Nova carinha, o laranja é o novo azul ❤

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Olá você ai pessoa que ainda entra aqui e reparou essa nova postagem aqui, deve estar se perguntando "Oh meu Deus, eu estou vendo certo?" Sim você está, e não me xinga não pelo amor que você tem a sua mãe, menina!  GENTEEEE! Eu nem consigo acreditar que finalmente eu voltei, olha só, Janeiro só foi um mês de testes para a vida de todos nós. 
Aliás, FELIZ ANO NOVO CAMBADA LINDA 

Nossa, você vai mesmo ler tudo isso? Sério que tem paciência pra mim? Depois desse tempo todo? Se você vai ler, já saiba aqui, te amo <3 de verdade. 
okay, já que você vai ficar vou começar com primeiro me desculpando por ter abandonado o blog, você não vai querer saber como 2015 foi um ano muito complicado de lhe dar, a escola mudou, meus amigos mudaram, sentimentos que somente em história existiam pra mim se tornaram reais, eu simplesmente fiquei bagunçada em 2015, mas graças a Deus e a muita força de vontade eu consegui retomar tudo no fim de 2015 pra começo de 2016, tenho amadurecido muito, e por incrível que pareça mudei muito desde a ultima vez que conversamos, mas bom, vamos ao que interessa, eu voltei e tenho algumas novidades pra vocês e dessa vez são pra valer. ALELUIA DONA CAMILA!  
Gente, LARANJA, olha só essa cor maravilhosa que eu coloquei no blog, sempre falei "ah mas o azul vai ficar pra sempre" sim, o azul vai ficar mas gente Laranja é o novo azul kkkk 
Bom como podem ver, não mudei muita coisa, além da foto que sim, eu retirei o Zayn, mas isso não diz que ele vai sair das Fanfics, porque eu gosto desse menino muito, e querendo ou não ele tem que fazer presença né, ta no destino de todas as fanfics. Gente a verdade é que eu não consigo tirar ele das fanfics, é difícil. 
Bom agora irei falar sobre as fanfics que parei, bom, até segunda ordem eu sou a única administradora do Blog, ou seja, todas as fanfics postadas aqui será somente escrita por mim. Bom, darei continuidade a From Doncaster, ainda não sei se vou continuar Comeback, é uma decisão difícil por ter somente o Zayn, então respondam pra mim se querem a continuidade dele ou não. E bom, aos poucos vou postando O que te torna linda parte 2, porque esse eu vou postar somente quando eu estiver segura das minhas escolhas, porque meu Deus, é muita coisa. Enfim, espero que não abandonem o blog e acompanhe essa nossa linda nova fase. Agradeço a todas administradoras que me ajudaram com isso aqui, e espero muito que vocês não fiquem chateadas comigo, é uma escolha que eu demorei pra ter. Bom, votem ali no canto para eu tirar algumas dúvidas. Alguma pergunta sobre o blog aqui (pergunte o que for) Bom e se alguém quiser fazer uma pergunta mais direta, vou deixar meu número e podem me chamar no whatsapp se acharem necessário: (11) 9.4944-2533
Enfim, muito obrigado por ler até aqui. Novidades estão por vir. Beijosssss meus amores, até mais
 

O que te torna linda (Parte dois) - Capítulo cinco.

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Capítulo Cinco. – Tudo vai ficar bem.
Justin Bieber ON. 

        E aquela cobra estava jogando o veneno dela de novo, ela tinha feito aquela postagem no jornal e agora todo mundo sabia que eu estava de volta a Wells e acreditavam que eu tinha um problema com Styles que eu queria acabar com a vida dele, destruir tudo o que ele tinha e até mesmo competir com ele, mas não era essa a ideia, eu tinha voltado pra Wells mas não por causa deles ou algo do tipo, eu nem sabia que eles estavam aqui, infelizmente eu voltei pra cá bem numa época ruim, não que as outras não tenham sido, mas todos estavam aqui e enfrentando de novo um problema, isso era como nos velhos tempos e me fazia recordar toda aquela merda que a gente viveu que pra Harry tinha lembranças boas, mas pra mim, eu só perdi, fui enganado e sofri boa parte do tempo, não tenho nada bom para me recordar.

Harry: Você vai comigo? – ele andava de um lado pro outro no fundo do hospital, eu tinha trazido Camila aqui e não queria subir, encontrei com Harry ele queria um favor.
Eu: Me diz, você tem certeza que quer fazer isso?
Harry: Eu vou perder ela se eu não fizer, e você viu a mensagem eles podem fazer isso por mim. – ele me entregou o celular, de um remetente sem identidade alguém havia enviado uma mensagem pra ele a quase quatro horas atrás.

“Se você pensa que tudo está acabado eu posso ter a solução pra você, me encontre amanhã próxima a estação de Chelshire e eu posso te entregar um bebê e você pode ter sua família completa de volta” 

Eu: Isso é duvidoso, Harry. Eles tiraram sua filha, eles vão te dar outra?
Harry: Eles não tiraram a minha filha, o médico disse que foi aborto instantâneo.
Eu: Aborto instantâneo? E o que a SeuNome disse que foi?
Harry: Envenenamento em um bolo, mas fala sério se fosse veneno o médico diria.
Eu: Da mesma forma que tudo tem sido dito pra nós nos últimos anos, huh? Qual foi a última vez que você deitou a cabeça no travesseiro sem imaginar o teto caindo na sua cabeça por alguma fraude que algum filho da… tenha feito?
Harry: Você tem razão, mas eles estão me dando uma oportunidade, talvez tenha ficado com a consciência pesada.
Eu: Claro, como sempre.
Harry: Porque você não está do meu lado?
Eu: PORQUE, HARRY ISSO É DUVIDOSO. – parei pra respirar. – Você perdeu uma filha, então eles vão te dar outra, você não acha que vão te chantagear por isso?
Harry: Justin, escuta. – ele veio na minha direção. – Eu não tô nem ai, se eles pedirem dez milhões de dólares, eu vou dar o dinheiro, eu só quero entrar naquela sala e dizer que a criança não estava morta, dizer a SeuNome que era erro médico e que seu filho sobreviveu, eu não quero a minha garota daquele jeito.
Eu: E porque você precisa de mim pra isso?
Harry: Porque você é a única pessoa mais insensata depois da Camila pra fazer isso comigo, eu sei que ela aceitaria ir comigo, porque ela também quer o bem da SeuNome, então eu sei como uma pessoa que veio da mesma vagina vai fazer o mesmo.
Eu: Isso é uma grande responsabilidade. Você acha que ela vai acreditar?
Harry: Ela tá tão lúcida que não sabe mais o que é realidade e o que não é, anda acreditando em tudo. O Matthew filho do Louis disse pra ela que tinha visto um duende no natal e ela disse que conversava com Duendes o tempo todo, e ela não fuma maconha.
Eu: Que droga, Harry. – bufei irritado e desci do muro em que eu estava sentado. – Você vai me fazer ser mais horrível do que eu já sou.
Harry: Isso é um sim? – balancei a cabeça que sim e Harry tentou vir me abraçar, empurrei ele e balancei a cabeça negativamente. – Sem abraço? Tudo bem, sem abraço.
Eu: É, agora sobe lá e manda a Camila descer.
Harry: Vamos subir, eu e você?
Eu: Vou deixar essa sua proposta tentadora pra outra hora.
Harry: Oh – forçou a voz. – Como você é nojento, eu estou em uma situação complicada.
Eu: Te pego amanhã as dez horas, gracinha. – mandei um beijo pra ele e desci uns degraus que tinha ali.
Harry: Não vai esperar a Camila?
Eu: Ela sabe aonde estamos hospedados, não precisa de tamanha gentileza, já vou ser legal com você. – sorri e Harry concordou, enfiou a mão nos bolsos da calça e se enfiou no elevador que tinha ali.

