Our Destiny - Capítulo dezenove / 2ª Temporada.

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Capítulo dezenove – Sentirei falta.
E me esconderei no meio das sombras para não enxergar a luz. 
Zayn Malik P.O.V’s 


            Bati minhas costas contra a maca e senti todo o meu corpo doer, minhas mãos tremiam e eu senti um frio por toda as minhas costas, o meu rosto soava muito e eu sentia vontade de chorar com o aperto forte que meu coração estava sentindo, senti como se tivesse algo bem grande batendo com força contra ele a cada segundo e então vinha uma falta de ar. Fechei meus olhos com força e acreditei comigo mesmo que quando abrisse-os eu estaria na Inglaterra com a Camila nos meus braços, rindo de uma piada idiota que eu contei e ela fazendo cara de quem não gostou mas foi a primeira a rir quando ouviu, escutar ela me xingar de idiota e falar que sou um mal piadista, mas quando abri meus olhos eu encontrei um quarto vazio, com duas camas a que estava atrás de mim estava com um lençol novo e arrumado e a na minha frente tinha um garotinho, uma criança tão sábia de palavras e maduro de pensamentos, eu não sabia seus problemas mas ele me olhava como se soubesse o meu. 

Eu: Como você sabe tanto? Você é só uma criança. 
Linch: Eu sei o que eu vejo, eu sei o que eu passo. Eu entendo que tudo na vida a uma necessidade de ser feita, sei que se algo acontecesse é porque tem que acontecer e não há como voltar atrás, não há como interromper essa ação. 
Eu: Eu consigo ver o sorriso dela na minha mente, essa dor é terrível eu quero voltar atrás. 
Linch: Quando William entrou ontem a noite no quarto viu a pulsação da senhorita Homs, ele não fazia isso a dias, mas então ontem fez, e percebeu que estava mais rápida do que as outras vezes, eu fechei os meus olhos por alguns segundos mas quando os abri novamente ele tinha tirado o saco que eu tinha colocado água e então mexeu em uma maleta que carrega com ele. Uma seringa, um pó branco e um pouco de líquido transparente, ele misturou e colocou na veia da senhorita Homs, ela fez um movimento brusco e tentou se mover mas como eu te disse ela estava muito fraca, não conseguia fazer nada a respeito, por isso ela te ligou. Ela me contou que você sempre a ajudava em tudo, desde da roupa, até a autoestima, ela disse que se sentia bem ao seu lado, que você era o herói dela. 
Eu: Era? Como assim, era? – dessa vez senti um enjoo, uma vontade de vomitar e o garoto me olhou preocupado, balancei a cabeça negativamente e andei até o corredor, corri em direção a recepção e me joguei contra o balcão olhando um mapa que indicava onde era a sala de quem, avistei um nome bem grande. “William, diretor do hospital” virei-me bruscamente avistando o garoto me seguindo, corri em direção a um corredor que eu mal sabia como cheguei e empurrei a porta com força e pude ver um homem moreno e alta em pé diante a uma janela. – AONDE ESTÁ A CAMILA? – gritei irritado e bati a minha mão contra a cadeira fazendo-a cair no chão, o homem se virou assustado e me olhou. 
William: Quem? 
Eu: Camila Homs, o que você fez com ela? 
William: Desculpe meu rapaz, não sei de quem você está falando. 
Eu: Estou falando de uma garota que você sedava para fazer experiências, estou falando da minha garota, da menina que você tirou de mim. – comecei a chorar e perdi o controle do meu corpo trombando pro lado e quase caindo. 
William: Vou ter que chamar os seguranças, não sei do que está falando, rapaz. 
Eu: Não se faça de cínica, vá, diga o que fez com ela, o que aconteceu com a Camila. Me diz aonde ela está. 
William: Você está enlouquecendo.... 
– Ela está morta. – virei-me em fração de segundos e olhei para a porta, vendo uma mulher bem magra em uma aparência bem velha, em um vestido branco com rendas e os cabelos grisalhos ela me olhava atordoada e seus olhos brilhavam. – Mas você tem um presente muito especial.
Eu: Porque estão me fazendo sofrer? – deixei com que todas as lágrimas que tinha em meus olhos escorrerem pelo meu rosto senti todo o meu corpo fraquejar e eu quase cai se não fosse por Linch que aparentemente estava perto de mim em todo esse momento, ele me segurou pela cintura e uma dor muito forte invadiu o meu corpo como se eu estivesse sendo dilacerado. 
– Desculpa garoto mas estamos lhe dando o que quer, a verdade. – disse a senhora e se aproximou de mim.
Eu: E quem é você? 
William: Minha mãe, ela cuidou da Camila enquanto ela esteve fraca e anêmica. 
Eu: Anêmica? – encarei o doutor. – Linch disse que o senhor a dopava.
William: Verdade. – ele abaixou o olhar – Desculpa eu não sabia do que ela estava esperando. 
Eu: Esperando? – perguntei tentando manter a calma mas chorava tanto que me perdia em lágrimas.
William: Ela estava grávida. 

