorada.
Rebecca: Achei que seus amigos sabiam sobre mim. – Harry pigarreou e eu estranhei o olhei incomodado então entendi que eu deveria falar algo.
Eu: Anh.... Ah eu sabia, digo, todos nós amigos do Harry sabíamos de você, mas nunca te vimos pessoalmente. – toquei em sua mão – Ouvi falar muito de você Rebecca. – menti porque a única namorada de Harry que conheci até hoje foi a SeuNome, Rebecca Who? – Então, você deveria fazer uma visita em casa Harry, as coisas estão diferentes.
Harry: Percebi, você anda imitando o meu cabelo.
Eu: Cala a sua boca. – o empurrei de leve e vi Caleb se aproximar esbarrando os seus pés nos meus, quase tropeçando.
Caleb: Seu sorvete Senhor Wayne. – fez trocadilho de novo, eu costumava o chamar de pequeno Parker e ele me chamava de Senhor Wayne referentes ao homem-aranha e o Batman.
Eu: Caleb. – peguei meu sorvete – Esse é o tio Harry, ele te pegou muito no colo. – menti novamente, Harry mal tinha visto Caleb, somente por fotos.
Caleb: Hum. – encheu uma colher de sorvete e colocou na boca, o olhei repreendedor e ele logo entendeu e pegou na mão do Harry que nem tinha a movido. – Prazer Caleb Homs Malik, Peter Parker pros mais íntimos. – Harry não se moveu mas riu – Eu sou muito enfurecido sabia?
Harry: O quê? – ele me olhou.
Eu: Aprendeu uma palavra nova com uma doida da escola e agora não para de falá-la.
Rebecca: Crianças são tão fofas. – ela se aproximou de Caleb e já previ o pior, ele odiava quando mulheres que ele não conhecia se aproximava, além de eu ter dito para não falar com estranhos a menos que eu apresente a ele. – Oi Calebzinho. – forcei os lábios e Harry o cenho, Caleb desviou da mulher que tentou tocar sua bochecha com um reflexo muito bom e me olhou com cara de choro.
Eu: Não chora, Caleb, não chora. – e então ele fez o inesperado, jogou o sorvete no rosto da mulher, coloquei rapidamente meu sorvete em cima da mesa mais próxima e peguei Caleb no colo que chorava bem alto, Bruna que estava perto de nós sem falar nada me olhou surpresa e eu revirei os olhos.
Rebecca: Você não dá educação pra esse menino não?
Bruna: O quê? Quem te ensinou que é bonito tocar nos garotos por ai, isso é falta de educação sabia? Porque você não conhece você não sabe nada sobre ela e sai querendo apertar as bochechas dela? Olha aqui minha querida, Zayn é o melhor pai do mundo e ele educa esse menino da melhor forma possível, mas eu não sou educada nenhum pouco e te acertar um tapa vai fazer com que eu me sinta bem pelo resto do meu dia. – encarei as duas esperando que a Bruna fizesse o que queria, mas a Rebecca recuou atrás de Harry e eu revirei os meus olhos irritados e sem falar nada saí com Caleb nos braços e fomos em direção ao carro, quando cheguei no mesmo Caleb já havia parado de chorar as lágrimas de crocodilos. Me assustei que Bruna estava atrás de nós. – Eu vou pra faculdade, vejo vocês hoje a noite?
Eu: Incrível essa mania de brigar com alguém e agir naturalmente como se nada houvesse acontecido.
Bruna: Mas nada aconteceu, aquilo lá dentro? Não foi nada, pessoas como ela devem receber respostas assim todos os dias. – e eu nem tive tempo de argumentar um carro parou bem próximo de nós e uma garota loira acenou pra Bruna. – Tchau Zayn, até.
Caleb: Tchau tia Bruna. – ela acenou pro garoto e eu o olhei repreendendo, odiava quando ele enfiava a cabeça pra fora do carro.
– Zayn, Zayn. – virei-me rapidamente encontrando com Harry novamente. – Aquele convite de ir na sua casa, tá de pé?
Eu: Vai com a sua namorada que fez meu filho chorar?
Harry: Ela vai ficar longe, eu só queria matar a saudade e te contar uma grande novidade. – respirei fundo e me senti derrotado, assenti com a cabeça.
Eu: Tudo bem, pega seu carro e me segue até em casa.