*** 

        Parei o carro em um estacionamento do lado de trás do metrô e fui com Harry até a entrada do mesmo, foi quando o mesmo recebeu uma mensagem do desconhecido e ele dizia que Harry podia entrar quando quisesse, descemos as escadas juntos e o local estava praticamente vazio, tinha cerca de seis a sete pessoas ali, todas espalhadas pelo lugar, eram quase onze da manhã, esse é o horário em que o lugar fica mais vazio e que também passam menos trens. Harry sussurrava umas coisas que eu não entendia e andava totalmente confuso olhando pros lados, sugeri que parássemos para quem lá esteja mandando mensagem mande a última indicando aonde deve estar esta criança. Harry olhou pra todas as sete pessoas ali e eu preferi não olhar muito, não queria ninguém em cima pedindo foto ou autógrafo essa hora da manhã, contando que eu fui dormi as seis horas e praticamente quase não dormi direito.

Eu: Eu nem sei como consegui despistar ela. – murmurei, nós estávamos conversando sobre a Camila ter desconfiado. – Ela não dorme, fica ligada o tempo todo.
Harry: Ela sempre acha que tem algo errado.
Eu: E ela não está certa? Olha bem pra o que a gente está fazendo, Harry. – fechei os olhos por uns segundos respirando fundo, isso não é certo.
Harry: Você nunca contou que tinha outra irmã. – voltou a andar pela plataforma. – Isso é certo, Justin?
Eu: Ninguém nunca perguntou sobre ela.
Harry: E o que você queria que eu fizesse? – comecei a segui-lo – Então, você tem três irmãs, tem mais alguma dissimulada na família?
Eu: Hei, não fala assim. Por mais loucas que elas podem ser, são minhas irmãs.
Harry: Ah, cl…
– AH MEU DEUS, TEM ALGUMA COISA NOS TRILHOS.

        Uma garota começou a gritar enquanto apontava pros trilhos, comecei a correr na direção dela e Harry veio junto tentando me acompanhar, parei próximo a menina e desesperada ela apontava pra um tipo de cesto que estava perto da parede do outro lado dos trilhos, um pano cobria o cesto, era mais pra uma cesta de piquenique. Harry puxou o meu braço com força e os seus olhos estavam arregalados enquanto paralisavam na tela do celular e mais uma mensagem que dizia “Ai está sua criança, você pode salvá-lo se quiser, mas apenas um sobreviverá, quem você escolhe, Harry?”

Eu: Não pode ter uma criança ali. – falei ainda sério, eu queria acreditar que não tinha nada lá, mas eu também não poderia esperar os cinco minutos que faltava pra um trem chegar pra que eu visse ou não visse sangue por todo o trilho. Respirei fundo e Harry permanecia em choque, várias pessoas já começavam a se aproximar pra assistir a cena, enquanto todos gritavam assustados e desesperados uma inundação de nada passou na minha cabeça, eu não sabia o que fazer, era como se meu cérebro tivesse sido invadido por uma ventania.
Harry: Justin…

        Harry mau conseguia falar, gaguejava e os olhos arregalados na direção do cesto me dava uma vontade de jogar ele nos trilhos também, seus olhos já lacrimejavam, como conseguia ser um fracote? Eu também não poderia dar um de herói, mas era a única alternativa no momento, ou era, ou era.
Tirei a jaqueta que usava e joguei em cima de Harry antes de pular nos trilhos e escutar mais um monte de gritos, normalmente eu estava acostumada com eles, mas nesse momento eu queria dar um jeito dessas mulheres calarem a boca, porque estavam me deixando aflito, olhei pros dois lados antes de atravessar os trilhos e quase cair de tão confuso que era aquela montagem, não escutei nada além de gritos, isso significava que o trem não estava tão próximo assim, retire o pano de cima do cesto assim quando me aproximei e realmente tinha uma criança ali, o cordão umbilical dela não tinha nem sido cortado até o momento e ainda tinha pouco de sangue por seu corpo, era totalmente recém-nascido, de um dia, ou de poucas horas atrás. Me desesperei, e a primeira coisa que fiz foi checar se aquela coisa pequena tinha pulso, e depois de me concentrar e parar um pouco de tremer notei que o coraçãozinho batia bem pouquinho. “JUSTIN” escutei Harry gritar, agora ele havia reagido, talvez fosse calor do momento e ele ficou todo paralisado, mas agora ele parecia ter caído na real, com os joelhos no chão e os braços esticados pra frente ele pedia pra eu levar a criança, peguei o cesto do chão e andei com o maior cuidado sobre os trilhos, entreguei ao Harry. “ME PUXA, HARRY” gritei assustado, eu não queria ver um trem passar por cima de mim, de jeito algum, eu não queria morrer assim, mesmo ter sido um herói eu queria sobreviver muitos anos ainda.
        Eu juro que senti todo o meu passado passar diante os meus olhos quando vi Harry ponderar se ia me ajudar a subir ou não, ele por alguns segundos ficou pensativo, mas aqueles olhos grandes e verdes arregalados não era porque ele estava pensando se salvava a minha vida ou não, foi porque na parede atrás de mim tinha um grande alarme vermelho que acendia quando um trem estava chegando a estação, isso era pra fazer as pessoas ficarem um passo atrás da linha amarela, cujo eu estava a quase cinco metros de distância.

