Mini Imagine do Liam - Secret Door

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                                                                     Capitulo Único


                                                                   
-" Siga meu amor de volta através da mesma porta secreta."

Era 1912 o país estava em guerra e o caos pairava pelo ar, tempos difíceis para pessoas menos favorecidas, um grande sofrimento se aproximava, já haviam se passado duas semanas desde que meus dois irmãos Caleb e Henry e meu pai Willian haviam sido levados para a guerra, por um tempo as coisas pareciam suportavéis até as bombas começarem a ser lançadas, fui levada juntamente com minha irmã mais nova Clarice e mais duas criadas para uma das propriedades da família nos campos longe de toda a baderna, uma mansão rodeada por pastagens e vastas florestas.
-Boa noite meu anjinho, não se preocupe tudo vai ficar bem!-Dizia uma das criadas sempre que colocava Clarice para dormir.
-O que minha irmã menos precisa agora são de mentiras!-Encarei a criada através do espelho enquanto penteava os cabelos.
-Eu chamo de esperança menina!-Ela me encarou e voltou se para Clarice beijando sua testa e ajeitando seus lenções.
-Acho melhor se deitar SeuNome, amanhã teremos um dia cheio!-Revirei os olhos e segui para minha cama.

-"Apague as luzes, Alimente o fogo, até que minha alma respire livre."

Acordei assustada ouvindo aquela voz na verdade uma canção, olhei ao redor, não havia ninguém Clarice dormia abraçada a seu ursinho, um vento frio dançou pelo quarto algo estava diferente, algo que não estava ali quando fechei os olhos para dormir, procurei mas não havia nada fora do normal, procurei novamente e o vento balançou as cortinas, levantei e fui até a janela a mesma estava fechada mas como o vento tinha entrado, outra olhada ao redor, uma porta, nada a normal somente uma porta o fato era ela não estava ali quando me deitei, o ventou soprou novamente vindo do outro lado daquela porta que estava entreaberta de repente me vi em um dilema, voltaria e me deitaria ou atravessaria aquela porta estranha, apanhei meu casaco e segui em direção a porta,  abri a mesma completamente e atravessei cautelosa, meus pés pisaram em uma superfície fria e não era madeira olhei para baixo era grama uma grama rala, minha visão embaçou por alguns segundos enquanto caminhava para frente mesmo assim continuei andando, quando a visão finalmente voltou me surpreendi com o que vi, um enorme campo ao ar livre olhei para trás a porta continuava ali, não havia mais nada somente a porta como se tivesse atravessado outro mundo, olhei pra cima o céu estava deslumbrante esboçava cores vivas de um violeta e estava coberto de estrelas. A cansão que me despertou continuava entoando distante com uma sedução que me provocava a querer seguir, caminhei pelo campo até me aproximar das arvores, entrei na floresta seguindo o som o chão estava um pouco enlameado sujando meu vestido de dormir porém continuei caminhando ipnotizada por aquela voz como um chamado especialmente pra mim, algum tempo depois avistei uma enorme escadaria que subia até um casarão, subi as escadas cobertas de folhas secas umidecidas, entrei na casa seguindo a doce melodia, havia um enorme salão com fundamentos paredes e chão todos feitos de mármore, no centro da sala havia alguém tocando um piano velho em pessímas condições, o som parou e foi como se o encanto tivesse sido quebrado comecei a me questionar sobre o porque tinha caminhado até ali, não era fetio meu atitudes assim, apesar de ter uma curiosidade enorme seguir uma musica por uma floresta estranha não era normal, o rapaz que estava de costas se levantou permanecendo de costas.
-Posso ajudar!-Perguntou ele sem se virar, fiquei em silêncio.-Você interrompeu minha musica sabia.
-Me....me....me.... desculpa não foi minha intenção eu apenas, não sei como cheguei aqui pra falar a verdade.-Ele se virou e foi como se um choque tivesse passado por todo meu corpo, seus olhos me encararam tão profundamente.
-Você!-O espanto em sua voz me fez ficar mais curiosa.
-Me conhece?
Ele não respondeu, caminhou em minha direção ficando poucos metros de distância, ele me encarava com tanta intensidade que fiquei um pouco amedrontada, lágrimas molharam  seu rosto e ele começou a chorar, caiu de joelhos e chorou como uma criança, não compreendi seu remórcio, me ajoelhei ao seu lado e o encarei.
- O que houve por que está chorando?
-Você está tão diferente, mas e a mesma!-Sorri achando graça daquele paradoxo.-Por que tiraram você de mim, por que destruíram a porta?!-Tudo aquilo era tão confuso pra mim.
-Desculpe, preciso ir.-Me levantei e segui para fora  a ultima coisa que queria era entrar em apuros com um louco desequilibrado.
-SeuNome!-Parei por um instante, e voltei a encara-lo enquanto ele se levantava enxugando as lágrimas do rosto.
-Como sabe meu nome?
-Eu sei tudo sobre você!-Ele se aproximou, recuei dando passos para trás.
-Não me lembro de conhecer você!
-Por que eles tiraram as lembranças, fizeram você esquecer tudo de maravilhoso que viveu.
-Eles? quem são eles?
-É uma longa história!-Ele se aproximou mais um pouco.
-Não chega mais perto se não vou gritar, você é completamente louco.
-Não tem mais ninguém aqui querida, estamos cercado de florestas!-Disse ele com um certo sofrimento na voz.-Então gritar não adiantaria nada.-Pude sentir minhas mãos ficarem frias, o medo me contaminou.
-O que pretende fazer comigo?-Perguntei séria.
-Não se preocupe querida, não vou machuca-la apenas quero que compreenda o que estou dizendo, a musica te trouxe aqui por favor deixe ela te contar.-Não fazia ideia a que ele se referia, o rapaz se virou e voltou para seu piano e tocou a musica novamente, doce melodia.

-"Meu coração é grande, como as ondas em cima de mim
Não precisa entender, Muito perdido para perder
Não lute contra minhas lágrimas, elas se sentem tão bem
E eu, eu vou lembrar como voar
Desbloquear os céus em minha mente
Siga o meu amor de volta através mesma porta secreta"

Olhei em volta não tinha ninguém cantando, apenas ele no piano, mas em minha mente podia ouvir aquela voz, uma voz feminina, senti uma dor em meu peito, ela sempre estivera lá só que estava esquecida, o medo desapareceu,e a raiva surgiu, eu conhecia aquele lugar só mão me lembrava , aquele rapaz tinha o visto antes e sabia tudo sobre ele só não me lembrava; Ele se levantou e parou diante de mim, seu cheiro era embriagante, encarei sua boca e desejei beijar.
- Como é sentir isso e não saber ?-Perguntou ele se aproximando mais.
-Desesperador!-falei perdendo o folego por causa da aproximação.
Sua mão deslizou pela minha cintura aproximando o máximo nossos corpos que se encaixaram perfeitamente como peças de um quebra cabeça, nos encaramos por alguns segundos até que ele me beijou, seu beijo era molhado e doce, meu coração disparou como nunca antes, eu conhecia aquele beijo ele não era diferente pra mim embora fosse novo só não lembrava quando experimentei pela primeira vez, meu corpo acendeu ,como madeira posta em fogo fui consumida apenas com aquele beijo, cedi desesperada pra sentir mais aquela segurança uma sensação familiar apesar de nunca ter estado com alguém antes, eu era uma garota de 17 anos privada de muitas coisas e nunca tinha estado com um garoto antes mas de alguma forma estava familiarizada com aquilo, ele se afastou contendo-se em êxtase, pude ver em seu rosto que ele gostaria de não ter parado.
-Precisa ir embora, precisa se lembrar antes de voltar!-Disse ele contendo lágrimas.
-Quem é você, eu te conheço mas não me lembro, me diz quem é você!?-A angustia se fortaleceu em meu peito que gritava por uma resposta, todos aqueles sentimentos que sempre estiveram ali esquecidos mas que pareciam que me fariam explodir.
-Apenas vai querida e lembre-se de mim por favor!- seu tom de voz era de alguém desesperado.
-Me diz pelo menos seu nome, por favor!-Supliquei já em lágrimas.
-Liam!- ele se aproximou de mim mais uma vez e encostou seus lábios nos meus por alguns segundos e depois partiu me deixando sozinha sentindo tudo aquilo somente com seu nome e seu rosto ainda vivo em minha mente.

-"Olhe além do fim, É um sonho como sempre foi
Toda a vida que vive, no que já amei
E eu, eu vou lembrar como voar
Desbloquear os céus em minha mente
Siga meu amor de volta através da mesma porta secreta."

-Acorda, acorda SeuNome!-Clarice pulava em cima da minha cama.
Olhei ao redor estava no quarto novamente a porta tinha sumido, meu vestido estava limpo tudo estava como antes aqueles sentimentos eu lembrava que os tinha sentido mas não estavam mais ali, fiquei confusa e pensando naquele momento durante todo o dia, esperaria até o anoitecer para encontrar aquela porta novamente e então descobrir ou me convenceria de que tudo aquilo não tinha sido real, balancei a cabeça, respirei fundo, e pensei comigo mesma "Um sonho, apenas um sonho".