  Harry sorriu com aquelas covinhas fundas e eu bati em seu ombro, ele correu até o carro e percebi que sua namorada já estava lá em pé, totalmente diferente da SeuNome, exatamente igual a Anice, um pouco mais metida e magra, Harry abriu a porta pra ela que entrou totalmente com frescura no carro, ele fechou a porta e me lançou um sorriso animado, dei a volta no meu carro entrando no mesmo e vendo Caleb preso em um joguinho no meu celular.

***  

  Já estava em casa, Harry agora – depois de quase duas horas que havia chegado – estava na sala jogando Mario Kart com Caleb, eu estava encostado na varanda fumando um cigarro e encarando o horizonte o sol caia no monte e o céu ficaria escuro em alguns minutos, ouvi um barulho irritante de salto, eu sempre odiei esse som e tinha motivo, era realmente irritante, me virei pra ver quem era e pra minha não surpresa era a tal da Rebecca, ela se aproximou mais rapidamente do que eu esperava e com um sorriso malicioso ela tentou me tocar. Mas assim, tão rápido? Ela tentou me beijar e passou as mãos pelo meu cabelo.

Rebecca: Meu Deus, você é lindo, estou com vontade de sentir seu gosto desde a sorveteria.
Eu: Epa, você tem namorado, não tem.... o Harry?
Rebecca: Idai? Eu já fiquei com todos os amigos de Harry e ele nunca descobriu nada, é só mantermos segredo. – ela se aproximou mais.
Eu: Quantos anos você tem? 16? Eu não vou fazer isso. Tenha respeito. – a empurrei devagar.
Rebecca: Vamos Zayn, você deve ter aquele tipo maravilhoso de pegada.
Eu: Sinto muito, não vai rolar. – dei as costas e segundos depois a vi passando por mim rapidamente, esbarrando no meu braço e parando rente ao sofá com a mão na cintura, diminui a velocidade dos meus passos e parei na soleira da porta.
Rebecca: Harry querido, precisamos ir. – disse com um tipo de voz magoada de choro, algo misturado com desespero.
Harry: O que houve? – ela forçou uma expressão de choro e Harry levantou confuso. – O que aconteceu?
Rebecca: Eu te conto no caminho, não quero deixar tudo tão estranho.
Harry: O que aconteceu, Rebecca? – perguntou sério e me olhou reprendedor como se eu tivesse feito algo.
Rebecca: Nada, meu amor, vamos. – soou totalmente forçado mas a bicha não percebeu.
Harry: Aconteceu alguma coisa, eu quero saber! – prendeu os braços da garota e eu cruzei os braços querendo saber também.
Rebecca: Ele tentou me tocar. – ela sussurrou mas como o silêncio era prioridade eu escutei.
Eu: EU FIZ O QUÊ? – gritei se estava confuso antes eu mal saberia o que estava sentindo agora.
Harry: VOCÊ TENTOU TOCAR ELA, TÁ NA SECA MALIK? PEGA QUALQUER GAROTINHA QUE CAIA NA SUA LAIA, NÃO A MINHA GAROTA.
Eu: Não acredito que você vai acreditar nessa garota.
Harry: CALA A SUA BOCA. – ele respirou – Vamos embora.
Eu: Certo, por isso que a SeuNome está sendo tão dura, você está sendo um repugnante.
Harry: Cuida da sua vida bro, eu nunca mais voltarei aqui.
Eu: Você quem sabe, não vou aumentar essa sua DR.
Harry: Toca a minha garota de novo e eu acabo com você, lembre-se eu nunca toquei a Camila.
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Eu: CALA A SUA BOCA, STYLES, CALA ESSA SUA MALDITA BOCA. – me aproximei pronto para bater nele mas senti as mãos de Caleb presas na minha. – Vai embora, por favor, só vai embora.
Harry: Maldito maluco. – comentou assim que havia saído.
Eu: Vai pro inferno. – bati a porta e virei nervoso, encarei Caleb e ele me olhava assustado, segundos depois o garoto veio na minha direção e me preencheu um abraço. Harry estava mudado desde o cabelo até sua forma de agir e pensar, ele estava um grande idiota, e quando contou a mim que SeuNome estava nervosa e chateada com ele, eu pensei que fosse frescura mas agora entendo porque ela agiu daquela forma, ela teve motivos. Ninguém é capaz de gostar de alguém assim.