Harry: Justin, não consigo. – ele tremia. Desesperado.
Eu: PUXA A PORRA DA MINHA MÃO. – gritei mais desesperado que ele, o mesmo esticou as mãos pra me pegar e tentou me puxar, ele chorava muito e tremia tanto que era incapaz de conseguir me puxar, escorreguei na primeira tentativa e tentei manter a calma, mas não daria certo se somente eu tivesse fazendo isso. – Solta, Harry. – pedi e Harry me olhou com mais medo ainda.
Harry: O quê?
Eu: Eu nunca vou conseguir subir.
Harry: ME AJUDEM. – ele gritou pras mulheres que tinham ali, mas era praticamente inútil, tinham quatro pessoas, cinco com o Harry, uma era uma garota de 15 anos, a outra era uma senhora e junto dela sua neta de 10 a 11 anos, e a outra uma mulher de olhos puxados, não adiantaria nada, elas quatro juntos dá a força que o Harry tem todo trêmulo. – Você não vai desistir, não? Ele ainda tá longe, vem?
Eu: Não dá mais tempo, Harry. Eu vou me entregar a luz e morrer feliz por ter-
– Ah, como conseguem ser tão dramáticos? A união faz a força, huh? – um menino loiro empurrou as garotas e sorriu pro Harry, ele se abaixou e esticou a mão pra mim, usava uma blusa vermelha de jogador de futebol. – Esse trem não vai chegar agora, vem pega a minha mão.

        Peguei sua mão e ele me puxou com toda a força que tinha, e eu escorreguei mais umas duas vezes, até que eu tirei os tênis e consegui escalar o muro, o menino me jogou com força no chão e eu senti toda a minha costa doer, mas vale mais uma dor nas costas do que um trem em cima do meu rosto.

Eu: Me senti em um filme de suspense!
– Eu me senti em um filme de drama. – o garoto murmurou sentado do meu lado.
Harry: O que você está fazendo aqui?
Eu: Você conhece esse menino?
Harry: Dean não é? – o menino loiro assentiu com a cabeça, ele respirava ofegante.
Dean: Vou visitar os meus pais na cidade vizinha, estava saindo do banheiro quando vi o drama de vocês.
Harry: Drama? O trem ia matar ele!
Dean: Da mesma forma que matou até agora né? Cadê o trem? – ele tinha razão.
Harry: Mas ascendeu o botão vermelho.
Dean: Sim, indica que ele chegou no final da linha, não que ele está vindo, não estamos em Londres, as plataformas daqui ainda não tem toda essa tecnologia pra avisar quando o trem tá chegando.
Eu: Oh! Me exaustei emocionalmente a toa.
Harry: Achei que você ia dizer que me amava.
Eu: Nunca faria isso. – me joguei no chão.
– Uau, você foi o herói dessa pequena garotinha. – disse uma das mulheres pra mim pra mim, ela olhava pro cesto no chão.
– Com certeza foi. – disse a mulher mais velha, olhei ainda deitado para a plateia que nos olhava e percebi então que a mulher dos olhos puxados, quase japonesa tinha o iPhone dela virado na nossa direção nos filmando.
Eu: Para de filmar isso antes que eu levante e jogue você no trilho. – murmurei e fechei os olhos, escutei Dean e Harry rir. Não falei brincando.

*** 

Eu: E você ainda achou que a pessoa que envia essas mensagens pra você estava com a consciência pesada. – murmurei do banco de trás, meu coração ainda acelerava bem rápido, com tudo que aconteceu eu mal conseguia dirigir. Dean disse que poderia visitar os pais outro dia e ofereceu de nos levar pra casa.
Harry: Eu estou cansado disso. Sério, eu não aguento mais.
Dean: Do que vocês estão falando?
Eu: Nada. – suspirei irritado e olhei pro cesto ao meu lado. – E como vamos fazer pra cortar o cordão umbilical dessa criança sem perguntarem pra gente de onde tiramos?
Harry: Achei que Camila poderia ajudar.
Eu: Como? Ela não é parteira, médica ou algo do tipo, ela se desespera quando estoura uma espinha. E nem adianta pedir a Lucy, ela acha que enfiando o dedo cortado na boca faz o sangue voltar pro corpo.
Harry: E não faz?
Dean: Não faz?
Eu: Oh meu Deus, eu não acredito.

From Doncaster - Capítulo seis.

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Capítulo seis – Oops
SeuNome P.O.V’s

          Senti um incomodo nas minhas costas e um gosto ruim na minha boca, abri os olhos aos poucos coçando-os, a janela estava aberta e os raios do sol bateram no meu rosto com força me deixando um pouco desnorteada, percebi então que estava dormindo de ponta cabeça na cama, os meus pés estavam em cima do travesseiro e a minha cabeça sem apoio algum. Espreguicei-me na cama e foi quando senti todo o meu corpo doer, minha garganta deu sinal de ardência e estava seca, minha cabeça latejou aos poucos e o meu nariz… bom, escorria feito uma cachoeira urgente, gemi de dor e escutei um suspiro vir de algum lugar do quarto, por debaixo do edredom estiquei o meu pescoço pra fora e ainda sentindo o incomodo da claridade em meus olhos, vi Zayn parado na janela, de costas para mim, usava a mesma jaqueta de ontem, os cabelos estavam em um topete perfeito e seus lábios se moveram pra frente em um biquinho deixando uma pequena abertura aonde saiu uma quantidade grande de fumaça, olhei diretamente pra sua mão e ali tinha um cigarro, eu odiava saber que ele fazia isso, eu nunca fui a favor de bebidas alcoólicas e nicotina, meu pai levou esse problema com ele por muito tempo, e tive que ver a minha mãe sofrendo com ele chegando bêbado em casa, e fumando dentro de casa deixando a mim e a minha família doente. O ruim do fumante, é porque ele não consegue se matar sozinho, então você não pode simplesmente abandoná-lo em seu vício e deixar que ele morra sozinho, assim como acontece com o álcool e as drogas ilegais, o cigarro mata o usuário e a todos que estiver em volta que inalar sua fumaça, ótimo não?
          Levantei aos poucos sentindo o meu corpo rejeitar os meus movimentos, todos os meus ligamentos estavam se soltando e os meus músculos explodindo, era uma dor sem igual, tive que respirar pela boca porque a situação que o meu nariz se encontrava era deplorável. Eu deveria saber que aquela brincadeira infantil entre mim e Louis traria consequências, consequências horríveis. A minha cabeça explodiria, e bom, minha garganta ardia como se eu tivesse arranhado as paredes dela. Assim que consegui encostar minhas costas no guarda-roupa, fiquei observando Zayn da janela, ele não parará de fumar o seu cigarro, mas também não dissera nada até agora e nem se quer havia me olhado, ele parecia concentrado em alguma coisa e… como ele entrou aqui? Tive quase certeza que tinha fechado a janela, não… eu tenho certeza que fechei a janela. E em meio a minha análise senti tontura, droga, tudo menos tontura, repulso e então não dava para aguentar mais, meus olhos pareciam revirar, eu sei que os arregalei antes de impulsionar o meu corpo pra frente e em somente uma tentativa tinha vomitado todo o meu jantar no chão.
          Com o cigarro agora preso em seus lábios pressionados, Zayn veio na minha direção, tirou a coberta de cima de mim e me puxou, senti o meu corpo rejeitar novamente os meus pensamentos, inclinei o corpo pra frente novamente e vomitei mais uma vez, senti uma sensação estranha, e sabia que ainda tinha mais pra sair. Zayn me ajudou a levantar da cama e desviar do que eu já tinha feito e em segundos eu me ajoelhei no chão do banheiro e enfiei o meu rosto dentro do vaso sanitário deixando tudo o que queria deixar lá dentro, senti Zayn mexer nos meus cabelos, me ajudando.