                                                                                Voltei :)!!
                                                                         Maike Cavalcante

Our Destiny - Capítulo dezessete. / 3ª Temporada. ULTIMO CAPÍTULO!

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Capítulo dezesseis – Decisão Final. 
Fique comigo pra sempre?
SeuNome P.O.V’s 

  Andei pelas ruas frias de Londres com uma única mala, minha mochila, fazia muito frio, mas não nevava o que era bom, eu usava luvas de frio, grossas, uma touca vermelha e duas blusas de frio que me deixasse aquecida nesse frio, pelo termômetro que tinha no topo de um prédio marcava quase um grau, estava muito frio, mas para a minha sorte, não chovia e nem nevava. Eu tentava não chamar a atenção, carregava uma criança de cinco meses na barriga e não queria que as pessoas pensassem que eu era doida de sair grávida num tempo desses, mas eu precisava. Papai a essa hora me esperava no metro da cidade, eu tinha vindo buscar a mala com o dinheiro, a mala que tanto meus pais queriam, nós tínhamos viajado as pressas e depois voltaríamos para pegar, já que papai disse estar um pouco inseguro com o meu tio e que ele poderia nos seguir, e que ele sabia a senha, ou algo do tipo. Mas enfim, quase cinco meses depois nós voltamos pra Londres para pegar finalmente essa maldita mala. Agora eu estava grávida, grávida de Harry, mas não queria que ele soubesse, que ninguém soubesse, seria melhor assim, meus pais aceitaram de boa a minha gravides e mamãe até me ajuda em algumas coisas que eu não tinha costume. 
  Cheguei na minha antiga escola, e passei pelos portões, muita coisa estava diferente, tinham feito muitas reformas e até as cores agora eram diferentes, o local estava cheio de adolescentes cobertos e ainda era um internato, digamos assim. Subi toda a rua que tinha de entrada pro colégio e algumas pessoas estavam me olhando, fingi não me importar, mas me importando, alguma coisa estava diferente além das cores e da reforma, as meninas pareciam mais arrumadas do que o normal, algumas meninas, nem todas, mas haviam algumas do lado de fora, com vestido de baile e penteados de festa, eu queria muito saber pra onde elas iriam, o se teria alguma festa hoje, mas achei melhor não perguntar, já estavam me constrangendo pelo fato de algumas delas me olharem e cochicharem entre si. Dei a volta nos dormitórios indo na direção de uma antiga sala, dei toda a volta para parar em frente a mesma porta de antes, com o mesmo lembrete “Somente entrada de pessoas autorizadas” ignorei e empurrei a porta entrando no local, ainda a mesma bagunça de antes. Eu resolvi esconder essa mala aqui, após uma longa observada e ter percebido que as pessoas não entram aqui, elas simplesmente abrem a porta, enfiem o que precisam ser enfiados ali dentro e deixam apodrecer, então seria um bom lugar para esconder as minhas coisas, e foi exatamente o que aconteceu, depois de todo esse tempo, só tinha se acumulado, caixas e enfeites de festas a parte, entrei no meio daquela bagunça e debaixo de umas caixas de material escolar usado estava a minha mala, a tirei com rapidez e a coloquei dentro da mochila que carregava, não que a mochila fosse grande, mas que a mala também não fosse tão grande assim, então coube em uma mochila tamanho normal de viajante. 

– Você é aquela, SeuNome não? – virei-me quando ouvi meu nome e dei de cara com duas meninas, de vestidos de festas, um azul e um vinho, bem bonitos, fazia tanto frio que só de verem com aquela roupa eu já me agoniava.
Eu: Sou SeuNome, mas… que aquela? 
– A da foto do colégio, tem uma foto sua, junto com a Camila, o lindo do Zayn Malik, o Deus Niall Horan, e o melhor jogador, Louis Tomlinson, o fofinho e maravilhoso do Liam Payne, a linda da Sidney, e a fofa da Jéssica, e com… ai meu Deus… com o ser mais lindo que eu já vi na minha vida. Harry Styles. – sorriu enquanto fazia uma voz fina forçada e me deixava agoniada.
Eu: Ah… tem uma foto? – perguntei confusa. 
– Sim, na verdade um banner, bem grande. Vocês sorrindo e uma frase inspiradora de o porquê de estudar nesse colégio. – balancei a cabeça e sorri.
Eu: Interessante. 
– Ah… você namorou ele não é? – a outra menina perguntou assim que viu que eu começaria a andar. Fiz uma careta e uma expressão de questionamento ela logo deu um passo a frente e me olhou sorrindo. – Harry Styles, namorou Harry Styles. – suspirei fundo e olhei de relance pra minha barriga.
Eu: Sim… namorei. – forcei um sorriso. 
– Ele é bom namorado?
Eu: Sim, foi um bom namorado enquanto estive com ele. 
– Sinto por vocês terem terminado. – balancei a cabeça não dando tanta importância. Queria sair dali. – Vejo que não vai ao casamento.
– Não seja boba, Lizzy, porque ela iria no casamento dele?
Eu: Ah… que casamento? – perguntei curiosa. 
– Do Harry. – a menina de vinho disse.
– Na verdade, não sabemos. – a outra empurrou a menina e fez uma cara de brava. – Houve rumores de que um dos antigos alunos se casaria essa tarde, toda a escola foi convidada, não falaram quem era, mas deram a entender que era Harry Styles, sabe?
Eu: Deram a entender? – questionei agora querendo saber. 
– É, as meninas populares, disseram que era o garoto mais bonito que se casaria, um que está namorando a muito tempo, e que tem um sorriso incrível, elas não nos deixaram ouvir mais, mas elas dizem que é o Harry.
Eu: Bom, pode ser… ele estava namorando quando fui embora. – sorri forçada. 
– Será que então ele mesmo vai se casar?
Eu: Acho que sim, não vejo motivos, para ser outro. Zayn Malik estava enrolado com uma garota mais nova, Camila não queria relacionamentos, Liam não tinha nenhuma namorada, Louis e Ally… bom, digamos que Ally não faria uma festa tão grande, e Niall e Sidney… bom… acho duvidoso, ele gosta da Camila. – os olhos daquelas meninas brilharam quando terminei de falar, elas sorriram de orelha a orelha e pareciam entusiasmada, foi quando eu percebi que estava fazendo a maior besteira da minha vida, os meus amigos e eu tínhamos uma história, tínhamos uma vida que deixava outras pessoas felizes, o que era bastante estranho já que eu nunca me vi inspirando alguém, ou deixando alguém feliz com a triste história da minha vida, mas aparentemente isso deixava pessoas com sorrisos enormes. Também foi quando eu notei que não fazia ideia de como meus amigos eram, já que eu mal poderia saber quem estava se casando, e só a ideia de ser Harry me deixava um pouco abalada com tudo isso. Poderia ser ele, o mais provável que seja ele, afinal, ele sempre fora o mais certinho, mais romântico, mais apaixonado, e como Liam não tinha uma namorada, eu só conseguia imaginar Harry se casando com essa idade. E mesmo que não fosse ele, me senti totalmente abandonada, afinal, não fui convidada pro casamento, eu, que estou ao lado deles em um banner inspirado na antiga maldita escola em que foi um inferno pra mim, escolas sempre são. Mas de qualquer jeito, eu tinha sido abandonada, na verdade… eu estou sendo egoísta, eu os abandonei primeiro, não tinha o direito de cobrar isso. 
– Ei, SeuNome?
Eu: O quê? – soou um pouco rude, porque eu estava perdida em pensamentos confusos e sem sentido. 
– Você está bem? – balancei a cabeça assentindo.
Eu: Estou… ah, estou bem. – suspirei – Meninas, vocês por acaso sabem o nome da igreja? 
– Ah, quem sabe mesmo é a diretora. – claro. – Mas boatos dizem que é uma no centro da cidade, uma perto de uma sorveteria, ou de um cemitério, mas não deve ser difícil achar um grande casamento num dia como esse.
Eu: Okay. Muito obrigada. – comecei a andar quando elas acenaram, mas logo parei quando as vi bufarem. – Vocês… sei lá, querem vir comigo? 
– SIM! – as duas falaram ao mesmo tempo e correndo vieram atrás de mim, me seguindo e então fomos atrás de um táxi que pudesse nos levar a uma igreja no centro. E declarei no momento em que entrei naquele carro que meu pai teria que esperar, não estava tão desesperada para entregar esse dinheiro, eu também nem sabia aonde estava me metendo, e sei que sairia magoada da igreja, mas por um certo lado eu poderia sorrir, em ver que o amor da minha vida, o grande amor da minha vida, tinha seguido seu caminho, vivido sua vida, seguido em frente.

Três horas depois. 