            Meu Deus! Meu coração se apertou tão forte que eu o senti derreter em meu peito, apertei os olhos juntos com o meu punho, foi difícil controlar as lágrimas já não era mais possível fazê-la, eu peito apertou com uma certa força e eu senti como se não estivesse mais vivo, meu coração batia mas meu corpo não reagia da mesma forma, fiquei tão fraco que imaginei que aquilo fosse tudo um sonho e que eu acordaria a qualquer momento e vendo que tudo foi somente um horrível pesadelo. Mas percebi que não era quando senti uma dor de cabeça imensa e comecei a tremer, senti os meus lábios secarem e então tudo a minha volta paralisou como se eu estivesse congelado por alguns segundos. 

William: Senhor Malik. – ele se aproximou e a única reação que eu tive foi de ir para cima dele e encher o seu rosto de socos enquanto escutava gritos aleatórios e desnecessários na sala. 
Eu: VOCÊ PODERIA TER A SALVADO. VOCÊ A MATOU! – gritei irritado e acertei mais um soco em seu rosto vendo o sangue escorrer por cortes e por seu nariz em seu rosto, logo me puxaram com força para longe dele enquanto eu me debatia. 
William: Não tive escolha, quando eu tentei salvá-la o corpo não reagiu. 
Eu: ELA ACORDOU EU ESCUTEI SUA VOZ ONTEM. 
William: Foi pra te dizer Adeus, Zayn. Foi somente para isso, quando entrei em seu quarto pela noite a pulsação estava baixa eu tentei fazer algo mas foi abaixando cada vez mais eu só tive tempo de levá-la para a sala de cirurgia e tirar a criança. 
Eu: A criança? – apertei mais meus olhos e senti mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto. 
– Uma bela criança e a propósito, tem seus olhos. – fechei meus olhos e senti os seguranças me soltarem, não era verdade, não poderia ser.
Eu: Meu Deus, eu não posso acreditar. – me joguei no chão com força sentindo mais lágrimas escorrerem do meu rosto. – Ela morreu? Ela morreu? Não, diga que não, diga que é mentira, que ela está viva.... Por favor, se ela estiver doente eu pago qualquer tratamento pra isso mas por favor só não diga que é verdade e que ela faleceu eu não consigo viver com isso. – chorei ainda mais alto e então a senhora se aproximou. 
– Ela era um anjo, mas lembre-se nem mesmo os anjos vivem para sempre.
Eu: Ela não merecia isso, você não entende.... 
– Tudo vai ficar bem meu querido, essa era a hora dela.
Eu: Jesus! – abaixei a minha cabeça encostando a mesma contra o chão. – Eu não saberei viver dessa forma.


            Quem vai me fazer sorrir? E quem me fará companhia quando eu estiver de mal humor, quem ascendera meu cigarro e quem o tirará da minha boca quando não for mais necessário? Quem vai me abraçar quando o sol estiver caindo, quem vai me fazer passar vergonha e fazer cócegas quando o momento não for certo, pra quem eu irie contar piadas idiotas que ninguém entende além dela? Quem vai me dizer que tudo ficará bem depois de mais um dia? Eu nunca mais escutarei sua voz e nem ver mais seus olhos grandes e chamativos, eu nunca mais poderei zoar o seu tamanho e nem mesmo fazer brincadeiras sobre suas roupas, eu nunca mais verei seus cabelos macios e movimentados, eu nunca mais verei o seu sorriso e nunca mais escutarei seus xingamentos e suas ironias sobre o meu cabelo e sobre minhas roupas estranhas. E quando eu olhar pros lados a procura de seus olhos eu não os encontrarei para me confortar porque eu sei que ela não estará mais aqui para simplesmente sussurrar no meu ouvido, “Para de ser criança e ergue essa cabeça e mostra a todos que você é o melhor do que imaginam”. Porque ela não estará mais aqui. 

Eu: Droga, isso é tão difícil. 