– O que você andou fazendo noite passada? – questionou ele, eu já estava um pouco melhor, apoiei minha mão na tampa do vaso e olhei de lado pra ele, ainda sentindo tontura. – Sua roupa está toda molhada no chão do banheiro, o que você fez?
– Eu… ah… – senti ânsia e parei de falar por um tempo, suspirei fundo e Zayn parecia irritado. – Pulei na piscina com o Louis.
– E o que deu em você, ontem fez menos graus negativos, achou que era que tipo de super herói, SeuNome? – parecia autoritário, mas eu sabia que ele estava preocupado.
– Desculpa, eu desafiei ele e ele me jogou lá.
– Eu sabia… eu sabia que deixar você sozinha naquele lugar não era bom. Não era bom te deixar com aqueles garotos na verdade. – soltou os meus cabelos com agressividade. – Eles não são boa companhia.
– Pelo que ouvi falar, você também não. – murmurei baixo e o vi me olhar desacreditado. Merda, mudei de expressão e suspirei pronta pra começar a mudar a minha fala.
– Não acredito que você disse isso. Você acredita no que eles dizem?
– Eu não conheço você. – murmurei um pouco mais irritada, do chão ainda eu estava e com vontade de vomitar também.
– E o que você acha que eu vou fazer? Vou estuprar você? Eu já teria feito se fosse um estuprador, assim como estripar você, ou sequestrar você. Eu não sou nada do que eles falam, assim como você não é a santinha que relataram naquele site idiota do Louis.
– Ah, então você acha que eu sou o quê?
– Não sei mais o que pensar sobre você, quando conheci você, parecia diferente. Não me dedurou pra ninguém, não me bateu e não me tratou com ignorância. Mas você é igual a qualquer outra garota, ficou a fim do garoto mais popular da escola e está sendo fútil fazendo o que ele pede, como aquele jogo de cartas. – movi os braços e falava com raiva, gritava na verdade, estava bem irritado.
– VOCÊ ME AJUDOU. – gritei.
– Não te ajudei, SeuNome. Eu te devia uma, você me deixou ficar aqui enquanto aquela menina me procurava. Eu te devia uma, não devo mais. Espero que você cresça e pare de fazer besteiras que prejudicam a sua saúde, como esse resfriado, você veio aqui pra estudar, e precisa terminar os estudos, mas pelo jeito, ficará uma semana sem os trabalhos.
– Você deveria ser aquele amigo que não liga pra essas coisas.
– Bom, eu não sou nenhum dos dois. – falou baixo passando pela soleira da porta. – Nem aquele cara que não liga pras essas coisas, e nem seu amigo.

          Nossa, aquilo tinha doído feito uma faca enfiada com força no meu peito, o enjoo e ânsia tinha até passado com isso, meus olhos estavam arregalados e encarei os olhos castanhos de Zayn, sua boca pressionada e ele segurava o resto do seu cigarro no meio dos dedos. Não dava para saber o que ele tinha com sua expressão, diferente das outras pessoas, ele não costuma demonstrar muito, o que complica muito pra mim que estava aprendendo a socializar. Mas nesse momento eu queria entender essa situação, eu não entendia, ele tinha me ajudado, e parecia estar bem comigo, até eu ter contado o que havia acontecido.

– Aonde você vai? – questionei quando o vi dar as costas.
– Resolver algumas coisas. – murmurou baixo quase inaudível e sumiu da minha vista por completo, escutei o barulho da porta batendo e depois o silêncio voltou pra me dizer um “bem-vinda de volta”.

*** 

          Debaixo do edredom meus dedos moviam-se freneticamente enquanto eu digitava uma mensagem pra Harry, já eram quase seis horas da noite e eu estava me entupindo de comprimidos, minha cabeça já não doía como antes e eu não sentia mais enjoos. A televisão do quarto estava ligado em um episódio qualquer de Friends e a minha colega de quarto, Sophia, cantava alguma coisa estranha enquanto tomava banho, ela havia me dado os remédios e me ajudado quando chegou e me encontrou pegando fogo e estirada perto da janela tentando tomar ar. “Eu preciso do número dele” mandei novamente pra Harry, eu estava insistindo que ele me desse o número de Zayn e agora que os dois aparentemente se falam, Zayn disse a ele pra não passar o número pra mim, eu não sabia qual dos dois era mais infantil, se era Zayn me negando seu número, ou Harry fazendo o “amigo fiel” e deixando que Zayn desse ordens nele, aposto que Harry me daria o número se Zayn não tivesse o obrigado a não me dar.
          Por volta das onze horas, minha concentração estava na televisão e em Skins, reprisado que passava, Effy conseguia tudo o que queria sem precisar fazer muito esforço, era interessante como ela manipulava as pessoas, tinha as pessoas diante seus pés, e mesmo assim era impossível odiá-la. Meu edredom estava jogado no chão e eu me remexia incontrolavelmente na cama feito uma criança de três anos que não tem nada pra fazer. Senti a cama vibrar e tomei um susto quando isso aconteceu, sentei-me com urgência e senti tudo girar em 360, suspirei fundo e olhei pra parede esperando isso passar, mas percebi que não tinha tanta paciência assim, e virei-me a caçar o celular que vibrou, tateei toda a cama e o encontrei debaixo da minha calça de pijama que eu tinha tirado por ter ficado com calor, consequência de uma febre alta. Desbloqueei o celular e um número desconhecido havia me mandado mensagem, três emoticons, todos com a mesma feição mas eram de cores diferentes. Bom, as carinhas não eram lá sorrisos, então imaginei que poderia ser Zayn, e clicando sobre “detalhes” pude ver a foto dele ao lado de seu número que eu não tinha salvo no meu celular, desesperei e aflita me ajoelhei na cama sorri sem jeito e olhei bem os emoticons, ele queria deixar bem claro o que estava sentindo e por isso entrei em seu jogo, mandei três emoticons do mesmo jeito que ele, só que as feições do meu eram tristes, o primeiro chorava, o segundo fungava e o terceiro parecia aflito. E em segundos depois ele me havia enviado mais três emoticons, sorri, mesmo que os emoticons fossem tristes. E novamente entrei na brincadeira enviando mais três emoticons, e depois disso ele demorou muito pra continuar, eu já me encontrava totalmente torta em cima da cama, o quarto iluminado apenas pela televisão, joguei meu corpo na cama e inclinei ele pra frente ficando com metade do corpo pra fora da cama e apoiando minha mão no chão, encarava o celular esperando a resposta de Zayn vir, mas parecia que ele não ia responder mais. Eu fui infantil? O que eu fiz? Olhei novamente aquela conversa a base de emoticons e não vi nada demais, ele estava “demonstrando” o que estava sentindo e eu também, talvez se eu tivesse colocado a carinha de enjoo, seria menos infantil. Eu acho.
          E quando eu estava quase dormindo escutei o celular vibrar no chão, em um choque de realidade pulei da cama e estiquei os meus braços apanhando o celular e desbloqueando com urgência, ai meu Deus, ele tinha mandado uma sequência de emoticons, que eu particularmente não entendi, fiquei olhando aquela sequência de mensagens subliminares por um longo tempo sem conseguir entender se quer uma mensagem, suspirei fundo e copiei os emoticons e enviei pro Harry dizendo que Zayn havia me enviado e Harry respondeu dizendo que já me responderia, e depois de tanto esperar, quase beijando a parede gelada ao meu lado, Harry respondeu com. “Acho que ele quis dizer que gosta de você.” Como assim gosta de mim? Não faz sentido. Na verdade… pode fazer.