Continua.... 
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Imaginem esses gifs do Zayn e do Harry deles com cabelos compridos, vocês pediram mais gifs e eu to colocando mais gifs, mas nem sempre encontro gifs que combinam e fazem o tipo da caracteristica atual do personagem. 
Então já sabem, fingem que os cabelos estão maiores. 
Então, eu espero que vocês gostem desse capítulo, desculpem por não postar ontem mas é que eu estou tendo uma briga muito irritante com a minha internet porque ela está fazendo doce, só pega quando quer, ai eu tenho que ficar aqui esperando a bonitona funcionar. Então pedidos antecipados também, caso eu não poste amanhã/hoje. 
Espero que gostem, vejo vocês em breve, até maissssssssss :)x

Our Destiny - Capítulo um. / 3ª Temporada.

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Capítulo um – Recomeço.
Quase quatro anos depois...
SeuNome P.O.V’s 

  “Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...” Mario Quintana 
  E quando eu não tinha mais forças para continuar eu me vi em um ano novo, um ano em que prometeram a mim que tudo ficaria melhor, mas isso acontece a exatos quatro anos, todos os anos escuto meus tios dizerem “Não esquenta querida esse ano vai ser melhor” mas eu vivo presa no meu passado e enquanto eu não superar o passado eu nunca vou poder tornar o futuro em algo melhor, será sempre a mesma coisa. Mas esse ano eu prometi que seria diferente, e diante o relógio da meia-noite no dia trinta e um de dezembro eu desejei que tudo mudasse e que eu daria o meu melhor pra que daqui pra frente tudo fosse exatamente do jeito que eu quero, e eu sei que sou capaz de correr atrás e recomeçar tudo que eu perdi durante esses quatro anos de tristeza, remorso e sofrimento. Como já dizia Chico Xavier, embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
  Já passava três semanas que eu tinha feito o meu pedido de um ano melhor na virada do ano e eu não tinha mudado nada, continuava com os cabelos engrenhados como se tivesse brigado com o travesseiro, o rosto marcado por alguma coisa que deixei em cima da cama pela noite e o mesmo pijama de sempre. Escutei um grito de meu nome vindo lá de baixo e desci o mais rápido preocupada com uma das minhas primas e encontrei a mais velha em pé segurando uma carta, se eu estava com os cabelos bagunçados nem imagine ela.

Eu: O que foi dessa vez?
Eduarda: Chegou a sua carta do hospital, eu não acredito, você foi aceita, acabou de chegar. – ela disse tudo rapidamente e correu até a mim me entregando não a agradeci e nem fiz questão de ser delicada naquele momento rasguei a parte mais próxima e puxei o papel branco de dentro do envelope, desdobrei e comecei a ler o que dizia claramente seguido pelo meu nome.