            Caminhei para fora da sala um pouco desnorteado, ainda chorava muito, minhas roupas e o meu pescoço estavam molhados, soava frio eu não conseguia pensar nada além de tudo isso ser mentira, eu não conseguia acreditar que isso realmente tinha acontecido. Me sentei em um degrau do lado de fora sentindo o vento frio bater no meu rosto com força fechei os olhos enquanto voltava a chorar. 

Eu: Você não deveria ter ido, eu estive aqui todo esse momento e você simplesmente vai embora e me deixar? Você não tem esse direito de me deixar, Camila! – abaixei a minha cabeça. – Eu quero que você volte, nós podemos ficar juntos, eu prometo que vou te amar mais do que qualquer coisa, eu não sei o que fazer sem você aqui, você sempre me guiou e sempre mostrou o caminho por mais que fosse do seu jeito ignorante e obcecado você sempre esteve aqui, então não tem porquê ir embora. – fiz uma longa pausa e dei uma longa fungada. – Não sei o que fazer! 
– Você sempre sabe o que fazer, Malik. – escutei sua voz e dei uma olhada em volta como se ela estivesse perto de mim.
Eu: Cams? – a chamei e continuei olhando em volta. – Diga a mim que é mentira. 
– Você vai viver bem sem mim, eu prometo. – sua voz ecoou na minha cabeça, bati minhas mãos contra a minha cabeça, algumas vezes enquanto forçava os meus olhos, minha garganta estava seca e o meu coração destruído.
Eu: Você não pode ir embora. 
– Mas eu tive que ir amor, um dia eu verei você, certo?
Eu: Não, por favor. Eu te amo okay? Eu te amo muito, te amo tanto. 
– Viva a sua vida, Malik, um dia a gente se vê. Eu prometo. Tudo vai ficar bem meu badboy favorito.

            Tudo se silenciou e então vi o portão do hospital ser empurrado por um segurança e Harry correr na minha direção, levantei do degrau e fui na sua direção o abraçando com força contra o meu corpo, me desabei em lágrimas, perdi o equilíbrio das minhas pernas e ele me segurou quando eu não tinha mais forças para ficar em pé. Liam me abraçou com força assim como Harry fazia. Eu não tinha forças para falar com eles, eu só conseguia escutar a voz de Camila na minha mente, inúmeras vezes dizendo que tudo ficaria bem, mas sem ela eu sei que isso não é verdade.

Niall Horan P.O.V’s 

            Eu não entendia, Zayn estava jogado nos braços de Harry e chorava muito, ele não conseguia respirar de tanto que chorava eu nunca tinha o visto assim, fungava muitas vezes e mau conseguia falar, Louis correu pra pegar um pouco de água enquanto Liam e Harry o sentaram no gramado uma enfermeira se aproximou de um homem, um médico aparentemente velho, ele vinha assustado em passos longos. Eu não imaginava o que tinha acontecido aqui na verdade nenhum de nós sabíamos quando Zayn ficou dez metros de distância de nós ontem Liam pegou uma vibração no seu celular que ele tinha se afastado portanto decidiu que era para nós virmos atrás, sabíamos do que Zayn era capaz de descobrir sobre as meninas e por isso preferirmos deixar que ele encontrasse e então seguíamos. Mas aparentemente não deu muito certo porque o que ele encontrou aqui foi totalmente assustador, ele chorava tanto que eu nunca imaginei que alguém seria capaz de chorar. 

Eu: O que diabos aconteceu? – perguntei ainda assustado e olhando pra Zayn que bebia a água que Louis havia trazido de uma forma desesperada tentando controlar suas lágrimas em meios alguns soluços. – Zayn? Você está melhor? 
Zayn: Dude. – ele começou a chorar novamente e então senti vontade de chorar, Liam já chorava desesperado perguntando o que tinha acontecido e Harry estava assustado assim como eu e Louis. – Ela se foi. 
Eu: Ela? – agora senti um aperto muito forte no meu peito e meus olhos arderam. – Ela quem, Zayn? Pelo amor de Deus. 
Harry: Zayn não vai dizer que Camila- 
Zayn: Harry, ela faleceu. – ele falou com a voz forçada e eu comecei a chorar também, virei-me de costas com as mãos na cabeça e encarando o céu, estava nublado e as nuvens dançavam conforme a força que o vento batia contra elas, como se elas estivessem felizes.
Liam: Ai meu Deus! Niall você tá bem? – virei-me devagar encarando Liam. – Não chora.