          “Os primeiros querem dizer que aconteceu de repente, quando ele te viu, ele se apaixonou por você, e então tem o rostinho com olhos de corações, e depois vem esse negocio vermelho, que significa que ele não para de pensar em você, junto com o macaquinho com os olhos tampados, e depois tem os dois rostinhos envergonhados que significa que ele tem vergonha de te contar isso porque pode quebrar o coração dele.” Não podia ser.

– SeuNome… – A voz do Harry ecoou pelo quarto e eu ergui a cabeça o vendo na minha frente, de calça listrada e camiseta escura. – Você não respondeu.
– Eu… – permaneci com a expressão que estava, boca semiaberta e os olhos arregalados. – Não sei mais nem o que pensar.
– Ele acabou de revelar que gosta de você, SeuNome.
– São só emoticons, Harry. – murmurei e tentei ficar em pé, mas me deu tontura, desisti.
– Ah para, ele não te enviaria a toa. Responde ele.
– Com o quê, Harry?
– Com o que você sente por ele. Deve sentir algo não é?
– Não… é muito rápido. Eu conheço ele só por um dia.
– Idai, não me diga que você não ficou com alguém na primeira vez que a viu. – ele se espreguiçou e se jogou na cama a minha frente, bom, a minha colega de quarto tinha que chegar logo porque os meninos estão tomando conta do seu lugar.
– Já mas…
– Blá, blá, blá, blá. – murmurava enquanto zapeava os canais da televisão. – Você pode dar uma chance pra ele, que está a fim de você.
– Mas e o…
– Se você falar Louis eu te bato.
– Mas Harry…
– Mas nada, SeuNome… ele é famoso, tem um monte de garotas para ele. Ele não tem só fama por ser bom jogador de futebol, ele tem fama por ser o cara que tem uma meta de pegar todas as garotas. Se ele ficar com você, nenhum outro garoto vai querer ficar…
– Porquê? – perguntei curiosa.
– Porque os garotos não vão querer uma garota que pegou o garoto que pega todas. – franzi o cenho e senti a minha cabeça doer, que merda de raciocínio era esse.
– Mas mesmo assim as garotas querem ficar com ele.
– Porque elas não se importam com o que vão falar delas. – Harry se ajeitou na cama ao meu lado e começou a prestar atenção no filme que passava. – E qual será a sua escolha? O menino que vai ficar com você hoje e te deixar amanhã, ou o garoto que cuida de você por um bom tempo e que gosta de você de verdade.

          Fiquei em silêncio e resolvi não respondê-lo. Me deitei na cama e cobri-me até a cabeça e os meus pensamentos ficaram recheados de Zayn Malik, isso era o dia inteiro, eu não conseguia parar de pensar nele, e eu não conseguia ficar sem pensar nele. E nesses dois dias que ele esteve comigo me fez entender que talvez ele poderia gostar de mim sim, eu não sentia nada por ele, ou talvez sentia um pouco de alguma coisa que eu não sabia explicar o que era, mas, mesmo assim, tinha algo entre a gente e só percebi depois das mensagens. E Harry tinha razão, eu não sei, sinceramente o que Louis quer, e não posso ficar apaixonadinha por um cara que tem todas, afinal eu sou só mais uma que vai ficar apaixonadinha por ele, e eu não queria fazer isso, eu preferia o Zayn, ele é um garoto centrado, não chama a atenção e parece ser bem gentil.

*** 

          Saí da sala de aula e esbarrei em Harry que estava me esperando do lado de fora, segurava sua câmera e estava com o rosto amassado, com certeza, dormiu demais. Com um pequeno aceno ele deu as costas e eu o segui por todo lugar, um monte de pessoas passavam pela gente, conversando, rindo e fofocando, já Harry mexia em seu celular e não havia me dito nada. Depois de tanto andar, entramos em um corredor que eu particularmente não conhecia, ele estava quase vazio, ali não tinha armários, somente salas e depósitos, e no fim desse corredor tinha uma porta dupla por onde acabara de passar dois adolescentes, Harry os cumprimentou e logo chegamos na porta aonde ele abriu pra mim e deu espaço que eu passasse, parei do lado de fora e ficamos de encontro com milhares de adolescentes, conversando, fumando e rindo. Percebi que aquele lugar não era o meu lugar, ali só tinha fumantes e Meu Deus, eu não estava me sentindo bem. Ainda estava gripada, mas eu não podia perder as aulas então resolvi sair de casa, mas foi uma decisão horrível, sinto o meu estômago de cabeça pra baixo e a minha cabeça latejar tanto que me sinto em uma obra infinita. “Me encontre no fundo da escola, no campo especial, Harry saberá qual é” dizia a mensagem que eu havia recebido de Zayn a quase dez minutos atrás, enviei pra Harry e ele disse que me ajudaria a chegar lá. Ao olhar pro lado eu pude ver o resto do campo, aquele aonde fica os demais adolescentes, não era tão longe assim, e dava pra eu correr pra lá caso algo desse errado.