  Depois de quase quatro horas andando por todo o centro de Londres buscando alguma igreja com casamentos, encontrando cerca de quatro casamentos de pessoas que eu não conhecia, nos restaram apenas duas igrejas dali, e quando viramos a esquina e vimos uma igreja lotada, cheio de carros estacionado por todos os lugares, a rua estava vazia, ao contrário da igreja, havia pessoas do lado de fora, que não cabiam no lugar, só pra constar, aquela igreja era o tamanho de uma cidade, maior do que a minha casa, tipo dez vezes. As meninas bufaram ao meu lado, assim como eu, cansadas de andarem para lá e para cá como baratas tontas. “Tem que ser essa, sinto que é essa” Lizzy, a loira falou. E Britty, a outra, a ruivinha e baixinha do vestido azul concordou, subimos alguns degraus, ouvindo algumas pessoas falarem, consegui ouvi a voz do Zayn, era ele, ele que estava falando, algo como. “Nós passamos por muitas coisas, eu briguei com você, mas você sempre esteve lá, pra me desculpar por todas as coisas que já te fiz” me esquivei no meio das pessoas enquanto a voz doce de Zayn ecoava por toda a igreja arrancando suspiros de desde a mais nova, até a mais velha pessoa ali. As meninas agarraram-se na minha mochila e enquanto eu passava pedindo desculpa e licença ao mesmo tempo. E então palmas se ecoaram por todo o local, eu sabia que o casamento estava acabando, mas ouvi alguém dizer que faltavam padrinhos, e então escutei a voz de Liam, aquela vozinha rouca e gostosa de se ouvir, e então ele suspirou no microfone e todos riram, logo se silenciando novamente, e eu sussurrava enquanto isso “Licença, obrigado… desculpe” e Liam começou. “Amigo… hoje é um dia importante pra você, não sei o que pensar, estou em uma igreja fazendo elogios sobre você, eu queria estar em outro lugar pra poder falar coisas sujas sobre como você me deixou no passado” Eu ri sozinha com isso, lembro de Harry não ter sido um bom amigo pra Liam, e era interessante ele ser o padrinho. Enfim, continuei pedindo licença, e um pouco relutante as pessoas me deixavam passar, e antes que eu pudesse continuar, Lizzy disse que estávamos chegando e passou na minha frente empurrando algumas pessoas e chegamos na beirada do tapete vermelho, no corredor central da igreja, me ajeitei na frente e as meninas ao meu lado, podia ver o presbitério de onde estava. O padre estava sorridente lá em cima, enquanto flashes iam em seu rosto. No lado esquerdo dele tinha algumas meninas, Anice estava ali, Blah. Uma menina loira, e mais duas jovens de cabelos castanhos, sorridentes. Do lado direito estava Liam com o microfone, falando suas palavras que eu não ouvia, ao seu lado estava Louis, e ao lado dele estava Zayn e ao lado de Zayn estava OPA… eu não entendi. 

  Estava Harry Styles. 
  Harry estava ao lado dele. 

  Mas se Harry vai se casar ele não pode falar como padrinho, ou pode? Virei-me na direção de Britty, que sorriu pra mim, mas Lizzy logo se esquivou na nossa direção e falou um pouco mais alto do que deveria. “É o Niall que está se casando” E foi nesse exato momento que Liam tinha acabado de falar, e as pessoas começariam a aplaudir, mas me senti estranha, porque no exato momento algumas pessoas olharam pra gente, como se estivessem se certificando de quem tinha dito aquela idiotice, fiz uma careta e olhei pra Harry que sorria pra Liam, da mesma forma que os outros, menos Zayn… Ele olhava na nossa direção, todos já haviam parado de olhar pra nós, mas Zayn olhava, tinha os olhos fixos em mim, praticamente, e em um movimento não muito sútil ele mostrou pra uma menina morena em sua frente aonde eu estava, ela olhou pra mim e arregalou os olhos, logo cutucou a loira ao seu lado que se virou na mesma direção que ela olhava, e eu já tinha os olhos arregalados também. Camila se virou querendo saber o que a morena queria e me viu, me viu ali, parada com os olhos arregalados, encapada em um monte de pano grosso e estranho, com os cabelos bagunçados e sem maquiagem, ela franziu o cenho mas logo deu um passo a frente, usava um vestido vermelho escuro com algumas aberturas na lateral do corpo, mas voltando a essa passo estúpido que ela deu, que acabou chamando a atenção de Aline, de Louis e do meu querido voz fofa, Liam Payne.

– SeuNome? – Camila falou alto. Niall pulou do banco com um sorriso e logo se desfazendo, arregalou os olhos e também deu um passo a frente.
Niall: Ah meu Deus. – sussurrou mas foi audível né, todos estavam em silêncio, e junto do padre e do menino dos olhos verdes que tanto me fez tremer, todos me olhavam. 
– Acho que é nessa hora que você vai lá na frente e diz que ele não pode se casar com ela. – Britty sussurrou no meu ouvido e eu neguei com a cabeça.
Eu: É a hora de fugir. 
Harry: SeuNome! – ele gritou e foi bem alto, me assustei mesmo assim continuei tentando passar pelas pessoas, que agora abriram caminho mais rápido do que antes. 

*** 

Harry: Não pense em fugir. – gritou do meio da rua, e eu me virei. 
Eu: Você precisa voltar. 
Harry: Eles vão continuar sem mim. – comentou sorrindo, comecei a andar de costas, quando o vi se aproximar. – Porque voltou? 
Eu: Precisei pegar uma coisa, mas já estou voltando. Diga desculpas ao Niall por aquilo lá dentro.
Harry: Não se preocupe. 
Eu: Que vergonha, todos olharam pra mim. 
Harry: Não foi nada demais. Escuta… – ele ficou em silêncio e eu pude ouvir a voz de alguém no microfone. – Já voltaram com tudo normalmente. É Inglaterra, nada é importante além da continuidade daquilo que foi começado. 
Eu: O que quer dizer? – parei de andar. 
Harry: Que você precisa continuar o que começou. 
Eu: Certo, estou voltando pra Hong Kong. – dei as costas. 
Harry: Você quer voltar? 

  Você quer voltar? 
  Eu quero voltar? 
  O que realmente eu quero? 

Eu: Porque a pergunta? 
Harry: Não sei, eu quero saber se você quer voltar? 
Eu: Porque eu não voltaria? 
Harry: Então porque veio aqui? 
Eu: Para parabenizar o Niall. – menti e escutei passos do Harry vindo atrás de mim. 
Harry: E porque não fez? 
Eu: Porque ele está se casando agora. 
Harry: Então você pode esperar, para dar depois. 
Eu: Eu acho melhor não, nem somos mais amigos. 
Harry: Você está dizendo isso, mas ele nunca disse isso. E nunca sentiu isso. Eles nunca te abandonariam, SeuNome. Eu nunca te abandonaria. 
Eu: Harry… – parei e me virei em sua direção. – Porque você continua… 
Harry: Continuo o quê? SeuNome? 
Eu: Mesmo depois de tudo que eu já te fiz, mesmo de ter te deixado, te feito infeliz, quebrado o seu coração um milhão de vezes, porque você continua vindo atrás de mim? Porque você continua me seguindo. – ele parou de andar e ficou a minha frente, ficou sério, e me olhou nos olhos, senti vontade de chorar, fiquei em silêncio vendo seus olhos verdes se cobrirem de água, suas bochechas ficarem vermelhas e ele então sorrir. 
Harry: Eu não sei… – deu ombros. – Talvez eu não seja capaz de te ver partir sem lutar por você. 

  Talvez eu não seja capaz de te ver partir sem lutar por você. 
  WOW! Como isso balançou tudo. Quebrou toda partezinha que tinha dentro de mim, me destruiu. O que ele fazia comigo? O que Harry conseguia fazer comigo? E depois de tudo, e eu achar que estava curada, ele me mostrava que eu sempre seria uma ferida aberta se estivesse longe dele, e tudo que eu mais queria nesse momento era me apertar em seu peito e suplicar por suas desculpas, chorar todas as lágrimas que seguro a meses, e dizer que nunca mais deixaria ele sozinho de novo. 
  Mas eu precisava dizer uma coisa antes, e saber se ele estava aberto para aceitar. 