  EU TINHA SIDO ACEITA NO HOSPITAL DE LONDRES, O MAIOR E MELHOR HOSPITAL DE TODA INGLATERRA.
  Eu queria ser auxiliar de enfermagem, já que tinha feito uns cursos e técnico em alguns lugares, mas seria apenas secretária de um médico por enquanto mas estava extremamente feliz esperava por essa resposta desde o ano passado, vejo que as coisas nesse ano estão começando a dar certo, meu desejo estava se realizando e bom jeito de começar. Espera...
  Na carta dizia que eu começaria hoje as dez horas e também pedia desculpas pela entrega em cima da hora, olhei rapidamente pro relógio e percebi que marcava nove e meia e agora eu teria que correr o máximo possível pra conseguir chegar ao centro a tempo. Mal tive tempo de pensar e um minuto já havia passado e o meu desespero foi maior que fome que eu estava quando acordei a uns dez minutos.

[…]

  Desci do ônibus checando o relógio de minuto a minuto, avistei o hospital de longe, aparentava ser bem grande com mais de cinco andares, cheios de janelas, um estacionamento extenso, havia uma placa sobre o prédio com o nome do hospital, encarei a entrada havia um grande portão azul com grades de trinta centímetros de distância cada uma, aproximei-me devagar e parei de frente pro portão ainda admirada com tudo. Vi um homem se aproximar eu sorri animada para ele, mas o mesmo não teve nenhuma reação somente abriu o portão pra mim e eu agradeci sem graça e andei em direção a entrada, uma grande e bonita porta de madeira branca me esperava, e assim que subi os três degraus da entrada entrei no local ainda admirada, era realmente tudo de luxo e poderia imaginar qual era os tipos de pessoas que visitavam aquele lugar para se consultar.
  Avistei uma recepção e tinha uma mulher branca com os cabelos loiros como gema de ovo e ela estava concentrada mexendo no computador, olhei em volta e tinha umas pessoas sentadas em um banco no corredor esquerdo, havia placas e televisões de plasma nas paredes, umas enfermeiras estavam encostada perto de um bebedouro e conversavam, na verdade fofocavam. Percebi então que elas olhavam para mim e eu era alvo da fofoca delas, talvez perguntavam o que eu estava fazendo ali e o que eu queria, me aproximei da recepcionista e ela ergueu a cabeça me olhando sorridente e eu sorri de volta, graças a Deus uma pessoa educada.

– Como vai querida?
Eu: Vou bem e você?
– Oh, nem queira saber, eu passei a noite acordada, meu filho mais novo estava com febre e eu precisei cuidar dele, se não fosse por essa xícara de café eu com certeza, já teria desmaiada. – ela riu e eu a acompanhei.
Eu: Crianças são assim, mas são o nosso bem precioso né, eu perderia milhares de noites só para vê-los bem. – ela sorriu animada.
– Gostei de você. – falou com o sotaque forte e eu tremi. – Prazer Samantha.
Eu: SeuNome.
Samantha: Wow, wow! Você é a nova estagiária?
Eu: Sim, eu! – sorri e coloquei meus braços em cima do balcão mais à vontade.
Samantha: Querida, você não vai querer saber quem você vai auxiliar.
Eu: Não? Quem?
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Samantha: Já disse, você não vai querer saber. – ela levantou e se aproximou de mim. – Sabe aquelas raparigas ali, elas morreriam pelo cargo que você conseguiu. – sorri animada, então era bom.
Eu: Wow, estou animada para saber quem é.
Samantha: RACHEL! – gritou e eu me assustei – Leve a garota ao senhor engomadinho.
– O quê? – a garota, a tal da Rachel se aproximou curiosa – Ela é a secretária dele?
Samantha: Sim, o que acha?
Rachel: Acho que ela é uma gracinha, mas vai acabar apaixonada que nem a antiga secretária, a chefe teve que pedir transferência, porque ela não trabalhava direito ela estava gamadinho no grandão. – ela riu do meu lado e eu sorri sem graça.
Eu: Não se preocupa, seria impossível eu me apaixonar por ele, só me apaixonei uma vez e não me permito a sofrer novamente.
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Rachel: Acho isso realmente incrível, por mim você poderia até sonhar com ele e coisas do tipo, mas a Chefe é apaixonada por ele, é garota você não imagina as coisas que acontecem nesse hospital, aquelas garotas também são apaixonadas por ele.
Eu: Qual é, ele nem deve ser tudo isso.
Samantha: Se eu não fosse casada eu pegaria ele querida. – gargalhei.
– O que as madames estão fofocando? – escutei uma voz rouca e grossa soar atrás de nós, cerrei os olhos e por um segundo achei que eu conhecia aquela voz, paralisei completamente, o meu corpo não reagia e enquanto eu escutava a Rachel rir e dizer que estavam falando sobre roupa eu me perdi completamente, achei que fosse Harry Styles. – E quem é essa moça?