– Ele está ali. – Harry sussurrou inclinando seu corpo pra trás e apoiando seu rosto no meu. – Vai lá.
– Eu não sei o que dizer… – murmurei com a voz trêmula e olhei pras minhas mãos, eu tremia. Harry riu pelo nariz e segurou meu rosto.
– Seja você mesma. Diga que você gosta dele… ou pode chegar beijando ele.
– Não. – tirei as mãos dele do meu rosto e me afastei. – Não vou chegar beijando ele, que tipo de garota eu seria?
– Eu sei lá. – deu ombros e olhou pros lados fazendo careta. – Eu tenho asma.
– Eu já sei. – respondi sem importância e ele me olhou cerrando os olhos. – Vou fazer o quê?
– Se vira, estarei daquele lado pra tirar uma foto de vocês se beijando pra guardar pra você depois. – antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa ele fugiu de mim indo pro lado esquerdo o oposto de onde Zayn estava e o oposto do resto do campo.

          E então era a minha deixa, respirei fundo e dei dois passos antes de parar e analisar se estava fazendo o certo, respirei fundo mais uma vez e dei mais dois passos, mas que merda estava acontecendo comigo? Eu não sei mas, por algum motivo eu sentia algo estranho, algo como meu subconsciente gritando pra eu não ir, algo como um sexto sentido dizendo que não daria certo. E então inúmeros pensamentos estranhos rechearam a minha mente. “O que ele viu em mim?” “O que ele quer comigo?” “Céus ele parece tão lindo daqui” e então senti todos os meus músculos rejeitarem e eu queria dar as costas, nunca namorei alguém tão bonito, sim, eu era dessas, dessas que acham que não são suficientes, mas não que eu tivesse todos esses pensamentos todas as horas, eu me achava bonita, mas era um caso diferente quando se tratava de alguém que você acha incrivelmente lindo mesmo que as outras pessoas não acham isso.

“O que você está esperando, parada ai feito uma estátua” 

          Recebi a mensagem de Harry e olhei pra ele de soslaio, parado do outro lado ele estava em pé, a camisa listrada aberta um pouco abaixo do peito deixando seus riscos de tatuagem aparecendo, os cabelos amassados e ajeitados do jeito que ele conseguiu ajeitar, com as pontas onduladas e assim embaraçadas. Ele fez um sinal de positivo com o dedão e eu forcei os lábios na tentativa de tentar ser convicta como ele, de tentar me convencer da forma que ele estava convencido. Novamente eu respirei fundo e isso já me irritava, olhei pra Zayn, quieto ao lado de dois amigos, olhando pro chão e as vezes pro celular, esperando uma mensagem minha? Será? Bom, foi isso que me deu coragem, dei todos os passos suficiente pra chegar até ele, e quando parei em sua frente um dos garotos ao seu lado soltou um som estranho com a boca e falou alto “o que ela quer?” Zayn olhou pro garoto e depois pra mim, notando a minha presença ali, um passo a frente e eu um passo atrás. Logo nós estávamos afastados dos seus amigos. Zayn parou de andar e olhou o cigarro, aquele negócio queimando aos poucos me irritava de certa forma.

– Zayn eu… – nossos olhares se encontraram, da mesma forma que se encontrava antes mas dessa vez o choque foi diferente, a sensação foi diferente, era como se eu pudesse ler seus pensamentos, era como se poderia dizer que fossemos de fato compatíveis. Ele esperou eu terminar de falar, mas eu só conseguia olhar pra ele e pensar: como ele veio parar na minha vida? – Queria conversar com você sobre…
– Olha SeuNome… – me interrompeu. – Eu não sei o que deu em mim pra te tratar daquele jeito, eu não quis brigar com você eu juro… – pausou e eu fiquei o olhando, meu coração bateu tão rápido que achei que ele ia sair voando por minha garganta. – Queria não ter agido daquela forma, falei tanto de infantilidade e acabei sendo um idiota. – sorriu sem jeito. Tomei coragem e com aquele sorriso comecei a falar.
– Zayn, eu queria falar com você sobre as mensagens que você me enviou e eu…
– Que mensagens? – franziu o cenho e inclinou o corpo pra frente.
– Os emoticons que você me enviou ontem a tarde – foi a minha vez de franzir o cenho, juntei as sobrancelhas e curvei a cabeça pro lado, mas o que estava acontecendo?
– Hum… emoticons? E o que eu te enviei? – perguntou de uma forma estranha, ele estava jogando?
– Bom… – engoli a seco. – Harry disse que era por você ter amor a primeira vista e…
– SeuNome acho que você… – ele tentou falar.
– Que babaca. – uma garota apareceu do meu lado sorrindo e mais duas com ela, uma delas segurava uma câmera e parecia me filmar, fiquei totalmente confusa. – Você achou mesmo que Zayn se apaixonaria por você? – ela perguntou colocando uma perna na frente da outra e me olhando autoritária.
CONTINUA...

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O que te torna linda (Parte dois) - Capítulo quatro.

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Capítulo Quatro. – Será minha.
Lauren Bieber ON. 

        Era quatro e trinta e seis da manhã quando recebi uma ligação de Carl um cara que cuidava do jatinho que meu pai tinha deixado pros filhos, Justin tinha embarcado junto de duas garotas, Ah meu Deus, não quero imaginar quem são as outras duas garotas, Carl só conhecia Justin por uma foto que eu tinha mandado colocar em uma camiseta quando o bonitão ficou famoso, porém nós não eramos tão amigos assim, não da maneira que ele era intimo de Camila, eu sempre fui a irmã mais afastada, digamos que com 12 anos papai resolveu que seria bom que eu fosse pra Nova York estudar em uma escola só para garotas e então eu me afastei dos meus irmãos, não mantinha contato e quando voltava para a ação de graças eles estavam todos brigados entre si, porque essa era a minha família, não tinha um dia em que eles estavam bem consigo mesmo, não tinha um dia que eles deixavam a orgulha de lado e se davam bem, então eu parei de visitá-los e nós praticamente nos tornamos desconhecidos. Eu via a Camila entrar no quarto do Justin sem entrar e via a Lucy pegar roupas emprestadas dela sem pedir, mas eu não conseguia fazer aquilo e eu nunca soube quando foi que eu fiquei tão afastada deles que praticamente não sentia mais que eles eram meus irmãos, minha família e tudo foi ficando cada vez mais confuso e quando me dei conta eu já não mantinha contato com eles e nós nem sabíamos como se cumprimentar quando nos víamos nas festas de Natal que eles compareciam.