Harry: Porque você foge de mim? 
Eu: Porque eu não quero machucar você. – respondi rápido. 
Harry: Me machucar? O que te faz pensar que me machucaria, você sempre foi e sempre será aquela mão que estica pra eu sair do túnel, você é aquela que joga a corda pra que eu escale o muro. 
Eu: Você nunca vai conseguir me odiar não é? 
Harry: Não odiaria você nem se você batesse na minha cara, nem se você cortasse o meu cabelo – riu pelo nariz. – Eu não seria capaz de odiar quem eu mais amo no mundo. Eu te disse adeus uma vez e você voltou, agora eu sei que sou capaz de viver tudo novamente, mesmo que você me abandone de novo. 
Eu: Eu estou grávida. – sussurrei e ele esquivou o corpo pra frente pra ouvir. 
Harry: O que disse? – ergui a cabeça. 
Eu: Estou grávida, Harry. 
Harry: Hum… – pôs a mão no queixo. – Preciso pedir desculpas por isso. 
Eu: O quê? – perguntei confusa. 
Harry: Bom, foi um erro da Camila, mas eu consigo perdoar ela por isso, e eu quero que você me perdoe porque eu rejeitei você essa criança, e não fui atrás… – ele sabia da gravidez
Eu: Eu te abandonei, Harry. 
Harry: Okay. – ergueu os braços. – Não precisa jogar na cara que me abandonou, querida. 
Eu: Eu te desculpo… – sorri sem jeito. – Como pude ser tão idiota. Eu queria uma família, eu queria alguém pra me dar suporte, alguém pra conversar as noites, para ser feliz, alguém que pudesse me fazer feliz pro resto da vida, alguém como um pai e uma mãe. E agora eu tenho isso. – Harry abaixou a cabeça – Eu tenho uma família. Eu tenho alguém pra cuidar de mim, eu sempre tive alguém pra me dar suporte, e agora eu tenho um pai e uma mãe. – fui até o Harry e peguei a sua mão colocando sobre a minha barriga e ele me olhou com os olhos arregalados. – Eu tenho você, papai. – sussurrei e ele sorriu inacreditável. 
Harry: Você tem a mim, mamãe. Sempre que quiser. Nós somos sua família. – sussurrou. E ficamos em silêncio. – E o que vai fazer com os seus pais?
Eu: O mesmo que eles fizeram comigo esse tempo todo. – Harry franziu o cenho. – Deixarem esperando. 

  Ele sorriu e se aproximou pra tentar me beijar, mas eu o afastei, ele me olhou confuso e novamente dei ombros deixando ele sem reação. Suspirei alto e passei por ele indo em direção a igreja, esperaria por todos saírem para que eu pudesse parabenizar Niall e pedir desculpas para os demais. Eu sei que fiz tudo errado e que isso não justifica todos os problemas que causei, mas Harry me desculparia, e eu o deixaria ter o tempo para pensar se realmente queria ficar comigo e criar uma família comigo, porque eu posso machucá-lo novamente, mesmo que ele não aceite o fato disso acontecer, eu sei que o machuquei, e muito.  E eu sei que dessa vez não farei uma escolha ruim, sei que aqui é aonde eu deveria estar, me sinto diferente, livre, feliz, outra pessoa quando estou com eles, Harry me deixa ser como uma criança, alguém com uma alma livre, e poder ser eu mesma. E todos aqui sempre me farão bem, eles foram a maior parte da minha família por todos esses anos, estiveram ao meu lado enquanto eu precisava, e não há lugar no mundo aonde eu deveria estar a não ser aqui. Percebi que destino não são escolhidos por nós, que não somos nós que mandamos nele, eu percebi que preciso só esperar o tempo certo que tudo dará certo, e se não deu certo ainda, eu preciso só esperar, porque eu sei que a minha hora vai chegar, a nossa hora vai chegar, eu não preciso fazer escolhas precipitadas, eu posso lidar com tudo isso sendo eu mesmo, e não me importando com nada. Eu só preciso seguir em frente de cabeça erguida e tentar viver a minha vida ao meu melhor. Seguir o meu destino… seguir o nosso destino. 
FIM
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ELLLOOOOOOOOOOOOU GUYSSSSSSSSS
Vamos primeiro dar um ênfase no "BIG MERDA DE FINAL" sério, porque eu fiz esse capítulo em duas horas, e por isso ficou esse cocozinho, eu até queria fazer algo mais SURPREENDENTE e explicativo, mas eu estou com uma ideia de fanfic na minha cabeça nesse exato momento e se eu ficar pensando muito em outras ideias eu vou acabar esquecendo ela, e na minha mente ela é muito, muito, muito interessante, não sei como ficará escrita, mas eu estava pensando em escreve-la e por esse motivo esse final ficou assim, ele foi meio que tirado de uns dias atrás que eu tava pensando em como acabar, eu queria fazer algo dramático, tipo a SeuNome deixar a mini harriet styles na porta dele e ser presa com a mãe, ou algo bem louco, mas eu decidi fazer esse que consiste UM POUCO mais com a realidade, e tirei essa parte do casamento da minha própria experiência, já que uma vez eu fui falar da noiva e foi bem na hora que todo mundo tinha calado a boca, POVO FILHO DUMA BOA MÃE, bem na hora que eu vou falar mal, todo mundo se cala, ai todo mundo me ouve, e como eu fico? parecendo uma pata choca com cara de foca assustada. Mas é isso, a vida prega presas na gente, o importante é erguer a cabeça e fingir que não foi você, ou pegar o celular e fingir enviar uma mensagem mesmo que esteja sem crédito. 
Enfimmmmmmmmmmmmmm espero que vocês tenha gostado dessa fic, enorme. af nunca mais passo de uma temporada, dá mto trabalho fazer continuidade. 
Bom gente, não achei gifs pra esse cap, espero que vocês imaginei a cara de bocó do Harry tocando a barriga da SeuNome, e imaginei a cara de vocês toda atrapalhada nesse capítulo. Em breve trarei From Doncaster que é uma fic super NATUREBA só com Louis sendo puto e amor platonico por Zayn Malik o Indie fofinho que me deixa jogada nos pés dele querendo lamber aquele corpo inteiro. -TO POSSUIDA. - bom enfim, terá muito Harry Styles nu por trote da dupla da pesada, Niam, e muitas revelações heterossexuais que envolvem a one direction, cof cof, heterossexuais, e one direction na mesma frase, cof cof, só em fanfic mesmo. 
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSS, ATÉ MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Our Destiny - Capítulo dezesseis. / 3ª Temporada.

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Capítulo dezesseis – Pai?
Uma nova surpresa
Harry Styles P.O.V’s 

  Contei a Rebecca, todo o meu envolvimento com SeuNome, ela disse ter percebido algumas coisas estranhas desde que aquela garota apareceu, eu não dei muito detalhes, mas disse que ela era meu romance de infância que tinha voltado e perdeu a memória e eu fiquei preocupado por isso tinha sumido por alguns dias, mas era somente para ver como ela estava, não contei nada sobre eu querer voltar com a SeuNome, acho que Rebecca ficaria uma fera se eu falasse a verdade, o fato que também, não era necessário. Enfim, contei a ela sobre SeuNome estar indo embora, e a única reação dela foi de felicidade, estava bastante feliz com o fato da menina ir embora, nunca vi reação igual, portanto isso me assustava bem mais do que estava assustado, se era possível.
  Já havia se passado três meses, e eu coloquei a minha casa a venda, aquela ao lado da casa dos tios da SeuNome, passei semana retrasada para levar uns gibis para a Laura e ela me contou um pouco sobre a SeuNome mesmo que eu não estivesse demonstrando interessa, sim, eu estava interessado. Ela me contou sobre uma casa em Hong Kong, e que como o País não extradita, o que ajuda na fuga dos pais dela. Depois disso eu fiquei pensando sobre caso um dia eles forem preso se vai sobrar pra mim também, já que sei que eles são fugitivos e não contei nada a ninguém, mas em todo caso, preferi fingir que não sabia disso e não contei pra ninguém sobre ela ter ido embora com os pais, todos acham que ela foi simplesmente fazer uma viajar para espairecer, eu disse a todos que ela estava com problemas por causa da falta de memória e depois a volta repentina, era muita coisa pra ser resolvido, então eu simplesmente a deixei ir.
  Rebecca me seguiu até a casa de Zayn, teria um churrasco naquela tarde, e era a primeira vez que eu saía de casa para ir em um lugar diferente, além do hospital, eu tinha visto a Camila e o Louis nos últimos meses, mas porque eles viam atrás de mim e eu não que eu faria. Escutei o barulho das conversas e a risada de Niall vir da parte de trás da casa de Zayn, passei pela porta que estava entre aberta, vi as irmãs de Zayn junto com a Aline dançando na frente da televisão, elas riam e gritavam, na cozinha eu pude ver a Doniya irmã mais velha do Malik, junto do Louis e de Liam, mexendo em alguns pacotes de batatas congeladas, cumprimentei eles e percebi que Rebecca estava se sentindo deslocada com tudo isso, sei que quando eu comecei a me abrir com ela sobre SeuNome, ela me contou algumas coisas também, sobre ter dado em cima de Zayn e beijado Liam uma vez em uma festa que eu estava bêbado, eu já não me importava com mais nada, então eu pouco me importei, também não tinha sido o cara mais fiel então estávamos quites, mesmo que ela tenha pegado boa parte dos meus amigos.

Eu: Não fica assim. – sussurrei perto de seu rosto e ela me olhou de lado um pequeno sorriso.
Rebecca: Desculpa, tenho a leve impressão de que eles me odeiam.
Eu: Não é verdade, ninguém te odeia.
Rebecca: Aline e Louis sim. – verdade, eles não suportavam ela, Louis acha que só porque ele é o único que continua com a namorada desde o high school, todos tem que continuar também, isso faz ele não gostar de Rebecca, mas ninguém fala nada sobre Bruna, huh? Tudo isso porque eles permanecem odiando Sidney e querem que a Camila fique com o Niall, o que ela já me falou que não vai acontecer, já que agora tem um filho de quatro anos e não quer ter relacionamento com criança, ou seja, Zayn ou Niall, os dois estão na categoria de personalidades infantis. – Acho que a pior coisa que eu fiz, foi ter vindo aqui.
Eu: Não, você precisava vir.
Rebecca: Porquê? Somos só amigos, agora! Não preciso te acompanhar em todos os lugares.