            Ele levantou e veio na minha direção o abracei com força, segurei o máximo as minhas lágrimas, não queria chorar, mas também não queria chegar a conclusão de que Camila tinha falecido, para mim isso era mentira, não tinha como, não era justo. 
            Senti uma mão fraca no meu ombro e me soltei de Liam encarando uma enfermeira a que tinha colocado a mão no meu ombro, ela estava séria e parecia pedir desculpas com os olhos, enxuguei as poucas lágrimas que escorriam pelos meus olhos e dei um breve sorriso para aquela mulher dos cabelos claros. 

– Você pode me acompanhar? – ela pediu e abaixou a cabeça já esperando que eu dissesse não.
Eu: Claro, aonde vamos? 
– Preciso que o senhor veja algo, aparentemente é o que está melhor entre os outros. – apontou pro lado e vi Louis abraçado ao Harry e Zayn, Liam estava agora sentado ao lado de Harry com as mãos no joelho assim como Zayn eles encaravam o nada, os olhos estavam molhados mas não desciam lágrimas estavam aparentemente caindo a real do assunto, eu me sentia muito mal, e ainda não estava acreditando nisso. – Desculpe, nós tentamos de tudo.
Eu: Tudo bem, eu entendo que se isso aconteceu é porque tinha um porquê. Nada acontece por acaso, e acho que agora a Camila está em um lugar melhor porque ela odiava esse lugar aqui e aonde ela estiver ela estará melhor do que aqui. – a enfermeira passou as mãos nas minhas costas deslizando com carinho, passei a mão novamente no rosto limpando as lágrimas, meu peito apertado e eu tremia sem cessar, tentava imaginar que agora Cams estava bem mas seria difícil olhar em volta e não a ver, era como se partisse pra uma viagem bem longa mas essa não teria volta.
– Veja. – ela apontou pra um corredor quando entramos no prédio. – Vá até lá.
Eu: Você não vem? 
– Não, eu vou tentar chamar aquele garoto, o moreno para ver também.

            Assenti com a cabeça relutante, pisei fundo contra o chão e fui mais para perto da porta, quando me aproximei vi um senhor com os cabelos grisalhos em pé, ele estava parado ereto encarando algo, me aproximei ainda mais e fiz um barulho com a garganta chamando sua atenção, ele se virou em minha direção me olhando sério, observou a minha reação e eu reagi andando para mais perto e esticando a minha mão, ele a tocou e logo olhei a sua frente, tinha uma encubadora, na verdade ali tinha várias, mas tinha somente uma acompanhada de um recém-nascido, vi aquela criança com os olhos fechados e um tubo em seu nariz, ela se moveu e mexeu os braços bem devagar, dormindo da forma que estava poderia ser loucura mas eu tinha visto Zayn naquela criança, o nariz um pouco maior que o resto do rosto e cabelos escuros como de Malik. Olhei para o homem que tinha um crachá em seu avental aonde dizia “Doutor William”. 

Eu: Doutor William. – falei somente a mim mas obvio que ele ouviu. 
Doutor: Obviamente você não é o pai. – falou com os braços cruzados. – Já tenho em mente quem seja, e se ele não quiser eu posso ficar com a criança, eu amava Camila. 
Eu: Amava? 
Doutor: Ela era gentil. 
Eu: Era! – falei pra mim novamente recordando do que estava a minha mente mas eu não queria acreditar.
Doutor: Quando ela chegou pediu que eu a cuidasse da melhor maneira possível e que eu deixasse seu filho bem, eu disse que faria e ela me dizia obrigado todos os dias, ela era um doce e eu adorava cuidar dela. 
– Você está mentindo. – virei-me vendo Zayn na porta, o rosto avermelhado, estava péssimo. – Ela ligou dizendo que estavam a maltratando aqui, e como ela te agradecia todos os dias? Estando desacordada?
William: O senhor está alterado.... 
Zayn: PARA DE ME ENCHER COM ESSAS SUAS MANIPULAÇÕES, NÃO É PORQUE ELA MORREU QUE EU ESTOU ALTERADO EU ESTOU MUITO BEM. – arregalei meus olhos quando vi o braço de Zayn se erguer e ele apontar o dedo indicador em direção ao médico. Ele respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos, reparei que Harry e Louis não estava com ele, apenas Liam o acompanhava. – Eu sei que você está mentindo, ela não gostava daqui e queria fugir, tanto que o Lynch trocou o veneno ou sei lá o que, que o senhor colocava na veia dela. 
William: Você não tem provas. – ele caminhou em direção ao Zayn. – Você está maluco e pessoas malucas não podem ter a custódia de uma criança, fico feliz em saber que eu serei o pai daquele pequeno menino. – Ele ia continuar quando Zayn deu lhe um soco no rosto fazendo o velho trombar para atrás, andei até a encubadora ficando a frente impedindo que alguma coisa acontece de errado com o recém-nascido. 
Zayn: Você não sabe nada sobre mim, cale a sua boca. – Zayn apontou o dedo na frente do médico enquanto Liam parecia nervoso. Um silêncio se instalou enquanto observamos o médico gemer de dor no chão, Liam começou a se mover lentamente enquanto parecia assustado e então cortou aquele clima silencioso de um minuto e meio.
Liam: Espera.... aquela criança é filha do Zayn? 
William: Vocês não sabiam? – o médico ergueu a cabeça surpreso. – Então vocês não sabiam? – o médico limpou a boca suja de sangue mas permaneceu no chão, Zayn ergueu o olhar e foi direto para a encubadora. – Tristeza, a Camila não queria que você fosse o pai dessa criança. 
Zayn: Fica quieto. – Ele se aproximou bem devagar e colocou as duas mãos sobre a encubadora e seus olhos brilharam, as lágrimas voltaram e então um sorriso apareceu no rosto de Zayn, as lágrimas caíram com precisão sobre aquele pequeno berço coberto de detalhes transparentes. – Ele é tão pequeno. Um príncipe. 
– Aqui está ele. – olhei em direção a porta ao ouvir a voz fina de Louis e logo dois policiais atrás dele, arregalei meus olhos e me esquivei encostando meu corpo no de Zayn, virei-me para olhá-lo e ele ainda chorava enquanto olhava pra criança. – Ele a matou.
Zayn: Parem com isso. – pediu com calma e se virou. – Por favor, façam isso lá fora, eu preciso respirar. 
Louis: Desculpa. 
Policial: Eu preciso conversar com o senhor, será que pode me acompanhar. – pediu o homem fardado ao médico que com a ajuda de Liam se levantou. 