– Lauren? – empurrei a porta do escritório e vi Maike um garoto que trazia café para os meus chefes, ele costumava chegar bem cedo pra arrumar tudo, ele era mais um estagiário. – Já chegou?
Eu: Sim, tenho notícias que preciso publicar antes que mais alguém publique.
Maike: Ah é? E é sobre quem?
Eu: Meus irmãos.
Maike: Bom eu entendi que você tem uma notícia e que logo todos vão querer publicar e por isso você está aqui as cinco e meia da manhã, mas não entendi porque os seus irmãos?
Eu: Justin… – bufei – Justin Bieber é meu irmão.
Maike: O QUÊ? – ele praticamente voou do cubículo na minha direção, arregalei os olhos e tentei ser amigável, sentei-me na poltrona e liguei o computador. – Como assim, Justin Bieber é seu irmão?
Eu: Sendo irmão, ué.
Maike: E aquela gostosa da Lucy também é? – balancei a cabeça que sim. – Cara, fala sério e por quê nunca ninguém falou isso antes?
Eu: Porque ninguém nunca se interessou em saber o meu nome inteiro. E também porquê eu não quero que me deem oportunidades porque meus irmãos são famosos.
Maike: Como que eles são famosos e você não?
Eu: Nem todos os produtos de uma fábrica saem perfeitamente perfeito.
Maike: Não diz isso, Lauren.
Eu: Qual o problema, Maike? Mas um dia eu vou ser uma das melhores editoras da Inglaterra, agora com licença preciso fazer a minha notícia que eles vão imprimir os jornais em uma hora e a capa tem que ter eles. – revirei os olhos.
Maike: E qual vai ser a notícia senhora Bieber?
Eu: Você vai ler. Agora liga para o Maicon e fala esse endereço pra ele, diz que eu preciso de pelo menos, duas fotos dos três Biebers. – entreguei um papel a Maike com o endereço em que eles embarcariam, Carl disse que outros fofoqueiros já estavam sabendo que eles iam embarcar lá e o aeroporto estava lotado, mesmo assim eu precisava das fotos para colocar no jornal, eu tinha mais notícia, afinal ser irmã deles tem suas vantagens.


        E em mãos eu tinha o primeiro jornal, talvez o segundo mas era uma das primeiras pessoas a ver a minha notícia, na primeira página do jornal de Wells, não era lá grande coisa, mas eu tenho certeza que as pessoas comprariam esse jornal quando vissem a notícia, depois de alguns rumores de que Justin estava envolvido com coisas pesadas que ninguém acreditava ser real todo mundo ficou paralisado nessa ideia e veio a ser uma grande notícia, mas ultimamente eles nem pensam mais nisso, o garoto canta, dança, faz sucesso com seu talento, as pessoas não querem saber de onde ele conseguiu tudo isso e o que ele tenha feito pra ter.

Maike: Como você tem olho azul, Lucy também e Camila e Justin tem olhos castanhos?
Eu: Mães diferentes? – dei ombros e coloquei o jornal sobre a minha mesa e andei até a sala de cafés Maike: me seguia, o lugar cada vez se enchia de empregados. – Eu e Lucy somos irmas da mesma mãe e Camila e Justin são gêmeos de outra mãe.
Maike: Isso só fica melhor a cada vez que ouço. – sorri pra ele, parecia tão animado com a história, eu não. – Você vai vê-los?
Eu: Não.
Maike: Ué? Qual o… – meu telefone começou a tocar, tive que conferir se ninguém estava olhando pra que eu pudesse atender, número sem identificação, rezei pra que não fosse aqueles meus irmãos.

“Alô?” – falei com a voz quase trêmula, andei em direção ao banheiro e chequei pra ver se tinha alguém.
“Olá, você é a Lauren?” – uma voz grossa do outro lado da linha soou, eu me arrepiei inteira.
“Sim… quem fala?”
“Ah claro, sou Zayn…” – Ai meu Deus, só conhecia um Zayn e não poderia ser ele. Mas com certeza era, aquele sotaque te entregava, me arrepiei mais ainda. Perdi boa parte do que ele dizia, mas ouvi o final “… Precisava que você viesse aqui, ela precisa do seu apoio, ela chama por você.”
“Mas o que houve com ela?”
“Venha aqui no hospital, vou te enviar o endereço por mensagem, você não precisa passar na recepção, entre e venha direto pro quarto dela. É melhor nós te contarmos aqui”

        Ele desligou antes que eu pudesse dizer alguma coisa, tudo ficou bem confuso na minha mente, SeuNome estava em um hospital e precisava de mim, era oito e meia da manhã em duas horas eu precisava ir pra faculdade, mas o que importa que tenha acontecido eu prefiro ficar ao lado dela, já que nos últimos meses ela tem ficado do meu lado contudo que aconteceu. Traição vinda de namorado, mentiras, e aqueles telefonemas estranhos que aconteciam durante a madrugada, ela até dormia comigo quando me sentia sozinha e com medo, ela tinha sido mais irmã do que aqueles que eram de verdade.
        Eu sabia que o meu trabalho já estava feito, eu sabia que também tinha que ficar, mas me ousei a ir até o hospital, disse pra Maike segurar qualquer problema que desse e que ele poderia ligar pra mim se fosse necessário. O hospital não era longe dali, e em minutos eu já estava atravessando o portão de entrada, tinha alguns carros de luxo na entrada e aquilo não pareceu muito bem a meu ver, subi as escadas, Zayn tinha enviado a mensagem, era estranho eu dizer Zayn, porque ele fazia parte de uma das minhas bandas favoritas e isso me deixava um pouco com medo do que eu fosse encontrar lá em cima, além de que me deixava ansiosa e desesperada, afinal não se encontra um ídolo todos os dias, mesmo sabendo que a minha amiga era namorada de um deles, e o meu irmão fazia parte deles, mas eu não vivia nesse mundo então ainda era tudo confuso e novo para mim.

        Sai do elevador junto de uma menina de cabelos vermelhos, ela parecia impaciente e batia o pé com força no chão, ela estava bem impaciente e quando saímos do elevador ela praticamente correu e parecia ir pro mesmo lugar, parecia não, ela estava indo pro mesmo lugar. Depois de virar quase dois corredores, vi Zayn no fundo do corredor, de frente pra porta com um copo de café e o celular na orelha, foi quando meu celular começou a tocar e eu preferi não atender, ali também estava, Liam Payne, Deus do céu, mais bonito pessoalmente, Louis Tomlinson que segurava uma criança com cabelos lisos e castanhos claro no colo, Niall Horan de boné e jogado em cima de um dos bancos enquanto devorava um pacote de batata, achei que isso era mito e que talvez não acontecesse mais, qual é, 2015 as coisas mudaram, mas eu ainda me apaixonava só de saber que não mudavam e Harry não estava ali, o que não sei dizer se era decepção.