  Isso era verdade também, eu e Rebecca terminamos assim que eu comecei a ficar um pouco depressivo, triste, acanhado, não falava com ninguém, ainda sinto parte do meu coração se despedaçando quando penso no que a SeuNome fez, foram anos de dedicação e eu não poderia esquecer em três meses. Por isso, Rebecca foi super-solidária comigo e pediu pra terminar, foi bom, porque eu não acho que não estaria bem para um relacionamento, não seria o mesmo. Então terminamos e ela quis ser minha amiga, quis ficar do meu lado, tentar me ajudar, fazer o que Camila e Louis conseguiam fazer, Rebecca tinha saído melhor minha amiga do que a minha namorada.

– Harry. – escutei aquela voz familiar e me virei com um sorriso vendo Camila atrás de mim, ela sorriu e me abraçou. – Como vai?
Eu: Estou conseguindo superar tudo, tendo ajuda de vocês.
Camila: O que você seria sem a gente, não é Rebecca? – Rebecca sorriu, uma que não odeie Rebecca. – Ahn, vamos lá pra fora?

  Assenti e segui Camila, ela estava do mesmo jeito que a meses atrás, ainda assim magra, os ossos do seu rosto me dando agonia, penso neles atravessando seu rosto toda vez que vejo ela sorrir e consigo ver o relevo de seus ligamentos, é muito, muito estranho. Avistei Niall sentado numa mesa, rindo alto e com uma garrafa de cerveja na mão, quase vazia, ao seu lado estava Sidney que tinha os cabelos mais claros e tinha engordado uns quilinhos, ao seu lado estava Anice, afinal o que essa garota quer aqui? Por Deus, se já não bastasse a Sidney. Zayn estava em pé perto de Niall, com um copo de cerveja também e com ele estava Bruna, ambos riam e mexiam na churrasqueira, alguns amigos de Zayn também estavam ali, eu nunca saberia diferenciar eles, já que eles tem tudo a mesma aparência. Nos aproximamos de todos e os vi olhando pra gente com um sorriso gentil de cumprimento, fiz o mesmo até ver Zayn me oferecer uma garrafa de cerveja, apanhei a e esperei Rebecca pegar também uma.

Niall: Harry você vai ir né, semana que vem? – franzi o cenho e o olhei confuso.
Eu: Ir? Ah… aonde?
Niall: Droga… você não recebeu o convite?
Eu: Que-
Camila: Com tanta coisa acontecendo na vida dele, Niall… você acha que ele tem tempo pra olhar a correspondência? Eu disse pra você entregar pessoalmente.
Niall: São mais de quinhentos convidados, Camila, você acha que eu parei pra pensar nisso?
Eu: Tudo bem. – falei antes da Camila começar a brigar – Você me enviou o quê?
Niall: O nosso convite de casamento.
Eu: O quê? Quem vai se casar?
– Niall e Sidney. – Louis falou atrás de mim e me esticou um taco. Sorri agradecendo.
Eu: Vocês vão se casar? – Niall balançou a cabeça animado. – Sempre achei que o primeiro a se casar, seria o Liam.
Liam: As coisas mudam, meu amigo. – comentou de lá da churrasqueira, aonde agora ele mexia.
Niall: Espero que você vá, todos vão, quero os meus amigos lá.
Eu: Ah… claro, eu vou. – falei dando ombros. – Camila, você vai?
Niall: Claro. – sorriu e eu ainda estranhava, não estava adapto com o fato deles serem amigos, ainda era bem estranho pra mim. Passei parte da minha adolescência vendo ela ter um amor platônico por ele, misturada com um banho de ódio.
Eu: Se tá bom pra vocês, tá bom pra mim. – dei ombros.
Zayn: E como estão as coisas, Harry?
Camila: Vai chamar o Caleb, Zayn. – pediu baixo, ela sabia que eu odiava essa pergunta, porque eu teria que dizer que estou bem mesmo querendo dizer que não, mesmo que no fundo eu esteja sofrendo, magoado, machucado, eu não gosto de mentir.
Zayn: É só gritar ele, Camila. Não é como se ele estivesse lá em cima.
Camila: Então grita ele. – deu ombros.
Zayn: CALEB! – gritou e eu olhei para direção que Zayn olhava. Caleb brincava sozinho com uma bola de futebol, chutando ela na parede, ele olhou pro Zayn, estava exatamente igual ao pai, o jeito de se vestir, o cabelo, o tamanho do nariz – VEM AQUI.
Caleb: Não. – voltou a chutar a bola.
Zayn: Esse menino tá me deixando nervoso. VEM AQUI, CALEB. VEM COMER.
Caleb: Lá, lá, lá, lá. – colocou as mãos no ouvido e começou a fazer uma dancinha.
Bruna: Deixa que eu vou buscar ele. – ela deu um selinho em Zayn e andou até o Caleb, enquanto isso vi Rebecca se juntar a Anice e Sidney para conversar, é, acho que daria certo, as três são iguais, mesmo.

*** 

  Fiquei um pouco quieto no meu canto, ouvindo Louis e Liam discutirem sobre alguma coisa idiota enquanto Niall, Camila e Zayn pareciam bem sérios do outro lado, eles conversavam ou discutiam sobre alguma coisa baixinho, Bruna ainda estava com Caleb, e as meninas ainda conversavam, Rebecca tinha se dado bem com elas. Deixei a minha garrafa de cerveja quase cheia em cima da mesa, e andei até Zayn, eles não me viram chegar e foi quando escutei a conversa deles.

Zayn: Você não vai poder ficar guardando isso pra sempre.
Niall: Eu já pedi pra ela falar.
Camila: Eu nem sei se realmente deu alguma coisa.
Zayn: Você disse que trocou os remédios de propósito, qual a possibilidade de um espermatozoide errar a entrada?
Camila: Talvez ele nem ejaculou dentro.
Niall: E porque ele pediu a pílula? Não teria com que se preocupar, Camila.
Zayn: Acho melhor você contar pra ele, é uma boa hora.
Eu: Conta o quê, gente? Pra quem? – me enfiei entre o Niall e olhei pra Camila que engoliu a seco antes de sorrir desconfortável. – O que houve?
Zayn: A Camila precisa contar uma coisa pra você.
Camila: Zayn! – repreendeu.
Zayn: Camila! – falou no mesmo tom. – Já se passaram três meses, se tem algo acontecendo lá, é melhor você contar pra ele logo, porque minha querida só eu sei como é ruim você saber que tem um filho só depois que ele nasce.
Camila: Foi ruim pra você? Eu te poupei os milhares momentos de estresse que eu tive, a minha mudança brusca de humor que acontecia de cinco a cinco minutos, te poupei de pré natal e de gritos de contrações, porque você acha ruim?
Zayn: Ah por favor, eu não sou a melhor pessoa do mundo pra você, mas eu adoraria ouvir o meu bebê juntar dentro da sua barriga, adoraria ir em um pré natal com você, adoraria tentar te acalmar quando você estivesse bipolar, você me privou disso, me privou de esperar uma criança nascer, me privou de ir dormir e imaginar o rosto dele na minha mão, mas você simplesmente jogou uma criança nos meus braços assim do nada, assustador e quis que eu cuidasse dela, eu nem imaginava que seria pai.
Camila: Deveria ter pensado nisso quando não quis usar camisinha.
Zayn: Eu estava um pouco bêbado, nem lembrava que não tinha usado.
Camila: Mas lembrou que tínhamos feito sexo né.
Eu: Galera, dá pra parar e me contar o que aconteceu, o que houve?
Camila & Zayn: A SeuNome tá grávida. – falaram os dois, no mesmo tom de irritação e olhando pra mim, ao mesmo tempo suas vozes se misturaram mas a mesma mensagem veio a minha mente, juntei as sobrancelhas e fiquei um tempo sem falar nada.
Eu: C-c-como assim?
Zayn: Você quer uma explicação detalhada de como uma garota fica grávida?
Camila: Ou de como ela está grávida?
Niall: Eu posso detalhar como você deve ter deixado ela grávida.
Eu: Você… você tá me dizendo que eu sou o pai? – apontei pro Niall e ele revirou os olhos.
Niall: Não eu tô dizendo que naquela noite que você pegou a SeuNome, eu peguei ela também ai o filho é meu, mas ainda há dúvida, se nascer com olho azul, você sabe de quem é, se nascer de olho verde, é seu, se nascer de olho castanho a gente… faz um leilão. – deu ombros e eu dei um soco em seu braço enquanto a Camila ria.
Camila: Sério… de quem você acha que seria o filho?
Eu: Do Benjamim! – movi as sobrancelhas e cruzei os braços, foi a vez da Camila me dar um tapa no braço que ardeu.
Camila: Para de ser babaca, ela não transaria com ele.
Eu: Eu dei a pílula que você me deu pra ela, dei duas.
Zayn: Ai está o erro.
Eu: Como assim? – olhei confuso.
Zayn: Explica pra ele, Camila.
Camila: Zayn, você ouviu isso? Acho que o Caleb está me chamando… – ela tentou dar as costas mas o Zayn puxou ele.
Zayn: Ele não está chamando, agora explica.
Camila: Assim… acho melhor a gente esquecer. – sorriu forçado, andei até ela e segurei seus braços.
Eu: Camila, me conta, o que aconteceu, porque tem um erro nas pílulas que você me deu?
Camila: Ai, tá bom. – tirou os meus braços do dela. – Tinha dois tipos de pílulas na minha bolsa, anticoncepcional, que eu tomo para engordar e a outra era para dormir, porque estou com problemas. – sorriu sem graça.
Eu: Tá mas, você disse pra eu pegar qual?
Camila: Bom… eu disse pra você pegar a azul, mas… a rosa era anticoncepcional. – ela tentou sorrir e eu arregalei os olhos, dei um passo pra trás e senti toda a raiva do mundo explodir dentro de mim.
Eu: DROGA CAMILA! – gritei, então chamando a atenção de todo mundo naquele lugar.
Camila: Era droga mesmo. – sussurrou tentando fazer graça, virei-me a olhando com os olhos cerrados, não achando mínima graça daquilo. – Desculpa, Harry… achei que era a melhor forma de juntar vocês.
Eu: O que te faz pensar que um filho junta casais? Você e o Zayn estão juntos. – ela abaixou a cabeça sem resposta e o Zayn se sobressaltou a me olhar.
Zayn: Não fala assim, Harry. Nós não estamos juntos por justa causa, ela sumiu por quatro anos e eu fiquei sozinho, sem contar que eu não sabia que ela estava grávida, mas se eu soubesse eu tinha fico com ela, ficado ao lado dela, junto com ela, nós estaríamos juntos agora. – parecia bravo. – E por isso não te dou o direito algum de magoar a Camila, eu só quero que entenda o que ela disse…
Niall: Ela não quis dizer que um filho junta casais, mas que isso pode ser um fator grande pra vocês ficarem juntos, já que você vai ter que cuidar da criança com ela, é uma forma de vocês se juntarem.
Eu: Não sei se vocês perceberam, mas eu não quero me juntar com ninguém. Foi uma péssima ideia ter trocado os remédios.
Camila: Desculpa, Harry eu não quis…
Eu: Você não manda na minha vida, Camila. Não tem o direito algum de se meter no meio dela. Você deveria ter ficado na sua, feito o seu papel e me deixado em paz, agora mais um fardo que eu vou ter que carregar nas costas.
Camila: Desculpa… eu posso te ajudar.
Eu: – bufei – Não quero sua ajuda, não quero voltar com a SeuNome, me deixa em paz.