            Saíram todos do meu campo de visão silenciosos e opressivos, encarei Zayn que olhava para aquela encubadora como se estivesse vendo Deus, seus olhos brilhavam e eu não sabia se ele chorava de felicidade ou de tristeza, ou se era uma mistura dos dois, mas eu sabia que ele estava muito mal, tremia muito e sua respiração estava descompensada. Me aproximei lentamente dele e coloquei minha mão em seu ombro tentando lhe dar um abraço, consegui assim que senti seus braços em volta do meu corpo me apertando bem, seu rosto molhado acabou molhando o meu que já estava um pouco seco. 

Eu: O que vamos fazer? 
Zayn: O que ela queria que a gente fizesse se ela não estivesse mais aqui. – sua voz trêmula me dava angustia, ele fazia força pra conseguir falar mas, mesmo assim era difícil.
Eu: Mas o quê? 
Zayn: Vivermos intensamente cada minuto daqui pra frente, cuidar pra que nada dê errado com esse garotão e sorrir por fora e curar a dor que temos por dentro, acreditar que a cada dia que passar nós estaremos melhor. Pensa comigo Nialler, ela não está mais aqui, mas deixou pra gente um garotão, um supergarotão, e eu sei que de onde ela estiver olhará por nós e cuidará de nós, e com certeza, de onde estiver ele deve estar xingando você de idiota, e eu de favelado sem estilo, criança, imaturo, badboy falsificado, estúpido. – ele riu pelo nariz como se estivesse se lembrando e eu fiz o mesmo, vendo aquela criança ali, quieta quase sem vida, me deu a entender que perdemos uma, mas ganhamos outra e que faremos diferente e amaremos mais. 

Continua.... 
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RIP Camila, você vai fazer falta :'(( 
Tadinho do Zayn vei, tadinho. tô xorosa ainda, não dá pra fazer comentários aqui, enfim, volto mais tarde com o que vai acontecerrrrrrr :(

Our Destiny - Capítulo dezoito / 2ª Temporada.

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Capítulo dezoito – É muita dor.
Parece tão confuso.
Zayn Malik P.O.V’s 

Quatro dias depois.