  MEU DEUS DO CÉU, ISSO É IMPOSSÍVEL.
  Virei-me rapidamente com os olhos arregalados, e não só os meus, senti meu corpo inteiro tremer e por questão de segundos meu coração parou de bater, não podia ser real, eu estava vendo coisas como sempre mas não, era real dessa vez e eu podia vê-lo, ele estava ali na minha frente e me encarava da mesma forma que eu o olhava, ambos surpresos com o que via, isso tinha sido em segundos bem rápidos mas para mim e para ele tinha sido muito mais do que isso, tudo parecia ter travado, congelado em graus muito baixos.

Samantha: Essa é a SeuNome. – Harry sorriu e esticou a mão pra tentar tocar na minha mas eu não me movi – Sua estagiária.
Harry: Minha estagiária. – abaixou a mão colocando de volta dentro do jaleco e Rachel deu um sorriso. – Acho que você pode me seguir.
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  Não o respondi ainda estava em choque, fazia tanto que eu não o via, ele tinha sido preso a quase quatro anos, tentei vistá-lo mas não deixaram falaram que ele não queria me ver o que me deixou chateada, qual é, eu sempre estive do lado dele e ele simplesmente me afastou dele, isso não era justo. Além de que, eu mal sabia que ele tinha sido solto e que agora era um médico, era uma novidade e tanto.
  O segui até o elevador sem dizer nenhuma palavra, entramos no cubículo e Harry me olhava de vez em quando, eu o observava pelo espelho, seus cabelos estavam compridos quase nos ombros, lisos e um pouco ondulados, sentia o seu perfume forte de onde estava quase um metro de distância dele, seu rosto estava mais definido e agora parecia bem mais adulto, tinha o seu costumeiro sorriso divertido e seus olhos brilhavam, eu me permiti continuar quieta, fingindo que não o conhecia de lugar nenhum, fingindo que eu não sabia quem era, olhava para o meu reflexo no espelho e de novo ao lado de Harry e de novo com ele ali, algo que eu já havia perdido totalmente as esperanças, eu estava com ele de novo.
  Assim que o elevador abriu eu sai na frente observando algumas enfermeiras encostadas em uma porta e umas pessoas sentadas em um banco no corredor claro, no fundo tinha outra recepção, as pessoas olhavam para mim com uma expressão de deboche e isso me irritava. Senti Harry colocar a mão sobre o meu ombro e o meu corpo por inteiro tremeu e ele percebeu o olhei rapidamente e ele me olhou dentro dos olhos eu quis desabar quis me jogar nos braços dele e dizer quanta saudade eu sentia e pedir desculpas por tudo o que eu fiz mas meu subconsciente foi mais forte, por mais que eu quisesse fazer aquilo meu corpo não reagiu da mesma forma.