Continua.... 
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Primeiro queria dizer que não sei procurar gifs, então esse do zen ta cocozinho por causa disso, mas ele ta gato então isso que importa. Também queria dizer que esse é o penultimo cap de our destiny e que semana que vem começarei a postar From Doncasterrrrrrrrrrrrr com nosso querido Louis Tomlinson  e pra mudar tudo de uma vez, não terá sequestro, drogas, envolvimento estranhamente alienigenas sem explicações, roubos só de beiju, mas vai ter muita treta, muita mina querendo ferrar com tudo, muito xingamento, muita briga entre zen e louis, vai ter muita zoeirinha com harry, e muito come quieto no niall faminto, é isso, vai ser tudo tradicional e tentei colocar coisa de fandom antigo, vocês vão ver. Enfim, espero que gostem desse capítulo com papai styles rejeitando tudo, nervoso, distraido pq todo mundo sabe que pílula do dia seguinte é rosa, mas enfim, deixa ele agora receber o que zen recebeu. Beijossssssssssssss até mais! 

Our Destiny - Capítulo quinze. / 3ª Temporada.

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Capítulo quinze – Eclipse
E mostre o impossível suas possibilidades.
SeuNome P.O.V’s 

  Meus pulsos não estavam tão presos, eu conseguiria me soltar se quisesse, mas eu não queria, queria brincar com Harry entrar na brincadeira, por mais que eu estivesse me sentindo um pouco desconfortável com o fato de estar nua, me sentia normal, afinal ele já tinha me visto assim antes e de várias maneiras então não tinha com que se preocupar, menos frescuras e mais atitudes, isso que vinha a minha mente toda vez que eu via Harry, afinal era difícil se conter diante dele. Depois que um clarão veio no meu rosto e eu recuperei toda a minha memória, lembro de sair correndo da casa do Benjamim, por mais que ele pedisse que eu ficasse, não contei a ele o que eu estava sentindo e que tinha voltado a me lembrar de tudo, só sai de lá correndo e do caminho até o lugar que Harry queria me encontrei fui pensando nas coisas que tinha feito e em tudo o que eu não tinha feito, resolvi tomar uma decisão fazer Harry ficar comigo, e acabar com todos esses problemas, esquecer de tudo que tinha acontecido e começar de novo e isso estava dando certo até que a porta do quarto dele foi aberto com urgência e uma mulher apareceu gritando, Harry se virou me cobrindo e eu puxei a bandana e com um pouco de dificuldade me soltei, espiei por trás de Harry e suspirei aliviada quando vi que era sua mãe ali. A Camila e o Niall apareceram um pouco depois atrás dela, sorrindo, pareciam até duas crianças. 

Camila: Você mandou avisar se fosse a Rebecca, ela não é a Rebecca. – gritou lá de trás e Anne tomou um passo a frente por causa do grito. 
Harry: Mãe olha eu… 
Anne: Você amarrou ela, Harry? Amarrou a pobre menina na cama e deixou ela nua? Coitada. Eu não te criei desse jeito. – Harry suspirou e eu ri fracamente. 
Harry: Eu não… 
Anne: Peça desculpa a ela, e a deixa se vestir. – Harry saiu da minha frente. 
Niall: Nossa. 
Eu: NIALL!
Camila: Sai daqui, vai. – empurrou o menino com força e o mesmo gritou irritado no corredor, Harry virou-se pra mim me esticando a camisa azul. 
Harry: Desculpa. – e aproximou os lábios da minha testa. 
Eu: Tudo bem. – falei com genuinidade e ele me olhou com os olhos cerrados. 
Anne: Certo, eu vim dizer que duas pessoas foram te procurar hoje cedo em casa. – ela olhava pra mim e Harry estranhou. 
Harry: A SeuNome? 
Eu: Quem era? 
Camila: É, quem era? – Anne olhou um pouco desconfortável pra Camila, mas eu entendia a preocupação da menina. 
Patricia: Não disseram, eles só falaram que estavam procurando por você, disseram que você estava anexada naquele endereço. 
Harry: Eu anexei quando ela foi internada. Para que as contas fossem pra lá. Como eram as pessoas que procuraram por ela? 
Anne: Eram um casal, uma mulher um pouco do seu tamanho. – olhava pra mim. – Cabelos castanhos, sardas no nariz e olhos castanhos também, bem branca, já o homem era moreno, uma barba grande e olhos quase verdes. – franzi o cenho e tentei me concentrar em alguma coisa. 
Eu: Não sei se conheço. 
Anne: Obvio que não, você perdeu a memóri… 
Harry: Mãe, mãe, já voltou. 
Anne: Oh meu Deus, que bom, que já voltou, isso é um milagre, eu abraçaria você, mas obviamente tá com cheiro de sexo e eu não quero arriscar. – assenti mesmo não prestando muito atenção, Harry suspirou e me olhou. 
Niall: Desculpa atrapalhar, eu espero que ela já esteja de roupa. 
Harry: Nós estamos discutindo um assunto aqui. 
Niall: Eu entendi, mas eu não pude deixar de ouvir, você disse barbudo dos olhos quase verdes? – questionou parando perto da porta e se jogando contra a Camila, parecia bêbado. 
Anne: Sim, não eram verdes, eram quase verdes. 
Niall: SeuNome você não mostrou uma foto dos seus pais e… 
Eu: AI MEU DEUS, NIALL EU TE AMO. – Harry me olhou como se estivesse me repreendendo e eu dei ombros e ele forçou um bico. – São eles, são os meus pais. – levantei. – Eles estavam me procurando? Hoje? Meu Deus, Harry meus pais, meus pais. – ele ficou me olhando sorrindo enquanto eu não aguentava a minha animação. – Eu não acredito, só pode ser eles, minha mãe é branca e tem os cabelos castanhos. 
Anne: Então são seus pais. 
Harry: E você falou pra onde a SeuNome iria? 
Anne: Sim, eu dei o endereço que tinha naquele seu quadro no quarto. 
Harry: Você leu meu diário? Aquele quadro é o meu diário.
Anne: Não li, eu só peguei o endereço que tinha o nome da SeuNome. 
Eu: E que endereço era? 
Harry: A casa amarela ao lado da casa dos seus tios. 
Eu: O quê? 
Harry: Meio que aquela casa é minha. 
Eu: Ai meu Deus, você me espionava trocar de roupa? – fiz uma careta. 
Harry: Na verdade não. 
Eu: NA VERDADE SIM, EU VIA A CORTINA FECHANDO AI EU COMPREI CORTINAS PRA MIM. – gritei o olhando. 
Harry: Pensa pelo lado positivo, era eu. – falou rindo e eu ri junto. – Agora se veste, querida, vou te levar pra ver seus pais. 