            Apaguei o meu cigarro na beira da cama e olhei em volta a luz da lua entrava pela janela do quarto iluminando o pouco a parede branca e me fazia lembrar das noites que passei deitado no quarto secreto com ela, fechei os olhos por alguns segundos e pude sentir os seus dedos em meus cabelos, alisando os e me massageando, senti seu cheiro, escutei sua respiração e então abri os olhos rapidamente querendo encontrá-la ao meu lado com o seu costumeiro sorriso, os seus olhos brilhando e ouvi-la me elogiar de algo, e não era por seu elogio que eu ficaria animado e feliz e sim por ver que ela estava ali do meu lado, me observando, somente nós dois e mais nada. E se eu tivesse coragem eu diria tudo que está entalado na minha garganta, mas eu sempre fui fraco eu queria ter coragem o suficiente e pedir para ficar mas em vez disso eu sempre estragava o momento falando algo idiota e assim segundos depois eu a via saindo pela porta depois de um sorriso lindo e um tchau.
Mas ainda dá tempo de dizer o que sinto, porque nunca é tarde demais para o amor, eu escutei essa frase sair dos lábios de uma das pessoas que eu mais respeitei na minha vida e nunca esqueci de todas as realidades por trás de cada frase que meu bisavô dizia, pra mim ele era o cara mais sábio e se ele me disse uma coisa dessas era porque ele tinha razão e eu deveria acreditar nelas.
Estava tão preso em meus pensamentos que mau notei quando meu celular tocou me prendi entre as cobertas tentando alcançá-lo na janela e depois de quatro toque eu consegui tê-lo em minhas mãos não tive tempo de olhar quem me ligava apenas deslizei meu dedo pelo celular e coloquei ele no meu ouvido pronto para saber quem era.

“Olá!” – falei me sentando na cama e tirando as cobertas de cima de mim.
“Zayn? Zayn é você?”
“Camila? Pelo amor de Deus, você está bem?” – ela suspirou do outro lado da linha já até imaginei seu alívio após lembrar meu número já que sempre teve problemas com isso.
“Zayn eu preciso que você me tire daqui, isso é horrível” – ela sussurrava mas eu não entendia porque, levantei-me da minha cama e abri a porta, pronto pra sair.
“Do que você está falando?”
“Eu estou presa em um lugar, Zayn.... em um hospital, e eles estão me matando”
“Camila.... Aonde você está?” – comecei a andar o mais rápido possível, comecei a correr em direção ao corredor. – “Só me diz aonde você está e eu vou te tirar dai” – o elevador abriu no mesmo instante sem ninguém então eu apertei para fazê-lo descer.
“Eu estou em.... em.... em Bercy”
“Bercy? Mas isso fica muito longe de Paris.”
“Por favor Zayn, você precisa me tirar daqui” – ela implorava e parecia chorar também, eu conseguia sentir o seu desespero. – “eu vou ter que desligar.”
“Não, não, não desliga, fica comigo.” – pedi e olhei em volta certificando que ninguém estava ali, coloquei o celular dentro do bolso da minha calça e andei pelo hall forçando um sorriso para a recepcionista que mal quis saber da minha presença, desci os três degraus que tinha na entrada e empurrei a porta de vidro saindo, estava escurecendo e eu tinha que encontrar um táxi logo – “Ei, Cams? Está ai?”
“Sim, eu estou.... debaixo do cobertor, você sempre disse que era mais seguro, lembra? – perguntou sussurrando e eu sorri imaginando seus grandes olhos me olhando, comecei a andar mais rápido olhando em volta a procura de um táxi”
“Sim eu me lembro, era na quinta série, você tinha medo de escuro e foi procurar uma lanterna e eu estava fumando e você disse que aquilo me mataria um dia.”
“Claro, cigarro mata se você quer saber.” – eu ri abafado com a forma que ela falava, parecia uma menina de oito anos.
“Eu sei.” – pigarreei – “Você disse pra mim que eu tinha medo de alguma coisa e por isso eu fumava e então para tentar me ajudar de alguma forma você disse que tinha medo de escuro, eu falei pra você se esconder debaixo das cobertas e você mandou eu fumar escondido.”
“Eu nunca fui boa com conselhos, você sabe disso” – agora foi sua vez de rir, ela tossiu um pouco depois e tudo silenciou, ela estava doente.
“Ei Cams, o que aconteceu? O hospital que o Thomas te deixou, porque você não voltou?”
“Zayn eu não sei, eu estava sendo medicada pelo doutor e então fiquei com sono e acordei agora, porque um garoto, Linch trocou uma medicação que estavam colocando em minha veia acidentalmente por água.” – Ela sussurrava cada vez mais baixo – “Ele disse que estou aqui a duas semanas e que estou ficando mal a cada dia, ele me arrumou um celular. Ele é o paciente que dorme ao meu lado, ele tem leucemia.” – ela falou mais baixo ainda quase não consegui ouvir – Mas ele é muito legal, você vai gostar de conhecê-lo.”
“Eu sei que vou.”
“Você vai demorar pra vir? Eu estou começando a ficar com sono de novo e não quero dormir, eu estou com medo”
“Hei, hei, hei. Não dorme okay? Fica acordada, os olhinhos bem abertos e conversando comigo” – avistei um táxi e corri em sua direção por sorte minha ele tinha acabado de deixar uma cliente, entrei rapidamente em seu carro e pedi que me levasse a Bercy ele recusou de princípio mas disse que pagaria o que fosse necessário sendo assim o aceitou. – “Cams?”
“Hum?”
“Sinto sua falta” – falei baixo e recebi um olhar curioso do motorista. – “Faltam seis dias para o natal”
“Jura? O natal é o feriado mais lindo do mundo. O nascimento de Jesus”
“Dele e de mais um monte de crianças” – ela riu baixo e mandou eu ir pro inferno. “Quero ir no baile de natal com você”
“Isso é um convite, Malik?”
“Hum.... eu acho que sim” – apoiei minha cabeça no vidro do carro enquanto sorria.
“Então eu aceito, vai ser legal.”
“Eu acho que vai ser especial, eu vou te buscar ai e nós vamos fugir e voltar pra Inglaterra....”
“E então nós vamos passar em uma loja de roupa e comprar um terno pra você, porque você não vai com aquela sua blusa de lã azul e com aquela jeans rasgada, pelo amor de Deus, Zayn” – reclamou me fazendo rir. – “Zayn.... você promete?”
“Depende do que, Cams?”
“De tudo isso, que você vai me tirar daqui e nós nunca mais vamos voltar pra esse lugar”
“Direto para a Inglaterra, palavra de um badboy” – sorri e escutei ela tossindo do outro lado – Você está bem, babe?”
“Eu estou muito bem, Malik” – ela suspirou e eu pude escutar ela conversar com alguém. – Zayn, Z, eu preciso desligar tem alguém vindo, se der eu ligo pra você.”
“Não dorme Camila, está me ouvindo? Quando desligar me envia o endereço de onde você está eu vou chegar pela manhã e vou pegar você” – falei apressado e me afastando da janela.
“Tudo bem.” – ficou em silêncio. – “Zayn?”
“Sim?”
“Eu te amo, certo?”
“Certo babe”