Zayn: Ai está você. – ele sorriu. E eu quase morri, ele sabia quem eu era?
Eu: Sim. – falei ainda toda confusa, eu queria abraçar ele, e sei lá mais o que, mas me controlei e com uma expressão séria tentei parecer adulta. – O que houve?
Zayn: Como eu vou te dizer isso…
Louis: Eu digo. – ele levantou e deu a criança na mão da menina ruiva do elevador de minutos atrás. – a SeuNome tava grávida de 8 meses, você…
Eu: Eu sei.
Louis: Certo, ela perdeu o bebê. – arregalei os olhos e achei que poderia ser mentira, mas a One Direction não estaria reunida em um corredor de hospital pra fazer uma brincadeira comigo. – E ficou confusa, assustada, é o segundo bebê que ela perde e ela já tinha uma relação e afeto com esse e agora ela tem esses apagões, não quer falar com ninguém, as vezes esquece quem é, e só quer falar com você, Lauren, Lauren, Lauren… é isso que ela fica repetindo. Harry achou bom que você viesse talvez progredisse.
– CADÊ ELA? – eu ia começar a falar e como sempre, um Bieber vem e me atropela, eu sabia quem era só de ouvir aquele grito, Zayn bufou e Niall se ajeitou no banco todo assustado. – Eu preciso ver ela… e o que você tá aqui? – me olhou como se eu fosse aquele ser que não deveria estar ali.
Zayn: Olá, Camila. – falou sarcástico e a vi revirar os olhos.
Camila: Não é hora, cadê a SeuNome?
Zayn: Vocês nem eram tão amigas, o que tá fazendo aqui?
Camila: Fui eu que juntei ela com o Harry? Eu ajudei ela boa parte das vezes, eu sou a amiga que todos querem ter.
Louis: Sério? – ele estava irritado e não parecia ser o único.
Zayn: Só a Lauren tem autorização pra entrar lá.
Camila: Como? – parecia irritada também. – Afinal que merda você está fazendo aqui?
Eu: Fala direito comigo, Camila. – me curvei sobre ela, sempre fui mais alta que ela, além de mais velha também. – Eu sou amiga da SeuNome, uma verdadeira amiga, alguém que não foi falsa ou algo do tipo.
Camila: Ah, claro. Grande amiga, que coincidência você ser jornalista e ser amiga logo de uma garota que é namorada de um cara ultrafamoso. Nossa! – fiquei irritada, juro que meu punho doía de tanta força que eu fazia com ele. – Você é uma f…

        Eu não sei o que deu em mim, mas lembro de ter dado um tapa forte no rosto de Camila, ela tentou vir pra cima de mim e acabou acertando um chute na minha perna, eu tentei devolver ele mas Louis entrou na minha frente me empurrando pra longe enquanto Zayn segurava a Camila que não dizia nada enquanto eu gritava tudo o que eu tinha de sem sentido na minha cabeça, e ficou naquilo, ela me olhava com aquele olhar psicopata enquanto eu gritava com ela. E então parei de gritar e olhei pra ela, senti vontade de chorar, mas não quis fazer isso, a porta do quarto de SeuNome estava aberto e ela olhava pra cá, com os braços estirados sobre a cama e com os olhos arregalados, provavelmente assustada, me soltei de Louis com brutalidade e olhei pra Camila com raiva segundos antes de entrar no quarto da SeuNome e fechar a porta.

Eu: Oi.
SeuNome: O que estava acontecendo lá? E quem era?
Eu: Ninguém. – sorri pra ela. – E nada aconteceu, agora vamos conversar.
SeuNome: Eu estou confusa. – ela deu as costas pra mim, o quarto era bem grande e de luxo, acredito que Harry tenha pago.
Eu: O que houve?
SeuNome: Roubaram ela de mim…
Eu: Como assim?
SeuNome: Levaram a minha filha, Lauren. – ela virou na minha direção e chorava, em segundos ela se aproximou e se jogou sobre o meu ombro chorando. – Eles mataram ela… eu… eu… eu… não sei viver assim… eu preciso de ajuda… quero morrer.
Eu: Ei, Ei. Ninguém matou a sua filha, tudo bem… vai ficar tudo bem, isso acontece várias vezes com várias pessoas, elas tem problemas no útero e por isso tendem a ter dificuldades para terem filhos.
SeuNome: Não é verdade.
Eu: Claro que é verdade.
SeuNome: Mas alguém queria o meu mal, Lauren. Eles querem me matar, mas não fisicamente, e sim psicologicamente.
Eu: SeuNome você é inteligente pra saber que ninguém quer seu mal, coisas ruins acontecem o tempo todo, olha eu, sou a ovelha negra da família, trabalho em um escritório enquanto os meus irmãos são modelos, dançarinos e cantores, eu deveria ser de Hollywood também, mas estou aqui em uma pequena cidade da Inglaterra fazendo jornais e ganhando menos de um salário-mínimo, olhe em volta, coisas ruins acontecem o tempo todo, mas isso é um incentivo para você levantar e ser mais forte e conseguir em frente. Eu entendo que você já passou por muita coisa, mas um dia isso vai acabar e tudo vai dar certo. E imagina, quando der certo nada mais de errado vai vir pra sua vida.
SeuNome: Você acha?
Eu: Claro que eu acho, você vai tentar engravidar de novo e da próxima vez vai dar certo, você deve ter algum problema no útero. Ou o problema pode ser o Harry, então você vai seguir em frente e tentar de novo e quando tentar finalmente sua Louise vai vir.
SeuNome: Lauren? – ela se afastou de mim e eu sequei as lágrimas em seu rosto. – Eu devo ficar longe do Harry.
Eu: Eu acho que sim. – sorri tentando passar segurança e ela sorriu pra mim.
SeuNome: Você pode ficar? – dei ombros e ela me puxou, subi em cima da cama e ela subiu ao meu lado deitando sua cabeça em cima de meus seios, alisei seus cabelos enquanto ela respirava calmamente, sempre gostei de SeuNome, mas sabia que ela era entregue total a Harry e eu não gostava disso, ele a tratava muito mau, mal ligava para ver como ela estava, não a via sorrir como eu a via quando passava em alguma prova, e ele mal a visitava ou falava dela nas entrevistas, ele saia com várias garotas e eu sei lá se ele ficava com ela, mas sinceramente eu acho que ele pegava todas e depois dizia a SeuNome que eram só suas amigas, ele também parecia não gostar dela, ele parecia só estar com ela por conta da gravidez e eu sempre quis que ela separasse dele e talvez essa seria uma boa hora. Além de que seria a chance pra que ninguém desconfiasse que a culpa era minha, eles estavam perdidos demais com os Biebers de volta que lógico que botariam a culpa em Justin ou em Camila, então eu não seria o motivo do afastamento oficial de Styles e SeuNome e finalmente ela poderia seguir em frente comigo sem ter nenhuma criança que faça Harry visitá-la e ascender a chama que está quase apagada em SeuNome.
Eu: Você vai ser minha, SeuNome. – sussurrei quando a vi fechar os olhos, ela mal sabia mas a partir daquele dia eu a faria ver o mundo diferente.