***

  Harry estacionou na frente da casa e eu pude observá-la melhor, e ao imaginar que a um tempo eu achava que o morador dela era um psicopata, armando um plano tipo Paul Spector para entrar na casa de todas as morenas do pedaço, matá-las enforcadas e depois com todo charminho, daria banho nelas, pintaria suas unhas e, por fim, em uma pose radiante na cama a deixaria e tiraria algumas fotos só para satisfazer seus estranhos fetiches, mas eu teria que deixar esse meu lado adoradora de séries do Netflix, que mesmo que estamos no mesmo continente, Paul Spector – infelizmente – não existe.
  Enfim, desci do carro entusiasmada e olhei na direção da casa de meus tios, havia um carro parado na frente da casa, isso raramente acontecia então só tinha algo a dizer; meus pais estão lá. Corri naquela direção mal me importei com o fato de Harry ter pedido pra mim não fazer isso, dei toda a volta pela casa e entrei pela porta da frente mesmo sem fazer cerimônia, conseguia escutar a conversa vir da cozinha, uma voz grossa e uma voz fina e doce, suspirei fundo e parei no meio do corredor, até então ninguém havia escutado a porta se abrir e eu estar aqui, Harry apareceu atrás de mim e colocou as mãos na minha cintura, assim que comecei a andar minha cabeça começou a doer consideravelmente forte, mas era suportável. Andei meio cambaleando tentando chegar na cozinha, parei no batente e encarei todos na cozinha, era mesmo real, eles estavam ali e quando papai me viu deu um sorriso, um enorme sorriso, meu coração começou a bater tão forte e eu comecei a sentir falta de ar, minhas mãos começaram e tremer e parecia ter perdido a força das minhas pernas, tudo começou a ficar bem lento na minha visão, tentei buscar o ar e o sorriso de papai foi se desfazendo aos poucos, escutei a voz de Harry no fundo perguntando se tudo estava bem, mas eu não consegui falar nada, completamente perdi os controles dos meus movimentos e não vi mais nada. 

*** 

  Abri os olhos e busquei o ar que aparentemente faltava em meus pulmões, olhei em volta com os olhos um pouco embaçados, era horrível, cocei os olhos e sentindo a minha cabeça latejar consegui olhar em volta, estava no meu quarto, na casa dos meus tios, minha cabeça doía cada vez mais forte e isso era horrível, desci da cama e fui em direção a cozinha rapidamente procurando por um comprimido achando-o em cima da mesa, bebi água e passei a ir a cozinha aonde escutava umas vozes com conversas normais, me aproximei do batente e pude lembrar que havia desmaiado nos braços de Harry, tinha passado mal, a mesma dor de cabeça e a mesma tontura de agora, me segurei na porta e Harry foi o primeiro a me ver e levantar ajeitando seu cabelo e com os olhos cheios de preocupação me olhava. 

Harry: Como se sente? 
Eu: Eu não sei, parece que não passou. 
Harry: Você dormiu por quatro horas. – sussurrou e eu o olhei inquieta. – Consequência do seu cérebro defeituoso, isso teria que acontecer, ninguém tem a memória de volta e fica como se nada tivesse acontecido, você tem sequelas no cérebro. 
Eu: Não imaginei que seria pior do que ter perdido a memória, parece que tem um mini-dinossauro devorando a minha cabeça. 
Harry: Não sei quais são os colaterais de perder a memória mas com certeza um mini-dinossauro pode estar incluso. – gargalhei e Harry me segurou com segurança, fomos para perto do sofá aonde eu pude ver mamãe levantar com urgência e me abraçar. 
– Meu Deus, eu não… – ela não conseguiu continuar, começou a chorar, meu peito se apertou, deixei toda a dor de cabeça de lado e comecei a chorar, dando atenção em apenas aquele momento. – Soubemos que você tinha perdido a memória!
Eu: Vocês sabiam de tudo sobre mim? 
– Nunca te deixamos, querida. – meu pai falou alto e passou por Harry me abraçando também.
Eu: E porque nunca apareceram? 
– Não era seguro. – ele disse me apertando, mamãe ainda chorava, ergui a cabeça e olhei pra ele. – Ainda não é seguro, e estamos aqui porque achamos que você tinha perdido a memória, mas você está bem… e temos que ir.
Eu: O quê? Mas eu senti saudades… e eu… – gaguejei e não consegui falar, minhas pernas tremeram e eu não sabia o que dizer, a sensação de perda estava se espalhando no meu corpo, um buraco bem grande foi cavado e agora ele doía. 
– Shh, pequena. Vamos aproveitar o momento que temos juntos por enquanto.
Eu: Vocês… sumiram. – comecei a chorar. – Por todo esse tempo, eu estava sozinha e vocês fugindo? 
– Nós não estávamos fugindo. – mamãe começou e eu me soltei indo pra trás, comecei a tremer e uma raiva tomou conta de mim.
Eu: Ah é? E o que estavam fazendo? Eu senti a falta de vocês, me virei sozinha, me fodi pra caralho e nenhum de vocês estavam do meu lado pra me ajudar a fazer o certo, achei que estavam mortos, achei que estavam presos, sei lá, eu não tinha nenhuma informação, e aquela droga daquela mala, aquela maldita mala de ferro que você jogou nas minhas costas, eu sempre soube o que tinha lá dentro, mas nunca consegui abrir. 
– Eu sei que é o seu direito pedir respostas…
Eu: Não é o meu direito pedir respostas, é o dever de vocês me darem elas. Eu não acredito que fui fiel a vocês todo esse momento pra quando infelizmente eu me machuco gravemente vocês aparecerem assim do nada, e depois querem ir embora. 
– SeuNome, SeuNome escuta. – minha mãe implorou enquanto segurava meus braços. – Nós não tinhamos escolhas, tudo bem? Entregaram a gente pra polícia, as sirenes nos assustou e nós enviamos você pra cá, achamos que uma hora ou outra a polícia nos encontraria e não queríamos você conosco, vivemos as espreitas por ai, mas perto de você.
Eu: Então vocês são bandidos? Meus pais são bandidos, ouviu isso Harry? Sua ficha é limpa perto desses dois. – dei as costas e fui na direção do Harry que sussurrava coisas que eu não entendia e não queria ouvir. 
– Nós não somos isso, SeuNome. – minha mãe falou com o tom manso. – Seu tio, irmão do seu pai jogou uma grana pra cima da gente um dia antes daquelas viaturas chegarem, nós não sabíamos que eram roubados, e acabamos levando a culpa.
Eu: Entendo, entendo… mas porque não fizeram como pessoas normais e procuraram um advogado, talvez ele ajudaria vocês. 
– PORQUE O MEU IRMÃO MANDAVA NAQUILO TUDO, SEUNOME! – papai gritou me assustando e eu fui pra trás. – Droga filha, eu não quero que você fique mal de novo, deixe as perguntas para depois. – tentou se aproximar.
Eu: Vocês são fugitivos? 
– Aqui na Inglaterra talvez, por isso temos que ir embora. – sussurrou ele se aproximando mais. – Você pode vir com a gente se quiser, temos tudo para vivermos juntos por um longo tempo, temos tudo…
Eu: Eu tenho o Harry. – sussurrei e papai me abraçou. – Ele está comigo agora. 
– Mas somos sua família.
Eu: Eu não posso ir. – falei baixo. 
– Mas você precisa, precisa escolher o melhor pra você. – ele disse como se fosse uma ordem e eu fiquei confusa, respirei fundo e pensei muito nisso.
Eu: Eu preciso de batata frita. 

Harry Styles P.O.V’s 

  Droga, era só o que faltava. Ela acabou de se lembrar, nós acabarmos de ficar bem e então aparece esses dois que ela mal viu na vida e começam com a ideia de que querem levar ela com eles, isso é praticamente errado já que eu sou a família dela, e não eles dois, tudo bem que ambos geraram ela, mas eu estava nos momentos difíceis, ou boa parte dele. Eu estava começando a me irritar, tudo bem que eles fugiram porque estavam sendo acusados de algo que não cometeram, mas do mesmo jeito acho que não é bom envolver a SeuNome nisso. Ainda estava muito confuso pra mim, eu nem queria imaginar como estava pra ela que não vê seus pais desde que era uma criança e agora eles aparecem querendo levá-la. 
  Suspirei fundo e passei a mão pelos cabelos, sentado no sofá eu balançava as minhas pernas, impaciente, SeuNome tinha subido com seus pais para conversar melhor, mas eu estava preocupado ela tinha acabado de recuperar a memória essa bomba deve ter sido fatal, não me surpreenderia se ela tivesse alguma recaída ou algo do tipo. Queria interromper eles, e saber o que estavam conversando, eu estava começando a ficar mais irritado do que antes, já não aguentava a ansiedade dentro de mim. Os tios dela me olhavam tentando me passar segurança, sorri sem graça e a tia dele me ofereceu um copo de água que eu aceitei. Não escutava nada no andar de cima, nenhum grito, nenhuma risada, nada, absolutamente nada, o que me deixava desesperado por dentro, o que será que estava acontecendo? 