            E então escutei a ligação ficar muda e não escutei mais nada, suspirei fundo e olhei para a tela do meu celular vendo a ligação encerrada, sorri por ter escutado sua voz e saber que ela estava bem, ou, pelo menos, tentando, não entendi o que realmente estava acontecendo mas eu descobriria assim que chegasse lá e eu faria o possível e o impossível para conseguir alguma explicação sobre tudo isso que aconteceu. Duas semanas com ela internada em um lugar assim? Isso era loucura, não tem como prender alguém bem por tanto tempo assim.
Pensei em ligar pro Harry para ele avisar alguém, mas ele se desesperaria e tentaria vir atrás também, e com ele viria todo resto do pessoal, eu não queria uma grande confusão porque se eu for fugir com Cams do hospital com um monte de adolescente juntos eles vão desconfiar, e se um psicopata sozinho entrar em um hospital ninguém vai se importar.

[…] 
– Ei garoto, acorde! – ergui a cabeça olhando para frente, já estava claro lá fora, olhei pro motorista que me olhava com os olhos bem abertos e avermelhados, pobre trabalhador.
Eu: Chegamos? – ele assentiu balançando a cabeça. – Aonde tem táxi por aqui? – ele apontou para uma placa.
– Vai ter que pegar o metrô se quiser encontrar um táxi.
Eu: Tudo bem, não posso pedir pra você ficar não sei por quanto tempo ficarei lá. – olhei pela janela do carro e observei bem o hospital. – Aqui está.
– Tome cuidado, garoto. – pegou o dinheiro.