Harry: Por aqui. – entramos em uma sala dividida em dois cômodos, no da frente havia duas mesas e um sofá grande, uma mesa para a secretária e a outra eu não sabia o porque de estar ali, havia alguns quadros na parede que era amarela, Harry andou na frente e então fomos para o outro cômodo que tinha uma mesa branca e maior que as outras, havia uma maca, balanças, armários com faixas, pomadas, coisas normais de médicos, havia duas poltronas enormes de frente pra mesa presa e atrás dela havia uma cadeira branca. Harry parou um pouco longe de mim e me analisou de cima abaixo e esperou minha reação, eu continuei olhando pros lados observando o lugar.
Eu: É muito bonito. – andei até um quadro o olhando, Harry, sua irmã e sua mãe, os três juntos sorridentes, foi depois que a gente se separou.
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Harry: Vai ficar fingindo por quanto tempo? – virei-me e encontrei com os olhos verdes de Harry.
Eu: Fingindo?
Harry: Você perdeu a memória ou algo do tipo? Porque eu me lembro de você e você se lembra de mim, namoramos, lembra?
Eu: E dai? – questionei sem me mover.
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Harry: Você está aqui poderia matar a saudade. – ele se aproximou.
Eu: Eu não pedi para estar aqui, não fazia a mínima ideia de que você havia virado médico, mas talvez se você não tivesse mandando os policias não me deixarem entrar eu saberia sobre você e não precisaria matar a saudade.
Harry: Porque está falando assim? – sua expressão mudou completamente era como se ele estivesse sentindo dor. – Eu fiz aquilo por seu próprio bem, eu não queria que as pessoas falassem que eu machucava você, eu não queria machucar você em ter que me ver preso naquele lugar.
Eu: Eu te amava, Harry. Nada me machucou tanto quanto você ter mandado eles não me deixarem entrar, eu queria te ver, queria estar ao seu lado no julgamento.
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Harry: Me amava? Não me ama mais? – ignorou o resto da conversa e se aproximou ainda mais.
Eu: Não faça perguntas idiotas. – curvei meu corpo e desviei de Harry que estava cada vez mais próximo, fui pro lado da janela e observei a vista.
Harry: Escuta, se eu pudesse fazer diferente eu faria, eu fujaria com você, esqueceria dos problemas e dormiria agarrado com você no banco de trás do meu carro, te levaria pra conhecer o mundo, você foi e é a única garota que eu amo, SeuNome. Você não percebe o destino nos colocou novamente juntos porque você queira ou não, nós fomos feitos um para o outro.
Eu: Não sei se o destino que nos ver juntos ou se ele quer me ver triste.
Harry: Desculpa, por favor, me desculpa.... eu farei diferente.
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Eu: Eu prometi recomeçar. – sussurrei e Harry se curvou curioso não tinha escutado.
Harry: Hei, somos adultos agora, vamos jogar isso não para vencermos e sim para ser o mais divertido possível, me dê uma chance, eu sinto sua falta. – ele deu a volta na mesa e tirou de lá várias cartas e fotos. – Não há um dia que eu não pense em você, há milhares de cartas que eu escrevo para te enviar mas não sei aonde você está, não há uma noite que você não venha na minha mente, você é simplesmente o meu primeiro e único pensamento, eu nunca esqueci de você, eu sinto muito sua falta.
Eu: Eu também sinto sua falta. – senti meus olhos se enxerem de lágrimas e eu comecei a chorar, Harry tentou se aproximar e eu me afastei levemente fazendo Harry parar de andar. – Te dei duas chances Harry, não vou abrir mão de uma terceira eu sinto-
– Com licença. – escutei uma voz fina e virei-me rapidamente uma mulher magra alta, dos cabelos loiros quase brancos entrou na sala de Harry e se aproximou devagar dele me ignorando completamente ali, ele olhou pra ela e forçou um sorriso, ainda a olhando a vi encostar os lábios nos de Harry e entendi, eles estavam namorando, claro né, ele é lindo e não aguentaria ficar sozinho, tinha que arrumar alguém para preencher seu vazio, e eu não podia nem sentir raiva, eu não fazia mais parte da sua vida. – Tudo bem?
Harry: Sim, estava conversando com-
– Oh, eu não te vi ai. – ela sorriu e se aproximou de mim, passei as mãos no rosto com rapidez limpando as lágrimas ali. – Jesus, você está bem? – assenti devagar. – Eu sou a Rebecca. Você deve ser a SeuNome, eu te escolhi por foto para ser secretária de Styles.
Eu: Prazer em conhecê-la. – forcei um sorriso mas ela não viu já que se virou rapidamente e correu até o Harry, eu era o oposto dela, salto alto, cabelos bem hidratados e um corpo perfeito, merda Styles.
Rebecca: Está pronto pro almoço? – saiu com um tom meio malicioso e eu inclinei meu corpo para atrás e fingi ignorar olhando a vista lá embaixo. – Responda-me Harry Edward Styles. – cobrou e ele respondeu rapidamente.
Harry: Ahn? Ah claro.... é, o que disse?
Rebecca: O que aconteceu com você? Não está prestando atenção no que falo?
Harry: Qual foi a primeira pergunta Rebecca, não enrole.
Rebecca: Quer almoçar comigo? No meu apartamento?
Harry: Tudo bem, vou pegar o casaco, pode me esperar no carro. – ela assentiu com um som da sua garganta.
Rebecca: Tchau SeuNome, seja bem-vinda.
Eu: Obrigada Rebecca. – ela acenou e depois saiu animadinha batendo a porta. – Vai se foder, Harry Edward Styles. – falei da mesma forma que ela.
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Harry: O quê?
Eu: Você está namorando com ela?
Harry: Achei que nunca mais te veria.
Eu: Ela é o oposto de mim, você disse que gostava de mim.
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Harry: Por isso mesmo, ela é o oposto de você porque eu imaginei que se ficasse com alguém que fosse totalmente diferente eu não ficaria pensando em você a todo momento. Eu queria te esquecer.
Eu: Vai pro seu almoço, idiota.