– Aqui está. – falou a mulher loira me entregando um copo de água.
Eu: Essa história? É verdade? – perguntei bebericando a água, o tio de SeuNome curvou o corpo pra frente e respirou fundo. 
– O marido da minha irmã nunca foi um bom cara, se você me entende bem. Ele sempre vendeu algumas coisas que tinha dentro de casa, sempre foi o esquentadinho e metido a bandido, não me surpreenderia se aquela acusação tenha sido feita pra ele mesmo.
Eu: Ah… – bebi mais um pouco de água e me ajeitei no sofá. – Será que você poderia me contar toda a história? Eu não sei quase nada sobre ela. – o homem se mexeu também e cruzou as pernas. 
– Bom… há muito o que saber.
Eu: Acho que eles vão demorar lá em cima. – chequei as horas no meu relógio de pulso. – E eu tenho tempo. 
– Tudo bem. – respirou fundo novamente, sua mulher sentou ao seu lado e eu dei toda a minha atenção a ele. – Não sei quantos anos SeuNome tinha na época, mas como eu disse o pai dela sempre foi um cara meio estranho, ele fazia apostas em sua casa, esse era o seu trabalho, aposta com cartas, pôquer, eu não sei, ele conta que o seu irmão quis fazer uma aposta em um domingo a noite e com uma mala com tranca ele mostrou cerca de trinta milhões de reais. Ele fez a aposta com o pai de SeuNome e perdeu todo o dinheiro, foi embora dali revoltado e quando saiu ligou pra polícia denunciando um roubo, na verdade o tio dela havia roubado aquele dinheiro naquele domingo um pouco mais cedo e ligou para a polícia contando sobre ter encontrado o dinheiro, incriminando então o pai de SeuNome. Aquela noite foi bem quente, a polícia chegou no local, sem saber o motivo os pais da SeuNome pegaram o que puderam e fugiram, na madrugada quase pra amanhecer eles colocaram ela em um avião junto com a mala, o pai dela achou que era por causa das apostas que ele fazia e por isso não queria envolver a SeuNome nisso mandando ela pra nós, minha irmã foi com ele porque ela sempre o amou mais do que qualquer coisa e não importa o que ele faça ela estará do lado dele, enfim, até descobrirem o que estava acontecendo, SeuNome ficaria aqui em segurança e eles lá, fugindo da polícia e do irmão do pai de SeuNome. Parece que as coisas foram esquentando a cada vez mais, eles ficaram sem dinheiro, sem aonde morar, sem comida e pediram que nós adotássemos ela, por falta de ter como criá-la. Não tive mais notícias depois que liguei confirmando que tinha colocado SeuNome como minha filha, não tive mais notícias até hoje, que eles apareceram aqui de surpresa, preocupados com a filha.
Eu: Ai. Meu. Deus. – terminei de beber a água e olhei pro chão totalmente com a boca seca. – Isso é horrível, por mais que eles não sejam de fato criminosos, não deveriam ficar fugindo. 
– A vida é muito curta para alguns, Harry. – o tio de SeuNome levantou após falar isso e foi quando ele trombou com SeuNome que vinha toda acanhada na minha direção, a mão entrelaçada na frente do corpo e a cabeça baixa, levantei do sofá tropeçando nos meus pés e sorri pra ela sem jeito após me endireitar, ela parecia querer chorar e o meu peito apertou imaginando o que ela faria quando começasse a falar e parecia que eu já tinha certeza do que ela fosse falar.
SeuNome: Harry… ah… eu fiz uma decisão. 
Eu: Uma decisão? Então você estava mesmo pensando em escolher um lado? 
SeuNome: Eles são meus pais, Harry, eu não os vejo a muito tempo. 
Eu: Ah. – olhei pra cima segurando as lágrimas, já tinha entendido. – E eu sou o quê? Quem esteve ao seu lado quando eles não estavam. QUEM TE DEFENDEU? FICOU AO SEU LADO POR TODO ESSE TEMPO? – gritei nervoso e vi o pai dela aparecer querendo se aproximar, com uma expressão de ódio, acho que ele deveria ler o meu currículo antes de querer avançar pra cima de mim. – Eu corri atrás de você todo esse tempo pra nada não é? – falei mais baixo olhando pra ela que chorava. 
SeuNome: Harry eu… 
Eu: Sabe qual foi a sua pior decisão? Foi ter saído da festa do Benjamim e ter ido até a mim, sabe porquê? Porque eu já tinha aceitado o fato de você ter desistido de mim, mas você chegou daquele jeito inseguro precisando de proteção e eu como seu cachorrinho fiquei vulnerável. 
SeuNome: Eu não sabia que as coisas ficariam tão… 
Eu: Difíceis? Meu Deus. – coloquei a mão na cabeça e perdi o controle comecei a chorar, me aproximei da SeuNome que chorava também. – Eu acho melhor você ir mesmo. – ela arregalou os olhos. – Eu estou cansado de ter o meu coração quebrado por você, a melhor forma de me sentir seguro novamente é com você indo embora da minha vida. 
SeuNome: Você não pode… .

Eu: Você tá pedindo pra eu lutar por você? – apontei pra mim. – Eu lutei tanto por você e você sempre virou as costas pra mim, me tratando como um lixo, como seu escravo, seu cachorrinho, eu nunca quis enxergar essa parte porque eu estou cegamente apaixonado por você, mas eu já percebi SeuNome, eu nunca vou ser a sua primeira escolha, eu sou sempre aquele que você só dá atenção quando sobra tempo, já, você sempre foi a minha primeira escolha em tudo, eu sempre coloquei você acima de tudo o que estava acontecendo na minha vida, SEMPRE. Porque ao contrário de você, eu te amei de verdade, mas você, você fodeu com o meu coração, milhares de vezes, fodeu com a minha vida, pisou em cima de mim incontáveis vezes, porque pra você isso foi tudo uma brincadeira não foi? 
SeuNome: Você sabe que não é verdade. – soluçava de tanto que chorava, meu coração se despedaçava cada vez mais. 
Eu: Eu sei que não é verdade? Então diz pra mim que pela primeira vez você escolheu ficar comigo em vez de fugir, pra outro lugar bem longe de mim? 
SeuNome: Harry… eles são os meus pais. 
Eu: Eu entendo, SeuNome. Eles são seus pais. – assenti e passei a mão no rosto secando as minhas lágrimas. – Eu sempre fui o nada não é? O babaca que transa com você, fui o único que amei nessa nossa relação de merda né? Eu sou a lua e você o sol, a gente não pode ficar juntos porque quando isso acontece, tudo fica escuro. 
SeuNome: Por favor, não faça ser mais difícil. 
Eu: Você tornou isso mais difícil. Deveria ter se afastado no momento em que eu não abri a porta pra você, eu fui rude, eu não queria que você entrasse na minha vida, mas você insistiu e eu cedi, além de ter cedido, eu me fodi muito também, porque você vai ir com os seus pais pra outro país, viver feliz, encontrar outro alguém, formar uma família, e eu vou pra casa, encontrar ninguém… – suspirei fundo. – meu apartamento vazio e vou passar o resto do mês, do ano, dos próximos anos, pensando em você, pensando nos seus olhos, pensando em cada parte do seu corpo, do seu toque, do seu sorriso, de tudo que existe em você, vou pensar em todas as vezes que eu pensei em desistir mas sempre levantei da cama determinado a continuar. E não, não estou tornando nada mais difícil, SeuNome, estou tornando tudo mais fácil, vou deixar você ir e espero que você não volte mais, dessa vez vai ser pra valer, eu vou desistir de você, desistir de ir atrás, vou desistir de pensar se você está bem, vou desistir de tudo que envolve você. Porque esse não é o meu destino, não é o nosso destino. Adeus. 

Continua.... 
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Genteeeeeeeeee estou chocada com esse Harry possuído pelo Louis Tomlinson e falando o que deve e o que não deve. E tô muito irritada com essa versão Elena da SeuNome, ser mais chata é impossível. Masssss como spoiler posso dizer que as coisas vão se reverter na história. Tenho mais dois ou três capítulos para dar finalização nessa fic e poder continuar Comeback e começar From Doncaster. yayyyyyyyyyyyyy! Enfim, fiquem com essa despedida cheia de verdades do querido Styles, vou escrever o capítulo dezesseis agora, posto o mais rápido possível. BEIJOOOOOOOOS!!!!!!!!!!!!!!!!!