            Suspirei profundamente e empurrei a porta do carro saindo, olhei para cima vendo um céu azul limpo, o dia estava maravilhoso e tinha tudo para estar perfeito, passei rapidamente pelo portão de ferro preto enquanto um segurança me olhava curioso, enfiei as mãos no bolso da minha calça e continuei andando mais rápido que pude, vi alguns carros ali e umas pessoas conversando, alguns enfermeiros também, eles me olharam por alguns instantes mas logo voltaram a conversar. Passei por uma porta branca de madeira e então encontrei com um lugar vazio e limpo, uma recepção normal e bem estável, olhei para atrás para me certificar de que tinha entrado mesmo, Cams tinha dito que estava sendo maltratada aqui, mas parecia tão perfeito para isso. Olhei o relógio na parede e marcavam quase cinco e meia da noite, eu tinha viajado mais de dez horas naquele carro, então faz quase dez horas que Cams me ligou, tirei o celular do bolso e tinha duas ligações dela, a recepcionista me olhava enquanto eu colocava para fazer o retorno da ligação. Esperei por alguns segundos e só tocava, nada de alguém atender. Escutei um telefone tocando no fundo do salão aonde eu estava, não deveria ser coincidência, deveria ser o telefone que estava com ela. Olhei em volta percebendo a recepcionista não querer mais dar atenção a mim e então comecei a andar bem devagar a procura de onde vinha o som.
            Meu coração apertou quando senti o som mais perto e mais perto e mais perto, e então um quarto. No fim do corredor, o último quarto, sem nenhuma placa com numeração, apenas uma maçaneta bronze em uma porta, branco gelo. Olhei para atrás e não tinha ninguém ali, como antes, nada e ninguém nos corredores. Pousei a minha mão na maçaneta e girei-a escutando um som mais nítido e mais forte, empurrei a porta com força na esperança de ver Cams deitada em alguma cama, mas não foi o que vi. Uma cama vazia e um celular em cima, tocava sem parar, desliguei a chamada do meu celular a andei até lá, segurando aquele pequeno celular cinza nas mãos.

– Ela não está mais aqui. – virei quase em um pulo, o meu coração quase saiu pela garganta, vi um garoto sentado em uma cama do lado, aparentava ter em torno de 12 anos, deveria ser o tal Linch. – Eu estou olhando pra essa cama faz três horas, esperando ela passar por aquela porta e sorrir como fez nos últimos dois dias que acordou.
Eu: Cadê ela?
Linch: Você é o Zayn, não é?
Eu: Cadê a Camila, Linch?
Linch: William, um médico, estava colocando sedativos aonde deveria ser soro, fazia a senhorita Homs dormir e então ela não se alimentava. De vez em quando William vinha e tirava uma foto, analisava os pulsos e os olhos dela. Eu não sei bem ao certo o que ele estava fazendo mas parecia ser uma pesquisa. Como aqueles cientistas fazem em ratos brancos, me entende? – balancei de leve a cabeça e olhei para o garoto novamente, ele tinha machucados nos braços e nas pernas, feridas de cortes com facas ou algo do tipo, os cabelos castanhos jogados perto dos olhos e o seu nariz era torto como se estivesse quebrado. – Eu não entendia porque eles enchiam um saco com um líquido e deixava na veia dela para o corpo absorver, ela estava pálida e fraca e não acordava. Uma vez mamãe disse que quando nosso corpo fica fraco e nossa pele muito branca é que ele precisa de água, então eu peguei aquele saco e troquei todo aquele liquido por água, fiz isso por três dias seguidos e então ela acordou, abriu os olhos assustada e respirando altamente forte, e ela chamou por você, disse seu nome um monte de vezes. “Zayn, Zayn, Zayn, Zayn, Zayn, Zayn” pedi que ela ficasse calada e ela pediu pra usar o banheiro. – ele riu e eu me encostei na cama querendo ouvir o resto da sua história – Ela saiu do banheiro e sorriu pra mim, pediu que eu explicasse tudo e tudo que eu sabia eu contei, ela se apavorou e disse que precisava falar com você, só que eu disse pra ela ficar aqui porque eles escondiam algo e que você viria pra cá e descobriria, eu roubei esse celular dos pertences de uns pacientes e dei a ela ligar pra você ontem. Eu a vi acordada por dois dias e ontem foi o dia que eu a vi mais feliz. – senti meus olhos se encherem de lágrimas e um aperto no coração.
Eu: Linch, me diz uma coisa. Ontem quando ela desligou o telefone quem que estava vindo?
Linch: Eu não quero falar. – ele virou o rosto pro outro lado e eu senti uma lágrima escorrer pela minha face.
Eu: Eu preciso saber, alguma coisa aconteceu de ontem pra hoje e eu necessito saber.
Linch: Mas doí, doí muito.
Eu: Droga. Droga, eu deveria ter vindo mais rápido.
Linch: Não é você que escolhe o destino, Zayn. O nosso destino não é feito por nós.

Continua.... 
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HEEEEEEEEEEEEEEEI 
Então gente, não coloquei gifs porque não achei nenhum que combinasse aqui, mas no próximo ( que postarei quando chegar da escola, mais tarde ) terá gifs, eu acho :D Bom, espero que vocês gostem desse capítulo. E o que aconteceu com a Camila? u.u nem eu sei. 
Enfim, logo que eu der fim nesse foco da "Camila" eu darei continuidade a "SeuNome" e os seus três pretendentes. Okayyy? Não fiquem irritadas comigo, atéeee mais.