  Sem dizer nada com a decepção estampada nos olhos vi Harry vestir o casaco e sumir rapidamente em direção a porta, me aproximei da mesa e olhei as fotos e as cartas que tinha ali, me certifiquei de que ninguém entraria trancando a porta, me sentei na cadeira de Harry e comecei ver aquele monte de lembranças que ele tinha, inúmeras cartas incompletas, fotos de nós dois, foto de Zayn, Louis, Liam, Niall e Camila. Comecei a abrir as cartas que tinha meu nome e percebi que havia algumas fotos, fotos de um bebê, mexi naquilo e vi que tinha um bilhete “Zayn me enviou, imaginei que você gostaria de ver”. Tinha muitas coisas que me fizeram chorar, abri todas as cartas, me sentei no chão para lê-las e eram uma melhor que a outra, os sentimentos de Harry estavam todas entregues ali. Levantei-me cerca de horas depois e peguei todas as cartas, as que tinha lido e as que não havia lido, peguei uma sacola em uma gaveta e coloquei tudo lá dentro, as fotos também, olhei um porta-retratos em cima da mesa e ele estava tombado, o ergui rapidamente e me espantei, era uma foto minha, cerrei os olhos e imaginei o porque de Harry ter aquilo, sua namorada não veria? Tirei o retrato de cima da mesa e enfiei na sacola também, minutos depois já estava saindo do hospital e indo em direção ao ponto de ônibus para ir embora e pensar se realmente voltaria no dia seguinte.

Continua.... 
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Heeeeeei gente linda. 
Voltei com mais um capítulo de Our Destiny e quero anunciar que estou escrevendo uma fanfic com Liam Payne e que talvez nas férias já comece a postá-la, já que eu vou ter tempo de sobra pra escrever e fazer nada kljshaksha enfim, espero que vocês gostem desse capítulo em breve terá muito suspense, drama, e o idiota do Harry tomando no orifício anal dele.